Por que um baú?

Bem, quem acompanha minha tentativa de escrever algo que seja bom ao leitor,vai poder voltar aqui, abrir o baú e ler, pensare espero eu que comente nos textos afinal, esse baú é para guardar pensamentos.
Deixe aqui o seu também.

domingo, 31 de janeiro de 2010

SAUDADES

Saudade é um dos sentimentos mais inquietantes do ser humano e afinal de contas, todo ser racional ou dito racional já sentiu saudades alguma vez na vida, Muitos escritores passaram tempos de sua vida a frente de um pedaço de papel, uma maquina ou uma tela tentando por fim trazer a estas uma imagem do que é saudade, o que é isso que assola o peito de alguém.
Mas ninguém teve a sorte que tive, de esbarrar em um filho de amigo, tão maduro em seus 6 anos que por sorte, ou azar me disse ao me ouvir dizer a seu pai que trazia em meu peito uma saudade sem tamanho. Não é fato torto nem conto de escritor, se fosse a volta de uma fogueira ou sentados em um barco pescando seria um conto bem escrito com tudo que se deve, mas bem foi na tarde de uma quinta feira. Eu já tinha ido a minhas obrigações semanais e mentais, e de fato estava mais aborrecido que aliviado.
Meu telefone tocou, atendi meio as pressa afinal não é comum meu telefone tocar, era um amigo meu, que assim como eu, de férias me convidou a sentar em sua casa, e papear, como não tinha nada pra fazer, e voltar pra Casa não era algo que gostaria de fazer no dia, fui. E claro o meu amigo pode vir a ler este texto e se sentir mal, mas a companhia deste nem preciso mencionar, é de fato um amigo de longa data. Apesar do tempo não contar em amizades.
Pois bem, cheguei e me sentei, cerveja na mão começamos a papear, pergunta por onde andas e eu te direi como foi suas férias, foi assim, papos sobre trabalho e férias e por fim chegamos ao fato Maximo, ele pergunta... Como vai o coração... a minha vontade de responder como besta que sou foi, batendo do lado esquerdo do peito, porem... danei a falar sobre sentimentos e sobre saudades...
Então após eu dizer “ A verdade cara, é que estou morrendo de saudades dela” o pequeno garoto passando com seu psp na mão me fala.
“ Tio saudade é o que a gente sente quando deixamos de ser Nós e passamos a ser eu?”
ok foi uma pergunta... mas a resposta tiraria o ponto de interrogação e colocaria varias vezes um exclamação
Saudade é quando a gente deixa de ser NÓS e passamos a ser EU”
O pequeno Buda continuou seu caminho após eu responder um atônico SIM...
E eu, olhei para o pai que mais assustando do que eu disse..
Crianças....

sábado, 30 de janeiro de 2010

Poema

Na duvida do que sinto
(Weverson Garcia)

O que acontece? Não sei
Sinto-me tão sozinho
Você está ou não ai?
As vezes sinto tua presença
Mas de repente você vai embora...
Como se eu nunca tivesse
em meus gesto de provado
mas tudo deu errado e agora
Meu mundo interior está despedaçado,

Você não me prometeu amor,
Mas quem esta amando sou eu
você me fez viver, e ser alguém
E agora sozinho estou

Você me pede que eu tenha fé
Você me pede que eu não estrague
Porém eu estou muito ferido, destruída
E você não aparece, vai se entregue

O que aconteceu com a gente?
Por que justamente agora?
O que está acontecendo comigo?
Eu tento, tento e mesmo certo fico sozinho

não sei como ser... não sei como vai ser
simplesmente não sei... eu te digo
como nunca disse antes,
Tu deu sentido, abriu meus olhos e me fez voltar a ver

Fez o tolo peito, seco de novo se regar
com lagrimas salgadas, mas tudo florescer
E quem sabe esse peito tordo não pode mais negar
que não para mais de por você bater


As vezes penso que seria bom dizer as coisas, mas depois de tido fica em minha boca o gosto amargo de ter dito, como se apos uma noite de prazer regado a alcool a boca seca de ressaca me agara e me mostra novamente que as vezes não beber, não falar é o melhor, mas existe um ser capaz não dizer uma certeza?

Baú

O velho sótão já cheio de teias e poeira de anos guardava mais do que velharias, em alguns cantos pertences de outras épocas, de quando ele era ainda mais novo, e ele por não agüentar mais olhar ou para apenas livrar espaço para novas coisas punha tudo em caixas ou apenas lançava no sótão, os anos seguintes se encarregavam de empoeirar ou corroer.
Ele subiu a velha escada como quem caminha para a forca, olhares fixos degrau após degrau, e nem era pela idade, e sim receio de como veria novamente as velhas peças de sua vida. Será que o tempo havia sido generoso com todas? E apenas empoeirava? Ou a ferrugem corroeu e as traças devoravam lembrança por lembrança?
A velha maçaneta nem tranca tinha, bastava empurrar mas a tanto tempo ele nem subia as escadas, desde a ultima vez que ela pediu que ele guardasse as caixas de cartas, as ultimas lembranças de uma vida a dois.
Empurrou a porta e ele tão sofrida com o tempo até gemeu, anunciando quem sabe as tristezas por lembrar. Teias de arranha abandonadas, e camadas de poeira beirando o imaginável. “ Vem daí a minha tosse” pensou ele tentando fazer graça consigo mesmo... caminhou até a velha janela já coberta por anos de descuido. Um lenço e o vidro agora deixava a luz entrar com mais força, e esse raio de sol, de luz , pousa cuidadosamente sobre um velho baú, “ Pequenas lembranças nas caixas... grandes lembranças nem caixões” suspirou enquanto ajoelhava próximo ao baú, abriu levemente e viu a poeira escorrer pela tampa como liquida forma de se ver o tempo.
Uma peça de tecido azulada, ou foi azul algum tempo cobria o que existia ali dentro... puxou o pano e seus olhos de súbito turvaram-se, sob o tecido azul, vinha um branco já amarelado pelo tempo, era ele, o vestido de noiva de esposa, ainda inteiro sem traça alguma, ele lembrou-se do dia de Setembro quando de pé ao lado de um padre viu entrar pelo tapete vermelho a prova clara de que existia um deus, e ele mandava um anjo de branco a seu encontro.
Retirou calmamente o vestido, e pousou ele sobre o tecido azul, e virou-se novamente ao baú, uma caixa de papel vermelho brilhante, e dentro dela algumas fotos, “quem são esses?” pensou ele forçando-se a lembrar... virou a foto e ela com os cuidados de sempre escrevia atrás o nome de cada um. Eram seus amigos, os que eles haviam feito juntos anos depois de se casar, “por onde andam essa pessoas? Será que ainda estão juntos? Vivos?” pensou retirando a caixa.
E sob camadas de documentos, fotos de paisagem, ele viu... redescobriu, se encantou novamente, a foto que ela havia lhe dado quando ele teve que ir a outra cidade, escrito na foto apenas uma frase curta.
“ Para que eu fique sempre perto de você” - “ como se fosse impossível né? Você nunca saiu de dentro de mim...”
Percebeu agora que chorou... uma lagrima... a tempos não deixava correr uma sequer de seu rosto... desde ela fora tirada de seus braços por um resfriado agravado por sua certeza de que “ não há de ser nada...” o baú agora mostrava uma verdade um tanto mais terrível.
As cartas trocadas, juras de amor duradouro, promessas de uma vida sorridente, certezas de que tudo estava certo e valia a pena... mas no fim, apenas um pequeno envelope o chamou a atenção, dentro dele um pequeno pedaço de papel, um brasão e escrito em letra de maquina, fria como os tempos modernos, a seguinte frase. Em um telegrama...
“ Lamentamos informar, mas sua esposa veio a falecer hoje, as 17h por pneumonia Crônica.
Nossos sentimentos.”

as forças sumiram de seu corpo por completo, a fria letra roubara lhe também o calor do corpo pela segunda vez... correu mexeu nas cartas a data... batia... era ... o mesmo dia...

