Por que um baú?

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Crianças

Crianças… quem não gosta delas? Sempre vendo o mundo de forma simples, e as vezes melhor e mais profunda que eu e você poderíamos imaginar. Crianças...
As vezes eu penso que seria bom voltar a ser uma, a ver tudo como se fosse a primeira vez. Ouvir as velhas musicas como se nunca tivesse ouvida algo assim, ver os filmes e se encantar com as cores, e cenas, sorrir ao ver uma folha ou pena flutuar no ar como se alguém brincasse com ela. Soltar um balão de ar e velo subir e imaginar que só vai estourar quando tocar as pontas de uma estrela... como é bom ser criança, como é bom olhar o mundo com esses olhos doces e puros.
Mas a gente cresce, de maneira errada muitas vezes, percebendo apenas as magoas da vida, os amargos, os azedos, ácidos e sem sal. O doce a gente geralmente esquece.. não percebe, ou quando percebe é por que perdeu, deixou cair dos bolso a bala, aquela que você esperou tanto tempo pra provar, e agora com o gosto amargo na boca se lamenta por ter deixado cair e perdido.
Seria bom voltar atrás e procurar a bala? Talvez. Talvez isso seja o que uma criança faria, outra poderia apenas parar e chorar, lamentando a perda da bala, um adulto vendo poderia dizer que depois comprava outra... mas nunca seria AQUELA BALA, se voltar e achar a bala novamente um adulto diria, que estava suja, pra deixar ali, e completaria dizendo, te compro outra... mas novamente NÃO SERIA AQUELA BALA.

Para uma criança tudo é fácil, basta pegar a bala, esta com papel? Então esta limpo, esta sem papel? Assopra e com o vento tudo vai embora... mas verdade. A louca verdade. É que até mesmo a criança sabe que esta se enganando, mas o prazer de provar um doce, é maior que o medo de ficar doente.
Afinal ela sabe que ficar doente é temporário, a mãe da remédio e se não for algo ruim, até mesmo um “remédio” Paliativo, algo que apenas “cure” o desejo da criança.
Criança é pura diversão, passam o ano todo desejando um brinquedo, para o dia das crianças, aniversário, natal, ou qualquer outra dia, que ela ache que mereça um brinquedo novo, e acha isso sempre, mas quando recebe, quando ganha algo novo, algo que sempre quis, brinca por algumas semanas as vezes algumas horas apenas. E volta para o velho brinquedo, aquele que ela carrega para todos os lados.
Crianças... São tão inocentes, tão puras... e mesmo assim tão maldosas, dizem sem medo toda a verdade de seu mundo, se pergunta a uma criança, “gosta de mim?” espere ouvir a verdade, pode ser um sim, ou um grande não, as vezes, vem acompanhado de algum outro elogio ou critica, pode ser um sim você é divertido, ou um Não você fede ou é feio... criança é assim, as vezes te faz uma pergunta sem sentido. Como “Limão bóia?” e sua resposta seja ela qual for pode vir com uma verdade universal.
Crianças são a metáfora perfeita de Deus. Sabe tudo sem saber absolutamente nada. Mas encanta. Faz sorrir, e mesmo sendo direta com suas criticas e deméritos são capazes de gerar um sentimento de alegria.
Uma criança bagunceira não é um cara sem educação, é uma pessoa arteira, super ativa... uma criança calada é uma pessoa introspectiva, educada, pacata, uma criança sorrindo é motivo de riso, e uma criança chorando é motivo de palhaçada.
Adoro criança... as vezes me sinto uma...
É , as vezes eu quero voltar a balas deixadas no chão atrás de mim, as vezes quero soltar balões e esperar que voem para o céu e só estourem nas pontas das estrelas... as vezes eu gostaria de ver tudo como se nunca tivesse visto...
É eu sou criança... sabe por que?
Eu choro como criança... copiosamente... abraçando os joelhos, e esperando o amargo acabar...
E Por que ainda me espanto com algumas coisas de adultos, e por que ainda me engano assoprando balas, e ainda sou enganado por pessoas, que dizem... Depois vem outra...
Quando na verdade, nunca vai ser COMO AQUELA... e eu sei disso...

Um comentário:

Junya disse...

Brubs, estamos o tempo todo, tentando resgatar esta criança em nós, muitas vezes sufocadas pelo orgulho, pela falta de atenção e generosidade conosco. Medo do julgamento, medo do ridículo, medo do que pode ser falho. Se estamos seguros com a nossa criança interior, podemos ir e vir, entre a maturidade e a inocência com muita sabedoria. Eu acho que é por isto que eu nunca deixei a minha criança morrer. Resgato-a todos os dias quando as nuvens negras pairam, querendo me assustar. Ela, é a minha força vital. Lindo o seu texto! Muitos beijos Junya