Por que um baú?

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Era uma vez,

Evoca a imagem de criança sentada ou deitada na cama, com a luz tênue e um livro de contos, a voz suave da mãe ou do pai, lendo os textos fantasiosos e cheios de moral, quem sabe assim se monta um bom homem? Mas era uma vez tem o poder de transformar, indiferente a idade ou o sexo, um adulto em sonhadora criança.

Era uma vez, sempre se tem a noção de que será perfeito, um casamento no fim, e viveram felizes para sempre, mas só ali no era uma vez, a gente sonha que tudo pode ser possível, que encontrar e viver um verdadeiro amor é algo factível de sucesso, que todos tem uma alma gêmea, uma segunda voz no dueto.
Era uma vez, faz com que até os objetos tenham sentimentos, que sentir é mais importante que o ter, mas era uma vez é fantasia, é sonho, é projeto de mente... é... era uma vez um sonho.
É estranho como quando a gente vai virando adulto, deixando os sonhos infantis de lado as coisas vão mudando, e o era uma vez serve apenas como o cheiro de terra molhada quando começa a chuva, ou os bolinhos de chuva da mãe, o pão quente de manhã, ou brinquedo novo, roupa nova... funciona como catalisador de memórias mas sonhos novos não mais.

Os novos sonhos são feitos com PLANOS, METAS, ORGANOGRAMAS, PLANINHAS, e tanta coisa mais que nem lembro, não são mais sonhados.nem rabiscados com pedaços de giz em um chão de cimento, não são mais coloridos com lápis de cor, e nem são mais sonhados antes de dormir. É uma pena.

Bem ao menos pra muitos, eu ainda sonho, ainda rabisco meu sonho, em tantos pedaços de papel que nem sei, ontem rabisquei no guardanapo do bobs, a noite mesmo não devendo sonhar sonhei, sonhei e ao acordar notei que era sonho, o dia já era outro, a data que eu esperava, mas o estranho é que do meu lado... vazio...

Vai ver, sou como os escritores, escrevo os era uma vez, de outras pessoas, e talvez quem sabe ela seja feliz para sempre, no era uma vez dela...
E eu fico mais para Quasimodo, surdo na torre do sino vendo a esmeralda sair sorrindo...



Foi...
(Weverson Garcia)

Foi sem querer, como tudo deve ser sempre,
Foi sem querer eu não queria te ver
mais vi eu não queria te conhecer
mais conheci,
foi sem querer, que te vi nas escadas, vestindo de cores,
foi sem querer quer voltei a acreditar em amores,
foi sem querer que tracei uma frase no papel
foi sem querer que deixei por terra a mascara e o véu
foi sem querer que larguei da razão,
foi sem querer que tu entrou e saiu de meu coração,
foi sem querer que eu tentei um beijo roubado,
foi sem querer que por batatas fui trocado,
foi sem querer que ri com seu amigo,
foi sem querer que meu peito virou seu abrigo,
foi sem querer que voltei a te ver,
foi sem querer que não deu pra esquecer,
foi sem querer que te amei aquele dia,
foi sem querer que caminhei a teu lado, e sorria
foi sem querer que pensei ser seu namorado,
foi sem querer que já me via amarado,
foi sem querer que nos vimos na tela,
foi sem querer que mandei flores e chocolate,
foi sem querer que disse amar-te
foi sem querer que ela veio atormentar,
foi sem querer que você se afastou,
foi sem querer... que começou...
mas foi por querer que tudo acabou...

3 comentários:

Anônimo disse...

Poético, belo e triste, como toda decepção amorosa. E amores acontecem sem querer (ou querendo, ainda não sei..).

Volto um dia qualquer.
Acompanhá-lo é sempre uma aventura.. rs

Forte abraço,
Uma fã.

Si disse...

Nossa!Me identifiquei com esse teu post. É a real. Gostei de te ler viu? Mas ainda não li os outros.

Beijos, Simone.

Ana disse...

Foi sem querer que deixei de sonhar.
(Eu não, porque ainda sonho, e sonho muito)



Será mesmo que foi sem querer?
Sem querer fazemos tantas coisas, e mesmo que queremos dizemos que não.
Uma palavra dita no tom e na hora errada, faz com que sem querer acabamos com algo belo.


Cazuza disse algo mais ou menos assim: procuramos no amor uma pureza impossível; e concordo com ele...
O sem querer pode vim daí. Do querer ser impossivelmente puro, correto com o amor..