Ele recebera a carta de sua esposa escrita e enviada no mesmo dia, mas ele recebera o telegrama antes da carta, e agora releu como uma despedida dela as ultimas linhas.
“ Não digo que sinto sua falta, seria egoísmo meu dizer isso, mas sinto a minha falta de estar a teu lado, Hoje sem você aqui comigo sou apenas saudade, e falta, uma figura realmente incompleta. Sentir saudades suas é inevitável, como é inevitável o final da carta, Beijos de quem Sempre, estará aqui, sentindo sua falta, mesmo que você esteja apenas na cozinha.”
Ele aperta o pequeno papel, e a carta contra o peito, e agora, não consegue conter e corre pelo rosto enrugado tranformando os anos de poeira em poças de lama e lamentos...
“ Foi-se embora minha vida... foi-se embora o grande amor... me deixou saudades, na morte... e eu deixei saudades na vida...”
Hoje, no sótão da casa não se tem apenas lembranças, a quem passe a frente da casa e veja na janela o pequeno circulo limpo, com um lenço, e por trás do circulo, o rosto de um velho homem que chora como criança todas as tarde.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Crianças

Crianças… quem não gosta delas? Sempre vendo o mundo de forma simples, e as vezes melhor e mais profunda que eu e você poderíamos imaginar. Crianças...
As vezes eu penso que seria bom voltar a ser uma, a ver tudo como se fosse a primeira vez. Ouvir as velhas musicas como se nunca tivesse ouvida algo assim, ver os filmes e se encantar com as cores, e cenas, sorrir ao ver uma folha ou pena flutuar no ar como se alguém brincasse com ela. Soltar um balão de ar e velo subir e imaginar que só vai estourar quando tocar as pontas de uma estrela... como é bom ser criança, como é bom olhar o mundo com esses olhos doces e puros.
Mas a gente cresce, de maneira errada muitas vezes, percebendo apenas as magoas da vida, os amargos, os azedos, ácidos e sem sal. O doce a gente geralmente esquece.. não percebe, ou quando percebe é por que perdeu, deixou cair dos bolso a bala, aquela que você esperou tanto tempo pra provar, e agora com o gosto amargo na boca se lamenta por ter deixado cair e perdido.
Seria bom voltar atrás e procurar a bala? Talvez. Talvez isso seja o que uma criança faria, outra poderia apenas parar e chorar, lamentando a perda da bala, um adulto vendo poderia dizer que depois comprava outra... mas nunca seria AQUELA BALA, se voltar e achar a bala novamente um adulto diria, que estava suja, pra deixar ali, e completaria dizendo, te compro outra... mas novamente NÃO SERIA AQUELA BALA.

Para uma criança tudo é fácil, basta pegar a bala, esta com papel? Então esta limpo, esta sem papel? Assopra e com o vento tudo vai embora... mas verdade. A louca verdade. É que até mesmo a criança sabe que esta se enganando, mas o prazer de provar um doce, é maior que o medo de ficar doente.
Afinal ela sabe que ficar doente é temporário, a mãe da remédio e se não for algo ruim, até mesmo um “remédio” Paliativo, algo que apenas “cure” o desejo da criança.
Criança é pura diversão, passam o ano todo desejando um brinquedo, para o dia das crianças, aniversário, natal, ou qualquer outra dia, que ela ache que mereça um brinquedo novo, e acha isso sempre, mas quando recebe, quando ganha algo novo, algo que sempre quis, brinca por algumas semanas as vezes algumas horas apenas. E volta para o velho brinquedo, aquele que ela carrega para todos os lados.
Crianças... São tão inocentes, tão puras... e mesmo assim tão maldosas, dizem sem medo toda a verdade de seu mundo, se pergunta a uma criança, “gosta de mim?” espere ouvir a verdade, pode ser um sim, ou um grande não, as vezes, vem acompanhado de algum outro elogio ou critica, pode ser um sim você é divertido, ou um Não você fede ou é feio... criança é assim, as vezes te faz uma pergunta sem sentido. Como “Limão bóia?” e sua resposta seja ela qual for pode vir com uma verdade universal.
Crianças são a metáfora perfeita de Deus. Sabe tudo sem saber absolutamente nada. Mas encanta. Faz sorrir, e mesmo sendo direta com suas criticas e deméritos são capazes de gerar um sentimento de alegria.
Uma criança bagunceira não é um cara sem educação, é uma pessoa arteira, super ativa... uma criança calada é uma pessoa introspectiva, educada, pacata, uma criança sorrindo é motivo de riso, e uma criança chorando é motivo de palhaçada.
Adoro criança... as vezes me sinto uma...
É , as vezes eu quero voltar a balas deixadas no chão atrás de mim, as vezes quero soltar balões e esperar que voem para o céu e só estourem nas pontas das estrelas... as vezes eu gostaria de ver tudo como se nunca tivesse visto...
É eu sou criança... sabe por que?
Eu choro como criança... copiosamente... abraçando os joelhos, e esperando o amargo acabar...
E Por que ainda me espanto com algumas coisas de adultos, e por que ainda me engano assoprando balas, e ainda sou enganado por pessoas, que dizem... Depois vem outra...
Quando na verdade, nunca vai ser COMO AQUELA... e eu sei disso...

Poema

Tu boca me fala tanto.
(Weverson Garcia )
Me fala mais quando não fala,
me fala tanto quando se morde
de vontade de dizer, e se cala
teme que quem ouve discorde
Tua boca me fala aos prantos
quando sorriso fino se esconde
em pequeno sorrisos, no cantos
E os lábios molhados se expande

é vontade de concordar, assumir
me acertou, me leu, entendeu,
é assim que quando eu presumir
a verdade do outro te resolveu.
Teus lábios não me falam sozinhos
os olhos dizem tanto como janelas
mas teus olhos se fecham, e a língua mela
os lábios que dizendo tudo, dizem aos pouquinhos
teus lábios, lascivos e lúgubres, lamentam
quando em previsível frase teus ouvidos atentam
em bico e sobrancelha se movimentam
e do centro ao canto orientam
é verdade, tua boca fala tanto,
bem mais que tua garganta
igualmente a teus olhos, se espanta?
de minha parte digo, é encanto.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Próxima estação....

A cabeça pendia para os lados com o chacoalhar do metro, e quem sabe assim as idéias perdidas em sua cabeça também encontrassem a estação certa, retornava para casa de um passei sem sentido, sairá apenas para espairecer a cabeça, a tempos mantinha-se trancado sem sua casa e a luz do sol só o visitava através da brecha na janela e por entre as cortinas.
Mas hoje acordou cedo, lavou o rosto, e saiu... antes não tivesse feito isso, ao caminhar pelas ruas via os casais todos de mãos dadas, e olhos brilhantes, e ele, era impar, sozinho ali caminhando no calçadão.
Sentou-se ao lado de um poeta, as frases desse poeta eram sua única companhia aquele dia, e por pouco não se sentiu como o poeta mesmo havia dito a tempos, “ Um homem por trás dos óculos” mas deixou o tempo passar, o calor nem o atrapalhava tanto. Mas sim o frio em seu peito.

Ao perceber que o dia morria, e ele, tolo e sem motivos passou o dia tolo só ao lado de uma estatua, levantou-se e voltou a sua casa, agora com um risco de fome no estomago e a certeza de que era vazio e sem atrativos. Ao chegar no metro assim cabisbaixo e transpor a roleta, a sensação de que nada poderia de bom acontecer em seu dia o atingiu novamente, descendo as escadas fiel a idéia de que ele mesmo era o único culpado de sua infelicidade parou frente a porta do metro, e entrou o apito alto e fino avisa que aporta se fecha e ele vai ali dizendo não com a cabeça sem nem perceber...

Depois de mais algumas estações a voz padronizada avisa que sua próxima parada é a que ele espera, caminha a porta cabeça baixa olhos fixo em nada, a porta se abre... ele levanta os olhos e vê. Ela. Ali, cabelos longos olhos fortes, e sorrindo... ela entra no vagão na mesma hora que ele sai, troca de posição e de olhares. Ela sorri, dessa vez pra ele... ele sem saber o que fazer apenas olha...

O apito, ele da um passo a frente, ela o olha nos olhos, mais um passo e ele volta a estação...
- Oi – diz meio sem jeito e o apito da porta atrapalha mais que ajuda.
- Oi – Responde ela com o rosto tomado de um ruborizar quase juvenil
- Desculpe, eu tinha que descer nessa estação, mas...
- Volou... isso é bom... eu não sei como eu ia agir acho que se não tivesse dado o passo eu mesmo teria feito isso.
- Perderia o metro? Para falar comigo?
- É né? Estranho...
- Lindo na verdade...
-Como assim lindo?
- Nunca ninguém abriu mão de nada por mim...
- Nunca ninguém voltou atrás por mim....
- Prazer... Julio
- Prazer... Márcia ...

As estações se foram todas, umas duas vezes enquanto eles papeavam e se conheciam ali, dentro de seu castelo, os vagões se encheram e tornaram a esvaziar até que finalmente eles perceberam que ambos aviam deixado algo passar, e que ali nas linha certas de um metro, em uma estação qualquer, ambos tinham encontrado o que nunca ninguém tinha feito e eles mesmos nunca haviam feito... ambos estavam na linha certa para serem felizes.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Simplesmente...

