Por que um baú?

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Por do sol

Ele caminhava nas ruas da cidade, pensamentos desalinhados com a musica em seus ouvidos, e o por do sol se aproximava, as pessoas alheias a seus pensamentos passavam por ele, que caminhava sem camisa próximo a areia, alguns desconhecidos olhavam para ele, outros o ignoravam.

Em seus ouvidos, Norah Jones canta convidando alguém para fugir com ela, mesmo que fosse de ônibus, e ele sorri nesse momento, é talvez a musica não estivesse tão distante do que ele pensa...

Sobe lentamente a pedra e se senta observando um show a parte, o por do sol começa a tingir as nuvens e o céu com um tom alaranjado, e em alguns momentos lilais, encantadoramente lindo, a musica em seu ouvido tenta animar, mas ele mantém os olhos fixos no mar, e o pensamento vai pra onde não deveria.. vai pra perto dela...

Lembranças tolas, e sonhos, a luz a musica, agora estão perfeitas, seus pensamentos se harmonizam, cada acorde cada pensamento cada imagem criada em sua mente faz sentido, O vento suave toca seu rosto e gela a lagrima correndo no rosto no mesmo momento em que uma turista pede em para que ele tire uma foto dela e de sua amiga.

Arranhando seu inglês, bate umas duas ou três fotos, enquadrando bem o por do sol e as turistas, sorri ao ouvir um “thanks” e volta a se sentar na pedra. “seria perfeito fazer um pedido maior aqui...” pensa antes de apoiar a cabeça nos braços e deixar um suspiro escapar.

Um casal senta próximo e começa a bater papo, olhando o por do sol e alheio aos sentimentos no peito dele, ironicamente, o rapaz no casal suspira o nome dela que é o mesmo nome da ferida aberta em seu peito...

“algumas coisas a gente nunca vai entender, podemos viver milênios e nunca entenderemos por que se pode escolher tanta coisa no mundo, mas não se pode escolher evitar um amor...”

O sol ainda se punha , deitando no mar, mantendo os tons roxos, lilais e dourados incendiando o céu, queimando inda mais o peito dele.

“ Não seria impossível dizer agora um eu te amo verdadeiro, acho que seria bem justo e o momento mais honesto... “ ele escreve uma mensagem e liga... depois ao por do sol teme que tenha feito coisas que não devia...

Ao descer das rochas se vira e vê novamente o casal, e ele olhando nos olhos dela diz alguma coisa que as ondas fazem questão de ocultar, mas o sorriso no rosto dela deixa claro que ela aceitou...

“ Ao menos não foi perdido... o dia foi bom e certo para alguém”

Ele volta a sua casa, senta em seu canto e de peito seco e rosto molhado adormece...
Quem sabe o dia seguinte não lhe faça mais feliz?

2 comentários:

Anônimo disse...

Não serei hipócrita em dizer que só sofre por amor quem quer, nem sonhadora a ponto de dizer todo amor faz bem, que todo amor só traz felicidade. Sabemos todos, os hipócritas, os sonhadores, que não é bem assim. O amor às vezes faz doer, faz repensar na vida, nos atos, às vezes faz desacreditar naquela velha felicidade gostosa que o próprio amor verdadeiro faz sentir. O que dizer? É vida, e a vida segue, não é? E ora bolas, a gente vive. Mas não esquece. E um dia essas 'felicidades instantâneas' acabarão. O dia seguinte é sempre melhor que o anterior. Sabe o motivo? Bem, não vou exercitar meu lado 'boa samaritana', mas a verdade é que, só de poder despertar na manhã seguinte, tendo saúde e força pra continuar, já se deve considerar que o dia seguinte é sempre melhor. Pense nisso.

Um forte abraço,
Sua fã nº1

Phil disse...

Nada como um dia após o outro.