Umas tantas vezes ele mexeu nas pequena caixa sobre a escrivaninha , e nos armários dela, rodava o quarto que ele conhecia tão pouco, sentado no cama olhando as fotos, e os anéis, e brincos que ela usava ele lembrou-se de tanta coisa... mas foi ao encontrar uma foto, uma única foto dele e dela juntos é que ele percebeu que existiam anotações atrás das fotos... e foi, uma a uma vendo, lendo e lembrando...
De fato, quando se decide lembrar de um passado, mesmo recente deve-se ter a certeza de que nem sempre uma lembrança boa ira ter o mesmo efeito todas as vezes, ele de tantos sorrisos, tantos abraços, mas foi um abraço ainda aberto que o fez chorar... uma frase atrás de uma foto que o fez tremer... e a certeza de que a vida realmente tem meios estranhos de nos dar lições que o fez levantar a cabeça e ver a mãe dela o olhando com os olhos também boiando em lagrimas...
- Ela adorava essa foto, dizia que era uma data importante, nunca me disse o motivo, nem eu sabia como perguntar - Disse a senhora caminhando até a cama e sentando ao lado dele , e continuou - Ela as vezes andava a casa com essa foto na mão e o telefone na outra, mas quando ligava pra você, ela podia largar o que fosse, mas mantinha a foto perto, talvez agora você possa me dizer o que esse dia tinha de especial.
Ele abaixou a cabeça, e esfregou os olhos, a camisa já tinha largas linhas de lagrimas e ele disse com a voz rouca e quase muda do nó que se fazia em sua garganta...
- Foi o dia em que eu Terminei com uma de minhas namoradas, e a gente se encontrou, ela estava no Rio, fomos ao parque nacional e passamos o dia lá, rindo e falando besteira, isso já faz tanto tempo...
- E por que era especial pra ela? Por que ela adorava essa foto?
- Por que foi o dia que eu disse que ela estava sendo uma pessoa importante na minha vida... e que eu nunca iria deixar ela sair dali por nada...
- E porque ela escreveu – Simplesmente Perfeito- na foto?
-Por que? Nem eu sei, acho que nunca vamos saber tudo dela né?
- Certamente não...
- Eu vou dizer a senhora o que deveria ter dito a ela. Eu amava sua filha, não como ela me amava, mas amava realmente... e vou sim sentir falta dela... apesar de que ela nunca vai sair da minha vida.
dito isso bastou apenas um abraço para que os corações dos dois pudessem se acalmar, e ao invés da lagrimas o riso tomasse conta da casa.

Ao sair, ele não carregava nada nas mãos, ele pensava que pudesse carregar algo que fizesse ele se lembrar dela, mas na verdade a lembrança já estava com ele a muito tempo. Uma dia “simplesmente perfeito”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu realmente...

O som do elevador era o anuncio de visita, ela rapidamente desliga o televisor e o ventilador e fica imóvel ao lado da porta, pensamentos vão desde desejos de que não seja ninguém que venha bater a sua porta como uma vontade conflitante de rever ele novamente. A campanhia toca uma, duas três vezes e ela respira fundo, do lado de fora alguém fala seu nome baixinho, e ela reconhece a voz.. é ele
-Sei que esta ai... abre a porta vamos conversar?
Ela calada e imóvel apenas aperta os olhos e morde o lábio em um desejo de se controlar
- Olha, sei que começamos mal, ou melhor, terminamos mal o nosso ultimo encontro, foi realmente trágico a forma que me comportei, mas olha... – dito isso ele passa por baixo da porta uma foto.
Ela não pega a foto e mesmo a certa distancia reconhece o dia, os dois sentados em um gramado, com sorrisos largos no rosto, aquele dia parecia tão distante hoje, mas a foto fora tirada a poucas semanas..2 no Maximo.
- Lembra que esse dia, eu fui a sua casa de manhã, fomos ao parque, apenas para relaxar, sem nos preocupar com tempo nem nada. O dia estava lindo... mas você quis ir ao cinema, e eu nunca consegui negar nada a você, nos levantamos e fomos em casa deixar as coisas para irmos a cinema, mas você já estava com fome, e eu cozinhei pra você, frango lembra? Fomos ao shopping, tomamos um café e vimos o filme que você estava doida pra ver a semanas... Lembra que saímos e viemos pra casa, compramos o sorvete, e eu te fiz massagem, tomamos o sorvete... e eu te dei um presente besta, sem motivo... a gente sempre falou tanto de musica que passamos a tarde ouvindo as melhores canções dos nossos cantores prediletos... e por fim, você abriu seu presente, o seriado que você mas gosta... passamos o resto da tarde vendo o seriado e eu fazia cafuné em você... – ela já escorria na parede como as lagrimas em seu rosto, era fácil lembrar aquele dia, era muito bom e ruim ao mesmo tempo, ela pensou em gritar sai daqui... mas ele continuou
- Eu nem preciso dizer que foi o melhor dia de minha vida, rimos tanto, brincamos tanto, nos amamos tanto... o que aconteceu depois? Por que a gente não pode voltar a ser assim? Por que agora a gente briga e discute tanto sobre coisas banais? Se nos assuntos mais importantes a gente sempre concordou?
Ela apertava o rosto nas mãos, e segurava os sons de seu choro, enquanto ouvia pensava que de fato sempre concordaram em assuntos complexos como fidelidade, amor e sexo, política e humanidade, religião.. mas nos últimos dias vinham brigando por cor de camisa, a forma de arrumar o armário, o sapato solto e de ponta cabeça e por ter ou não esquecido de ligar... e ele foi alem
-Sabe, eu não gostaria de que terminasse assim, que a gente não se falasse mais nem sequer soube-se um do outro mais, a gente pode voltar a rir um do outro, basta acreditar né? Eu acredito mas, você não me diz o motivo de ficar assim de estar tão tensa... eu sei que esta ai, sei que esta me ouvindo e sei que provavelmente esta pensando que eu deveria fazer como me pediu na ultima vez que nos vimos, dar as costas e seguir meu caminho... e eu acho que se essa porta esta assim fechada ainda... eu realmente devo fazer isso... é uma pena...Por que hoje, vindo pra ca, eu entendi o por que nunca deu certo com nenhuma das outras... eu descobri qual era o grande defeito de todas elas...
sabe qual é?- disse esperando ouvir uma respostas mas mesmo assim sabendo que ela não viria, e continuou – É que nenhuma delas era você... e nenhuma outra vai ser você... mas pra mim... aqui dentro... todas elas vão ser.
colocou por debaixo da porta agora um envelope, e disse,
- Minha ultima carta, não é nada alem de um punhado de palavras que eu tentei organizar de forma que pudesse ler o que estou sentindo por você. Não queime ou jogue fora... apenas leia de vez em quando... e lembra de como eu gostava de você... se vai realmente seguir esse caminho na sua vida... e eu não posso ir junto... bem... ao menos leve dentro de seu peito uma sobra do que levo no meu...

Depois disso ela ouviu apenas o som dos passos dele... a porta do elevador se abrindo, e ao longe um – ADEUS...

Sentada sobre as pernas e com o rosto ardendo de tanto chorar ela pegou a foto, e a imagem dele sorrindo ao lado dela era como se mil punhais cravassem seu peito, como ela poderia fazer isso com ela mesma? Como ela poderia escolher esse destino? As mão foram agora ao envelope, abrindo, um pequeno cartão e escrito nele apenas 7 letras... "EU TE AMO" e de fato foi entendido que não era preciso dizer mais nada alem disso...



As vezes a gente se pergunta se uma escolha pode fazer muita diferença em nossa vida, já que a vida é feita de escolhas, elas podem fazer TODA diferença em nossas vidas, podemos escolher ser como somos, agir como estamos agindo ou simplesmente largar de nossas vidas e seguir uma outra, voltar a uma escolha antiga ou apenas seguir caminhos novos, mas as vezes as escolhas que fazemos são frutos de nossos desejos de acreditar que o que fizemos antes não foi atoa, que o tempo não foi perdido, ou então por um sentimento maior. As vezes.. somente as vezes, o amor pode atrapalhar ou ajudar a fazer uma escolha.

Nesse momento, é melhor escolher o que se faz mais correto aos olhos e ao peito... escolha ser feliz..

Felicidade não é um estado, é um período, cabe a você fazer esse período permanente em seus dias...que todos eles sejam como uma tarde de domingo fantasiosa, de passeios, almoços, cafés, cinemas, seriados, boa musica cafuné e massagem, mas tudo isso regado a um grande sorriso de contentamento.


 

sábado, 23 de janeiro de 2010

Faça o que digo não faça o que faço...

Por tantas vezes ouvimos alguém nos dar conselhos, nos lançar pesos e pesos de frases prontas, mas essas mesmas pessoas não são capazes de seguir um passo do que dizem ser o caminho certo.
Por vezes eu me via ouvindo gente me dizer que deveria agir de outra forma, ser menos assim e mais assado, que deveria ver as coisas de um lado e não apenas de outro lado, que eu deveria ser mais up e menos down, mas ai, percebi que quem me dizia isso não seguia isso
Penso que as vezes um conselho deve ser dado, mas se o der que seja de alguma forma algo que viva assim será mais visível a aplicação e resultado do conselho correto? Pois é pouca gente faz isso, muito pouca gente.
Lembro que meu avô, a quem atribuo todos os conselhos vividos que recebi, sempre me dava um conselho e que dizia sempre antes dele, “eu aprendi isso na vida... “ O resultado? Bem sou eu, não sei se é bom ou ruim, mas eu sou o que sou por que meu avô, me dava conselhos desde pequeno, me contava suas histórias e me dizia o que tinha aprendido, e depois me dizia, “mas isso foi comigo, com você pode ser diferente” .
Pense quem não seguiria um conselho de alguém que sabe que cada um é diferente? Cada um vive respira, pensa e anda de forma diferente. Não existe como um conselho que ao ser dado seja uma obrigação a e ser seguido.

Eu mesmo já dei muitos conselhos, mas a maioria foram de coisas que eu carrego comigo, as vezes eu mesmo me pego dando um conselho que eu não aplico na minha vida, mas tento, e tentar já é bom.
Esses dias eu tenho pensado se eu tenho seguindo um conselho que eu mesmo pensei e escrevi em minha geladeira para me lembrar, que nem sempre a gente ta atento aos pontos da vida, digo pontos como as velhas cozinheiras que dizem saber o momento certo de tudo por que esta no ponto certo...então eu lembrando disso pensei em um conselho quase que um mantra pra mim nos últimos dias
O PONTO CERTO DE SE VIVER A VIDA É VIVER A VIDA E PONTO.
Que seja assim que vivamos as nossas vidas, com ou sem conselhos, que aceitemos ou não as dicas, as manhas de outras pessoas, e vivamos a nossa vida, e busquemos o ponto certo disso que não tem como voltar atrás, não tem como corrigir a vida. Faça o que acha certo aceite os erros e viva.
Afinal das contas, a grande burracha para o livro da vida é acreditar que teremos uma vida após a morte. Mas na verdade a gente tem que se preocupar com a vida antes da morte...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ok... Amigo... vamos...

Eu realmente sou um cara meio estranho né? Canto tanto sobre sentimentos pareço entender tanto disso mas na verdade sou um tolo ignorante e até burro, em se falando de sentimentos, quando devo me guardar me proteger e negar eu me entrego, e quando devo me entregar me escondo.
E quem nunca cometeu esses erros? Mas por que eu sofro tanto por eles? Por que eu acredito cegamente nesse sentimento louco e cego que é AMOR, por mais que eu tente me enganar dizendo que não vou acreditar mais nele, que ele só traz despojo e dor, eu vejo que não, que eu acredito mais e mais nele.
Tenho tido motivos para abandonar esse sentimento, motivos que me ardem ainda os olhos, e me corta fundo do peito, hoje esse peito ta bem seco, antes ainda tinha uma gota ou outra hoje seca... e morre. Mas amor é assim, como diria a musica, “Tem que morrer pra germinar” então que morra, morra esse sentimento e quem sabe assim não vai nascer um outro? Mais ou menos importante? Quem sabe, todo amor é importante, não importa o tempo que leve ou tenha, um amor de 2 dias pode ser tão importante para alguém como o amor de uma vida para outro.
Eu realmente me pergunto, se sentir e acreditar nisso é bom, se faz bem a mim, e ao mundo em que vivo, já que olhando para os lados não vejo prova alguma de amor algum.
Bem que seja.
Cada um vive a vida que quer, com as escolhas que fez, e no futuro no fechar do livro, é la que agente vai olhar e ver se poderia ter feito melhor, não são em pensamentos de como seria a vida durante a vida e sim no fim dela, quando não der mais pra voltar e corrigir. Hoje tu ainda pode olhar para algo e pensar... “Hei... isso pode ser melhor pra mim”já que o mais importante na vida é amor, ame a você mesmo então antes de qualquer outra coisa...
Eu não sei se me amo, mas vou aprender a fazer isso.
Assim como vou aprender a viver sem alguém, e continuar minha vida
A procura de alguém que queria viver a vida comigo...




Caminho sem volta...
Weverson Garcia de oliveira
Já sentiu que teve o verdadeiro amor nas suas mãos
já fechou os olhos e confiou, apenas confiou
Já teve a certeza de que era real, como o ar a sua volta
já se olhou no espelho e teve medo, mas mesmo assim pensou... “Eu agüento!” ?
É , você chegou no ponto sem volta, não tem como evitar
é a ponta de um iceberg, é o frio depois de queimar
é puxar o fôlego e mesmo assim faltar ar
é gritar bem alto, e mesmo assim ninguém te ouvir falar
Alguma vez você já se sentiu assim?

Já se odiou por ficar horas olhando o telefone, ou por ter ligado
quando não devia nem ter se importado?
ficou ali esperando o toque que te fizesse sentir que não esta sozinhoj
Já chorou só em sentir um toque suave do polegar?
é você chegou ao ponto sem volta, não tem como evitar
alguma vez você já se sentiu assim?
É o cair da areia da ampulheta, é o tempo que não contenta
é o primeiro passo de uma jornada, que não tem fim
é o suspiro antes do beijo, é desejo de nunca parar
é por a mão no fogo sem medo de se queimar...
alguma vez você já se sentiu assim?
É,um olhar solto, com os lábios de chocolate
uma frase suave, um chamar de anjo
chamando de anjo

Alguma vez você já desejou que a tarde não tivesse fim?
ou esperou que a noite fosse ainda melhor
é, você chegou no caminho sem volta, não tem como evitar
alguma vez você já sentiu como se o ar fosse embora e mesmo assim desejou ficar mais e mais!?
alguma vez você já se sentiu assim?
alguma vez já sentiu se assim perto de mim?
É eu já cruzei o caminho sem volta.. é só a ponta do iceberg...
eu espero o toque que me prove que eu não sou sozinho...
é... estou cruzando esse caminho sem volta...

alguma vez você já se sentiu assim?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Aprender..

Ele sempre se sentira menos do que era, um cara sem muita importância, que passaria pela vida sem deixar marcas, nem sequer uma mudança significativa em nada, sua vida sempre tinha sido carregada de falhas, ou ao menos era isso que outros apontavam como o motivo de sua tristeza, as falhas.

Por longos anos pensou sobre essa falhas, esses erros, esses deslizes, e viu que esses erros eram feitos por dar valor de mais ao que outras pessoas pensam ou dizem, e as falhas apontadas por tantos na verdade eram as marcas de seu caráter que ele mais admirava e que eram mais admiradas por quem ele realmente dava valor.

Ele era um cara honesto, aprendera desde bem cedo agir com esse traço, dizer a verdade, agir com convicção e acreditando no que diz.
E aprendeu junto com isso a dizer a verdade, por que não há honestidade na mentira. Uma pessoa que mente e acredita em sua mentira é falsa e torta. E a imagem de um homem deve ser reta.

Aprendeu a só dizer a verdade, a respeitar a verdade, mesmo que com isso ele se tenha a imagem denegrida de alguma forma, então juntamente com isso aprendeu a aceitar as conseqüências, seja elas quais forem de seus atos, e frases.

Decorou um único mandamento, “ Amar ao próximo como a ti mesmo” agindo assim saberia que nunca seria torto, o amor é reto, o amor é verdadeiro. E junto com isso aprendeu a dizer “ Eu te Amo” a quem merece, mesmo que depois se arrependa de ter dito, diga apenas quando for verdade.

Aprendeu, com os tombos da vida a se levantar, por que não há vergonha em joelhos sujos, calças rasgadas e lagrimas na face, Cada arranhão, cada corte, cada mancha é na verdade a prova de que ele superou, se levantou, e seguiu em frente. Aprendeu com isso a saber que por mais que doa em um momento, por mais que seja difícil seguir em frente... por mais que pareça doloroso de mais, a dor passa, e ai pode-se dar valor aos encantos a sua volta.

Descobriu que em uma caminhada, quando se da uma topada em uma pedra e seu pé dói a cada passo, por mais que a estrada pareça infinita existe sempre um veio, um pequeno rio, para por os pés e recuperar as forças. Com isso aprendeu a nunca desistir.

Ouviu musicas antigas, e sentou-se ao lado de fogueiras, ouviu e escreveu histórias sobre nobreza e respeito, e assim aprendeu a respeitar os pontos de vista diferentes, e percebeu que um mesmo fato pode, e sempre é, visto de inúmeras formas diferentes. E como se conta esse fato é que carrega ou não ele de verdade. Mas se for realmente verdade, não importa como se conte, com isso aprendeu que confiar é algo complicado, mas é sem duvida o melhor elogio a ser recebido.

Chorou, tantas vezes ao ver pessoas queridas partirem, ou amigos dizerem até, percebeu que sempre depois de um adeus, acontecia um “ Ola” aprendeu com isso a respeitar a distancia e aceitar a saudade como algo bom. Até o dia que um adeus, foi dito sem um Ola de volta, nesse dia aprendeu que existem coisas imprevistas na vida, e que mesmo sendo elas sem razão ou sentido são inevitáveis e devem ser aceitadas.
Aprendeu que uma promessa feita deve ser cumprida, não importa quanto tempo Leve, não precisa ser na data marcada, nem mesmo em um momento feliz, pode ser apenas na hora que sentir de verdade que a surpresa fará bem.

Aprendeu que as vezes não é abrir mão e deixar que é complicado, nem mesmo ser quem foi posto de lado e de quem se abriu mão, o que é ruim é não fechar os olhos e acreditar em si mesmo, é não abrir os olhos e ver a verdade, aprendeu que as vezes dizer a verdade, pode ser visto como engano, e com isso aprendeu que poucas pessoas sabem ouvir uma verdade e aceitar como verdade.

Aprendeu a entender seus sentimentos e a respeitar de forma direta o que sente, que não é tempo que guia os sentimentos e nem mesmo existe uma hora certa pra tudo, mas tudo acontece na hora certa, por que acontece... aprendeu que planos, são bons, mas os imprevistos podem ser ainda mais gratificantes.


Ele hoje senta-se em seu sofá, de fronte a uma tela azul, e pensa...
“ Tudo isso deveria ser ensinado a todo mundo. Assim seria bem mais fácil viver”
Com isso aprendeu que nem todo mundo aprende tudo que a vida tem a ensinar....

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ele e Ela

“Não era mais do que esperado, ele já sabia disso, tudo tem que terminar um dia e hoje foi o fim de um de seus sofrimentos, ela tinha ido a um lugar onde ele não poderia seguir, hoje ele estava sozinho... como nunca se sentiu antes.

No caminho de sua casa, coma alma mais de luto que suas vestes ele respirava fundo o taxista tentava entender o motivo das lagrimas e soluços dele mas não existia como explicar, os olhos dele fixos apenas no pequeno retrato, e as lagrimas corriam em seu rosto como cascatas em uma rocha.

Ao chegar em casa, o seu cão o recebeu como sempre, porem até mesmo o cão notou a falta de algo nele, era a presença dela...
Eles viveram juntos por tanto tempo, mas nos últimos meses foram inda mais ligados, noites inteiras, tardes inteiras todos os dias, ele largara do seu trabalho para se dedicar a ela, e ela largara do seu para poder lutar por um dia a mais.

Ao entrar em casa, fotos, quadros, e até a mobília muda gritavam ao seus ouvidos que ele agora estava só, o filho programado teve que ser deixado pra depois, os sonhos foram novamente amarados e postos a frente, um futuro que ele hoje sabia que não mais teria. A garrafa de vinho era mais convidativa que a cama, talvez por que em tantos anos juntos nunca tivessem compartilhado esse prazer juntos.

O sofá e a tv, e o cão deitado perto de seus pés eram suas únicas companhias por longos dias, o telefone tocava em vão, a secretaria eletrônica nem mais aceitava recados, eram parentes dele, e dela, amigos e até um ex namorado dela, mas ele não se movia, parado apenas trocando garrafa por garrafa e lembrando...

Ao olhar para o lado, para a entrada da cozinha a viu, como via muitas vezes de costas preparando algo, e ouviu...
-Você é mesmo muito preguiçoso hein? Nem para me ajudar com a cebola...
ele respondeu como respondia
- É que você não gosta de me ver chorar... e sempre que você chora eu beijo seus olhos e você volta a sorrir...
no mesmo instante assim que terminou de falar ele ouve a voz dela no quarto..
- A Não de novo??? Amor, Quando vai aprender a deixar a toalha no banheiro? A cama não é lugar da toalha...
-Se eu não deixar ela ai você não vem me dar um beijo na testa ... eu faço só por isso...

Agora ela esta na porta do quarto, vestindo se pijama... sorrindo e penteando o cabelo, ela sorri e ele a observa como sempre...
- Hei... quando vem pra cama? Ou prefere ficar ai vendo programa de tv?
- Nada... me deitar a teu lado e te ver dormindo é meu melhor programa...
então começou a chorar, e ajoelhado ao lado da mesa de centro, então ouviu a voz suave dela.

-Hei amor, por que isso? Sabemos que tinha que ser assim, não dava pra evitar, mas olha, amanha você vai ver que é melhor, e vai voltar a sorrir, sabe que eu me apaixonei por você quando você sorriu? É... e sempre que sorri pra mim, eu lembro que sou feliz por ter você.e acho que você tem sorrido tão pouco... vai. Volta a sorrir pra mim?

- E eu sou feliz por ser seu...voltar a sorrir só quando eu vejo você
- Não, sorria sempre, ai eu vou ter forças pra continuar.

Pouco a pouco as lembranças foram se tornando cada vez mais freqüentes e vividas ele já girava pela casa a procura de uma outra de um outro fato, e eram roupas, moveis, perfumes cada segundo uma lembrança...

Mas o tempo passou, e ele, finalmente viu a porta, aberta, o cão de cabeça baixa o olhava e olhava a porta... e ele finalmente disse algo a alguém que não suas lembranças...

- Ok amigo...
E saiu pela porta, o céu azul sobre sua cabeça o cão feliz a seu lado, e ele sabia que não era uma adeus, ele sabia que voltaria a vê-la sorrir e mexer em seus cabelos...
- Eu adorava quando ela mexia em meus cabelos – disse olhando o cão...
- Vamos amigo.... vamos... “


As vezes a gente perde alguém que gosta muito, as vezes pra sempre, as vezes por algum tempo, algumas pessoas sabem lidar bem com a perda, com a falta outras sentem tanto a falta que se prendem em castelos de lembranças, e vivem apenas para elas, as lembranças incapazes de perceber que era inevitável.

A pior perda que alguém pode sentir é perder a sua própria imagem, anular-se por algo ou alguém, deixar de viver sua vida, e viver a vida como outra pessoa gostaria, por medo de perder, por medo de ser ela mesma e afastar a quem gosta.

Eu confesso que já pensei em me anular, para manter alguém do meu lado, e por alguns anos eu fiz isso, porem me vi depois completamente vazio e que tinha perdido tempo, e tempo não volta nunca, amigos, e até um amor pode voltar, mas tempo nunca.

Perder alguém para uma viagem sem volta, é doloroso, mas sabemos que acaba ali o sofrimento de quem a gente perdeu, mas perder todo dia a si mesmo é uma viagem sem volta... e não adianta ter uma porta aberta e um cão companheiro... se você não quiser sair.. se não olhar o céu azul e perceber que a vida continua... vai continuar preso a lembranças e sonhos estraçalhados ou postergado por uma separação.

Esse texto é pra minha doce amiga que se foi a quase um mês... nessa jornada eu não posso te ligar, nem posso te fazer sorrir amiga... mas eu vou lutar pra ser como me pediu.

“As vezes é bom lembrar que por sobre as nuvens negras de chuva ainda existe um céu azul, e um sol brilhando” (Weverson Garcia )

Único.

Existem certas coisas na vida que são únicas, ou que podem vir a se repetir mas a primeira vez que se faz é a mais marcante, a que será sempre lembrada e muitas vezes co saudades.

Coisas que carregam com elas todo valor e importância, como ser pai a primeira vez, o primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira vez e as coisas menos importantes mas tão marcantes como, a primeira vez que viu um por do sol, ou nascer do sol, a primeira volta de bicicleta sem rodinhas, a primeira viagem sozinho, o primeiro porre, a primeira ressaca, a primeira vez que vê o mar.

Claro poderia passar dias aqui lembrando de coisas que podem se repetir varias vezes mas a primeira vez é única, mas existem coisas que não são as primeiras, mas que estranhamente são muito importantes e vencem qualquer coisa.

Amor, paixão esses dois são exemplos de que a primeira pode ser bom, mas existe uma vez que pode ser a segunda ou terceira, mas eu costumo dizer que é a ultima que fica pra sempre na memória. A ultima vez que se apaixonar e amar vai ser pra sempre..

Duvidas

Quem somos afinal de contas?

A toda hora alguém pergunta quem é você? Como se existisse uma resposta simples para isso. Para alguns essa pergunta se responde com o nome, outros com o nome e a profissão, ou a forma que age, alguns dizem suas qualidades, dizem o que os amigos pensão sobre eles, e muitos apenas repetem citações sobre a pergunta mais complexa e simples...

Quem é você?
Eu me faço essa pergunta inúmeras vezes durante o dia, claro que seguidas de outras frases. Eu explico,
Algumas vezes me pergunto quem sou eu pra julgar alguém? Ou quem sou eu para pensar assim sobre um assunto? Quem sou eu para corrigir uma pessoa? Quem sou eu... bem... no momento em que julgo alguém eu acho que eu sou o portador da razão embora a razão como diria Raul Seixas não tem dono, quando pergunto quem sou eu para pensar assim sobre algum assunto, seja ele esse ou aquele, eu penso que sou alguém que já estudou ou pensou muito, ou pensou que pensou muito, sobre esse ou aquele assunto, e por isso tem uma opinião.. opa... opinião não é uma tese, ou algo comprovado.. logo eu sou um tolo que acho que sei algo sobre algo...
Quando penso sobre corrigir alguém, bem ai fica complicado por que para corrigir alguém a gente deve ter mais vivencias sabedoria inteligência ou seja ter uma carga de conhecimentos maior na vida... e quem sou eu para me julgar superior ou com uma carga maior de vida do que outra pessoa?

Eu não sou conhecedor de nada, nem terminei meu trajeto de vida, sou um cara que erra, que peca, que tropeça na rua sem motivo que lê errado que pensa besteira que já viveu algumas coisas que não gostaria de ter vivido e não viveu outras tantas que adoraria viver. Ou seja
Nós somos um aglomerado de acontecimentos e fatos que julgamos ser relevantes a nossa pessoa e principalmente somos o que somos por que passamos por esse aglomerado de acontecimentos e fatos que julgamos ser relevantes e entendemos deles algo segundo a nossa visão dos fatos.

Ou seja. Nós somos o que vimos de nossa vida.
E a nossa vida é como vemos a nós mesmos.

Hai-kai
Um só Zinho
(Weverson Garcia)

Por muitas vezes foi apenas um
Depois veio alguém que o fez par
mas era apenas um só um só Zinho...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Era uma vez,

Evoca a imagem de criança sentada ou deitada na cama, com a luz tênue e um livro de contos, a voz suave da mãe ou do pai, lendo os textos fantasiosos e cheios de moral, quem sabe assim se monta um bom homem? Mas era uma vez tem o poder de transformar, indiferente a idade ou o sexo, um adulto em sonhadora criança.

Era uma vez, sempre se tem a noção de que será perfeito, um casamento no fim, e viveram felizes para sempre, mas só ali no era uma vez, a gente sonha que tudo pode ser possível, que encontrar e viver um verdadeiro amor é algo factível de sucesso, que todos tem uma alma gêmea, uma segunda voz no dueto.
Era uma vez, faz com que até os objetos tenham sentimentos, que sentir é mais importante que o ter, mas era uma vez é fantasia, é sonho, é projeto de mente... é... era uma vez um sonho.
É estranho como quando a gente vai virando adulto, deixando os sonhos infantis de lado as coisas vão mudando, e o era uma vez serve apenas como o cheiro de terra molhada quando começa a chuva, ou os bolinhos de chuva da mãe, o pão quente de manhã, ou brinquedo novo, roupa nova... funciona como catalisador de memórias mas sonhos novos não mais.

Os novos sonhos são feitos com PLANOS, METAS, ORGANOGRAMAS, PLANINHAS, e tanta coisa mais que nem lembro, não são mais sonhados.nem rabiscados com pedaços de giz em um chão de cimento, não são mais coloridos com lápis de cor, e nem são mais sonhados antes de dormir. É uma pena.

Bem ao menos pra muitos, eu ainda sonho, ainda rabisco meu sonho, em tantos pedaços de papel que nem sei, ontem rabisquei no guardanapo do bobs, a noite mesmo não devendo sonhar sonhei, sonhei e ao acordar notei que era sonho, o dia já era outro, a data que eu esperava, mas o estranho é que do meu lado... vazio...

Vai ver, sou como os escritores, escrevo os era uma vez, de outras pessoas, e talvez quem sabe ela seja feliz para sempre, no era uma vez dela...
E eu fico mais para Quasimodo, surdo na torre do sino vendo a esmeralda sair sorrindo...



Foi...
(Weverson Garcia)

Foi sem querer, como tudo deve ser sempre,
Foi sem querer eu não queria te ver
mais vi eu não queria te conhecer
mais conheci,
foi sem querer, que te vi nas escadas, vestindo de cores,
foi sem querer quer voltei a acreditar em amores,
foi sem querer que tracei uma frase no papel
foi sem querer que deixei por terra a mascara e o véu
foi sem querer que larguei da razão,
foi sem querer que tu entrou e saiu de meu coração,
foi sem querer que eu tentei um beijo roubado,
foi sem querer que por batatas fui trocado,
foi sem querer que ri com seu amigo,
foi sem querer que meu peito virou seu abrigo,
foi sem querer que voltei a te ver,
foi sem querer que não deu pra esquecer,
foi sem querer que te amei aquele dia,
foi sem querer que caminhei a teu lado, e sorria
foi sem querer que pensei ser seu namorado,
foi sem querer que já me via amarado,
foi sem querer que nos vimos na tela,
foi sem querer que mandei flores e chocolate,
foi sem querer que disse amar-te
foi sem querer que ela veio atormentar,
foi sem querer que você se afastou,
foi sem querer... que começou...
mas foi por querer que tudo acabou...

sábado, 16 de janeiro de 2010

poema

Abrindo o peito, fraco
(Weverson Garcia)

Desculpe despencar assim,
Não sou guerreiro, nem forte aparento
da imagem de minha força fez-se o fim
sou imagem fraca, e não me agüento

Não agüento a sombra, tremo e me escondo
medo de ser menos, medo de ser mais
e que importa meu medo? Se do meu lado num te encontro
minha forma de ser tudo, as vezes é muito, mas

Ainda assim me prendo a vontade de ser melhor
fecho os olhos e tranco no peito as verdades
as vezes é melhor ficar mudo, pra ser maior
quando diz sem medo o que sentes

Eu já disse tanto, que até te apertou no canto
e assim, mesmo quente fez frio, eu sinto
e as vezes em lagrimas me veio em pranto

Sou menor, que era antes? Perdi o encanto?
foi pra eu bem, me diz ainda clama?
ou já se tem a certeza de quem ama?

Deixa, cala esse verso tolo, como eu
Eu falo e deixo escorrer, a amargurar
A verdade, eu te digo, do meu peito já rompeu

Não consigo me calar, não posso segurar
Eu, se ao invés de te falar, se prendesse em breu
Eu grito, é impossível esse tolo não te amar.

poema

Dizer a verdade
(Weverson Garcia)

Frase ecoa na mente de quem sente
A verdade muda torpe, atordoa
que seja pouca, e nunca perdoa
a pobre alma que inutilmente mente.

A verdade sobe a tona, como bolha
Pedra sobre ela, nem sequer segura
É a brecha, a fissura que a verdade assegura
A saída, mas pode ser que ela encolha

Vai ser mais forte verdade que já foi dita
vai plantar na alma alheia um pouco de temor
Por que verdade escondida,

É de fato um ato de horror
Esconder assim a verdade bendita
e uma mentira sendo dita

Simbolismos

- Não entendo você, ta sempre fazendo a coisas, sempre construindo algo sempre acertando as luzes, alinhando os quadros, mas tua vida tu sempre deixa como as meias, jogadas embaixo da cama, você nunca coloca pra lavar nunca arruma suas gavetas, nunca joga fora o lixo...
- Por que para mim o prazer de construir é maior do que arrumar, se algo não deu certo pra que remendar? Para que amarar com barbantes ou fitas adesivas? Eu acerto o que é valido, o que pode ser refeito sem deixar marcas... não existe superbonder pra vida.
- Ok mas por que você ouve sempre as mesmas musicas, por que escreve sempre as mesmas cartas? Por que assiste sempre as mesmas cenas de filmes e por que fala sempre as mesmas coisas quando come, quando escova os dentes, e quando sai do banho? E por que fala sempre as mesmas coisas quando faz amor?
- Assim, somente assim você vai perceber que eu faço coisas diferentes quando eu quiser fazer...
- hein?
-Se eu ajo sempre da mesma forma se digo tudo sempre igual quando eu fizer algo diferente por menor que seja tu vai saber que eu fiz, e que foi por você, e não por consenso do mundo, uma forma de se enquadrar em padrões de uma vida.
- Mas...
- E pense bem me vendo agir da mesma forma todos os dias tu vai sempre ter a certeza de que esta com a mesma pessoa e não uma diferente a cada dia.
-Mas eu gosto de imprevisto... eu amo imprevisto
- Eu sei.
- E por que não faz algo imprevisto?
- Por que eu gosto muito de você e quando eu fizer algo imprevisto vai ser pra ficar marcado.
- Como assim?
- Casa comigo?
-HÃAAAA?
- Casa comigo, e eu te prometo uma vida sem imprevistos, sem magoas sem riscos, com meias sobre a cama, toalhas molhadas no sofá, quadros alinhados, luzes sempre funcionando. E vou alem, te prometo sempre colocar um sorriso em teu rosto, uma rosa na sua cama, uma carta em sua bolsa, mas o imprevisto, o que você nunca vai saber o que é.. é o teor, o perfume e a intensidade do que sinto por você. Pode suspeitar, mas garanto que vou superar e mesmo assim vai ser sempre algo novo pra você.
-Por que?
-Por que ninguém te ama como eu te amo, e ninguém vai te amar igual... Então? Casa comigo?


As vezes a gente se pega pensando se assim seria uma boa forma de pedir alguém em casamento, essa foi uma das muitas formas que pensei em pedir em casamento, mas nem sempre é como a gente imagina.. e nem foi possível fazer isso

Fica ai, a imagem que eu me imagino junto com as que eu lembro... fazendo um futuro imaginário... ou quem sabe...

Crer ou não Crer?

Destino.

Eu sempre penso nisso, destino. Acho que todo mundo pensa nisso, se existe ou não um destino programado pra todo mundo, uma força que guia cada passo seu, um narrador contando sua história... essa é uma imagem bem legal, um narrador contando sua história.

Tornando seus pensamentos audíveis a que observa, e esclarecendo os segredos que você desvenda, transformando em palavras os sentimentos, é uma imagem bem legal, mas narrador não cria... apenas recita...

Então teríamos um escritor, ou roteirista que escreve as linhas de sua vida, imagine se ele escreveu a sua em um período sem criatividade? Ou tinha terminado um romance? Nossa, seria cheio de pesar, e descrença no amor, e na vida...

Teríamos que ter um revisor, uma censura, que limitaria os atos ditos levianos, que iria colocar tudo de acordo com o codex da vida, em suma, no fim da vida teríamos uma vida amena sem muitas dores e sabores.. mas uma vida regrada..

Por isso não acredito em destino, muita gente estaria envolvida nisso, muita cosia a ser lida, escrita repensada, reescrita publicada... sou mais a frase do Raul Seixas.. “destino é a gente que faz, quem faz o destino é a gente na mente de quem for capaz.”

Mas não nego... as vezes eu penso no destino... e me surpreendo com as coisas e como as coisas acontecem, talvez não exista um destino amarrado mas sim alguém manipulando as pecinhas de sua vida, te levando a viver situações, ou encontrar pessoas e se deparar com problemas só para ELE ou ELA se deliciarem com sua capacidade de resolver e adaptar-se a situação.

Se for isso somos peões em um tabuleiro do Jogo da vida, o que nem sempre é mal, podemos ter bons jogadores ou jogadores azarados..

Azar? Onde entra o azar no destino? Se o destino existe, o azar não é algo planejado? Como alguém passa a vida toda sem ter um momento de sorte? Se for isso o destino favorece alguns? Prejudica outros? Destino é realmente uma coisa confusa.

Contra o destino tem o Livre arbítrio, segundo algumas crenças uma graça dada somente aos homens, humf... cade o destino? Se foi uma graça divina dada somente aos homens, por que existiria um destino? Contraditório certo? Certo, até mesmo as crenças brigam com isso
Algumas dizem que é para que nós possamos escolher que destino teremos, se vamos ser bons ou maus... cadê o destino? Agora são dois modelos de história? Ou seria um jogo de você é o herói? Onde a cada pagina você pode escolher para que lado seguir?

Novamente penso, que assim seria imposssivel encontrar alguém que sem motivo balance seu mundo, te faça pensar em ser diferente, melhor do que julga ser, te faz tremer a noite, te faz respirar fundo e pensar que um texto que era pra ser contra o destino te faz crer nele ainda mais...
Por que sem destino você nunca teria encontrado alguém que tu julga ser especial, única e certa... mesmo que o mundo a sua volta diga o oposto.

Ok ok...
Se não existe destino existe o acaso... e esse acaso de ter conhecido alguém...é o melhor acaso... tanto que elevo ele a destino...
E abro mão de minha crença de que destino não existe... por que ela existe..


Destino
(Weverson Garcia)
Das linhas tortas da vida
Cabe a quem vive tecer?
mas se uma for esquecida
que fim tua vida vai ter?

Cabe a tu escrever em linhas
as vezes uma longa em prosa
escrever, mas eu fiz as minhas
Poesia, as vezes com cheiro de rosas

Em outras longas tristes e sozinhas.
Mas o que importa a traçada
Rasuradas, reescritas ou apagadas linhas?
Se no fim, como é a todos conhecida

Uma linha só não faz oratória
nem uma estrofe poesia

cabe ao escritor você, e a você convém
achar nessa vida tua rima e teu bem.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Chama de todo homem

Chama de todo homem
(Weverson Garcia)

Por que essa chama consome
a alma?e faz o de criança todo homem?
Ah de que adianta!? ser assim tão duro e maduro?
seja madeira, que sustenta mas se consome.

Chama louca que o nome a todos é conhecida
já vi rimas feitas, tão lindas que nem me atrevo
faço rima solta, verso truncados, nem sei se escrevo
Mas solto a tinta e dela vem rima aquecida

Pela chama que queima no peito infante
de homem grande, coração em brasa
que sobe a garganta fornalha incessante
e na língua solta frases que tudo arrasa

É a chama fria, que esquenta, e da pavor
é chama quente, que sustenta o crente
que existe nesse mundo mesmo minha gente
uma mostra simples do verdadeiro amor.

Vai, seja como madeira, que se entrega a chama
e se consumindo a si mesmo em tão estranho leito
deixa a todos motivos de respeito
pois tira do frio a quem ama.

Queima tua alma, pois a minha já queimada
de alma em brasas, chamas de apaixonado
diz pra si mesmo, vem se entrega venha ser minha namorada.

Por que minha alma, do fogo que a todos consomem
dessa chama que queima sempre e é esperado
é o amor a chama que no peito desse homem.

Por do sol

Ele caminhava nas ruas da cidade, pensamentos desalinhados com a musica em seus ouvidos, e o por do sol se aproximava, as pessoas alheias a seus pensamentos passavam por ele, que caminhava sem camisa próximo a areia, alguns desconhecidos olhavam para ele, outros o ignoravam.

Em seus ouvidos, Norah Jones canta convidando alguém para fugir com ela, mesmo que fosse de ônibus, e ele sorri nesse momento, é talvez a musica não estivesse tão distante do que ele pensa...

Sobe lentamente a pedra e se senta observando um show a parte, o por do sol começa a tingir as nuvens e o céu com um tom alaranjado, e em alguns momentos lilais, encantadoramente lindo, a musica em seu ouvido tenta animar, mas ele mantém os olhos fixos no mar, e o pensamento vai pra onde não deveria.. vai pra perto dela...

Lembranças tolas, e sonhos, a luz a musica, agora estão perfeitas, seus pensamentos se harmonizam, cada acorde cada pensamento cada imagem criada em sua mente faz sentido, O vento suave toca seu rosto e gela a lagrima correndo no rosto no mesmo momento em que uma turista pede em para que ele tire uma foto dela e de sua amiga.

Arranhando seu inglês, bate umas duas ou três fotos, enquadrando bem o por do sol e as turistas, sorri ao ouvir um “thanks” e volta a se sentar na pedra. “seria perfeito fazer um pedido maior aqui...” pensa antes de apoiar a cabeça nos braços e deixar um suspiro escapar.

Um casal senta próximo e começa a bater papo, olhando o por do sol e alheio aos sentimentos no peito dele, ironicamente, o rapaz no casal suspira o nome dela que é o mesmo nome da ferida aberta em seu peito...

“algumas coisas a gente nunca vai entender, podemos viver milênios e nunca entenderemos por que se pode escolher tanta coisa no mundo, mas não se pode escolher evitar um amor...”

O sol ainda se punha , deitando no mar, mantendo os tons roxos, lilais e dourados incendiando o céu, queimando inda mais o peito dele.

“ Não seria impossível dizer agora um eu te amo verdadeiro, acho que seria bem justo e o momento mais honesto... “ ele escreve uma mensagem e liga... depois ao por do sol teme que tenha feito coisas que não devia...

Ao descer das rochas se vira e vê novamente o casal, e ele olhando nos olhos dela diz alguma coisa que as ondas fazem questão de ocultar, mas o sorriso no rosto dela deixa claro que ela aceitou...

“ Ao menos não foi perdido... o dia foi bom e certo para alguém”

Ele volta a sua casa, senta em seu canto e de peito seco e rosto molhado adormece...
Quem sabe o dia seguinte não lhe faça mais feliz?

este tolo ainda senta e chora...

Eu sou um tolo, assumo, tolo por que mantenho acesso e mim um desejo que deveria ter sido apagado, por que ainda queima em mim uma vontade que não deveria queimar, por que mesmo ouvindo amigos dizendo que deveria esquecer eu mantenho essa chama.

Sou tolo por que um sonho me tira do eixo, um pesadelo me abala, sou tolo por que acordo tremendo e mais preocupado com ela do que comigo...

Sou tolo por tantas vezes que nem mesmo sei ao certo o motivo de tanta tolice.. mas sigo sendo tolo...

E pior, as vezes me acho menos que tudo, talvez por ser tolo me acredite que seja mais, mas na verdade as coisas me mostram o contrario sou menos.
Muito menos.
Quase nada.


Alguma vezes
(Weverson Garcia )

Algumas vezes a gente perde o chão,
Algumas vezes a gente se sente no céu
Algumas vezes é preciso entender o não
Algumas vezes a gente é réu.

Algumas vezes a gente sorri
Algumas vezes nem quer sentir
Algumas vezes prefere sumir
Outras tantas vezes, só ouvir

Algumas vezes a gente quer bem
Algumas vezes a gente espera
Algumas vezes ela espera também
Algumas vezes entramos em guerra

As vezes, a gente supera
As vezes a gente se ilude
As vezes pensamos na era
Daninha que do cimento eclode

As vezes, nem sorrir se pode
As vezes quem a gente ama , num pode
As vezes, no inicio da manha a gente explode

As vezes, somente as vezes, a gente se cala
E não por não saber o que falar
E sim por que falar tudo as vezes é não calar.

As vezes eu me sinto tonto,
As vezes eu me sinto esperto
Mas a certeza do meu peito é teu espanto

a certeza muda em no segundo
em que a boca aberta solta brado
”querida, amor, eu te amo tanto”
Mesmo sabendo que deviria ficar calado...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A importância de um comentário.

Todo, digo isso com muita certeza, todo artista, poeta, escritor ou o que seja gosta e espera receber um comentário sobre seu trabalho, é dedicação posta a cada linha é a vontade verdadeira de saber o que causou ao leito, telespectador, ouvinte ou que seja.

E eu não sou diferente, gosto de chegar a meus textos e ver um que seja, comentário de algum leitor, conhecido ou desconhecido afinal de contas, é para isso que escrevo, para saber se foi bom ler, e se alguma parte do que transmiti em letras fez algum efeito.

Acho que posso estar sendo arrogante, me comparando a artistas, mas não me leve a mal, não me acho melhor que ninguém e existem tantos blogs por ai que acredito e digo sem receio que todos eles gostam de receber comentários sobre seus pensamentos textos o escambal.

É fácil medir a aceitação de uma musica, de um livro, mas de um post é complicado, somente mesmo com comentários feitos, com uma ou duas linhas que seja, é que se mede e se pode mudar e melhorar o que se faz.

Eu confesso, tenho uns tantos blogs, e tantos abandonei por ver,e achar que leitor algum ia ali, ninguém comentava... só depois de parar que vinham um ou dois leitores dizendo que eu devia voltar a escrever... que era bom o que dizia.. pois bem faço um trato com você leitor, eu escreverei um post por dia, e nos inspirados dois ou mais, mas só vou escrever se em cada post ao menos, AO MENOS um comentário for feito sobre o texto. Assim terei eu o prazer de escrever sabendo que posso estar dando a quem lê algum prazer.

E ai? Temos um trato leitor ou leitores? Comentaram meus textos, e eu escreverei mais e mais? Ou me calo no próximo?

Saudades

Saudades
(Weverson Garcia )
A mais verdade na saudade
que existe sal no mar
é um sentimento, misto ansiedade
E vontade de voltar

É a ansiedade de não saber
quando os olhos vão olhar
voltam a imagem perceber
ou os dedos a pele tocar

Saudade vem do sal,
Que é pra manter
É o mesmo sal da lagrima a correr
e no rosto arde como cal

Doce, não é que existe
Saudade de criança
a que inda persiste
na vida ter esperança

Salgando o peito em lagrimas
A saudade vem junto da garganta
E de que adianta, tantas paginas
Se na ausência, arranca

Paginas brancas, ou em prosas
Mas a saudade surge de repente

Em um perfume bem marcante
O seu eterno perfume de rosas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Poema para se ter cuidado..

O Conquistador Adormecido.
Weverson Garcia.

A você que ocupa o status tão desejado
Mas tendo conquistado, perde o encanto
Para o peito que conquistado mantem ocupado
Você que é no peito puro, o ser amado

Acorda e vê a jóia que tem a teu lado
Se fostes valente de em tal mina de mistérios entrar
Não pode assim descuidado ficar.
Acorda, e veja o peito que jais rachado.

Ainda a teu peito bate acorrentado.
Acorda, amigo, pois ainda é seu
Mas muito cuidado, o conquistado
Peito ainda bate, por teu peito amado

Mas se no peito conquistado, encontra abrigo
Teu status conquistador, ira mudar, te digo
Que até para ter o peito batendo, amigo
É preciso mais cuidado que os que tem tido.

Acorda, antes que teu posto a outro seja tomado!
Acorda, e assume, ou dormes de vez,
Pois se não cuida do que havia conquistado
Como outros conquistados já o fez.

Cuidar não é apenas ver o estado
Do peito que outrora baita agora partido
Mas manter o peito conquistado
encontre entre os seu braços um seguro abrigo.

Fragilidade do valor.

Hoje após um papo ao telefone, eu pensei sobre valores, e importância que damos a algumas coisas, lembrei até de uma exposição que fui ver, sobre moedas e valores, contava a história da moeda. Foi bom lembra, guiou um pouco meu pensamento e me fez perceber que nós seres humanos somos realmente ridiculamente loucos.

Damos valor as coisas, de uma forma estranha, anteriormente antes das moedas e notas eram as mercadorias e depois vieram as moedas de metais preciosos, hoje temos os valores monetários em papel moeda, e os valores sociais? Morais? Éticos? Damos valores a eles?

As vezes sim, as vezes não, eu cheguei a pensar que se nós fossemos tratados como mercadorias, de acordo com os valores de nosso caráter e personalidade, e nossa felicidade pudesse ser trocada por isso, seria bem mais fácil.

Algumas pessoas tem poucos valores, não digo que não tenham nenhum afinal toda forma de vida tem seu valor, mas alguns são tão poucos e outros tem valores antigos, talvez já fora de moda, que nem tenham mais valor no mercado de hoje mas os que tem as vezes, muitas vezes não tem metade da felicidade de quem não tem valor... e isso me assusta e me entristece...

Confesso que me force a olhar um lado bom nisso, mas não vi... talvez por que eu não veja valor em mim, nem valores, e me vendo assim não acredite que eu consiga conquistar felicidade alguma na vida.

Vejo esses seres humanos, tão superiores, tão cheios de si, lendo os jornais pela manhã, discutindo o aquecimento global, mas indo e vindo de carro para a padaria, gastando e jogando quilos e quilos de gás carbônico na atmosfera, utilizando seu cérebro avançado e seu polegar opositor apenas para gerar uma forma a mais de ganhar dinheiro, ou se fazerem maiores do que são.

Algumas pessoas se vestem com roupas para tentar passar seus valores matérias, quem sabe assim trazer algum valor a eles, agregar valor, a regra do marketing aplicada ao extremo na vida social, tenho um caro bom, tenho uma roupa boa, tenho equipamentos de ultima geração... mas valores pessoais? Não tem, ou pior não da valor a quem tem valor...

Confesso que depois de constatar que vivo nesse mundo mas não me sinto um ser humano... não desses que medem seu valor pelas posses eu fiquei inda mais triste... talvez se fosse eu seria um pouco mais feliz...


“Loucos ao mundo
Weverson Garcia.

Ah todo romântico é de fato um tolo
Em claro noites a fio, tecendo a coberta da esperança
E de certo vê o mundo como um doce. Bolo
Onde deposita todas as tristezas de sua vida de criança

E assim, infante se desperta, e se encanta
Pelo simples fato de poder errar.
No peito aos saltos se espanta
No susto vê que ainda continua a buscar

Na simples forma de dizer
Que por mais que o sol volte a bilhar
Que errar é a forma de se aprender
E que na lagrima se tem o sentido de chorar.

Mas de certo em lagrimas não vai perdurar
Sofrimento algum é eterno, um fim tudo tem
E no fim adulto e forte, encontra alguém.
Que em fim, e no fim poderá amar.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um começo, ou fim?

É sempre complicado começar algo, mesmo que já tenha feito isso muitas vezes, começar uma coisa nova, um relacionamento, um desenho, um texto é sempre complicado, mas ao mesmo tempo prazeroso.

Eu sempre travo uma batalha interna, uma luta sem fim com meus medos de escrever algo que não seja importante, ou que as pessoas que venham a ler pensem que foi tempo perdido. E acho que por isso muita gente desiste de começar, achar que é perda de tempo...

Volta e meia eu me pego pensando que começar não é tão diferente de terminar, na verdade terminar é ainda mais complicado que começar, tem muita mais coisa em jogo, muitos elementos a mais a serem estudados, começar existe apenas a vontade, e uma duvida ou outra. Terminar existe o tempo, as experiências, muitas duvidas e o medo de que não seja realmente um fim verdadeiro.

E esse texto é bem isso, um fim e inicio ao mesmo tempo, coloco ele aqui como inicio mas na verdade ele para quem vier depois vai estar no fundo do baú, guardado do tempo e protegido ou amassado pelo peso de muitos outros que podem vir. Mas para não ser um texto sem motivo ou sem sentido ou como eu gosto de dizer sem SENTIMENTO afinal gasto tempo escrevendo e pensando e ponho sentimento nele. Eu vou colocar um poema que escrevi por base em coisas vividas.

Amor romântico.
(weverson Garcia)

Não agüento mais, o mito do amor romântico.
Aqueles inatingíveis, mágicos e infinito;
Quero um amor, menos semântico.
E quem sabe, menos etéreo e mais bonito.

Não agüento mais, ler e reler meus tristes relatos.
E em momentos, tanto iguais, deprimido,
E de certo assusto, com felicidade, em estado comprimido.
E de euforia meu peito tomado, aos saltos.

Meu peito parece pequeno para a alegria
Que vejo, e já quase penso ser achado.
Mas de certo, não era, nem sombra, alegoria.
Mas em fim, pequeno de tristeza, meu peito murchado!

Em batidas ritmadas, novamente deixado de lado!
Um fado, quem sabe, no portugales, cantado?
Meu peito tenha achado, o sofrido gemido,
De um lábio calado.e de um sentimento não vivido


Quem sabe assim a quem lê agora seja um bom começo, e quem venha ler no fim seja um bom final afinal, o fim é um começo de ponta cabeça...