Por que um baú?

Bem, quem acompanha minha tentativa de escrever algo que seja bom ao leitor,vai poder voltar aqui, abrir o baú e ler, pensare espero eu que comente nos textos afinal, esse baú é para guardar pensamentos.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um começo, ou fim?

É sempre complicado começar algo, mesmo que já tenha feito isso muitas vezes, começar uma coisa nova, um relacionamento, um desenho, um texto é sempre complicado, mas ao mesmo tempo prazeroso.

Eu sempre travo uma batalha interna, uma luta sem fim com meus medos de escrever algo que não seja importante, ou que as pessoas que venham a ler pensem que foi tempo perdido. E acho que por isso muita gente desiste de começar, achar que é perda de tempo...

Volta e meia eu me pego pensando que começar não é tão diferente de terminar, na verdade terminar é ainda mais complicado que começar, tem muita mais coisa em jogo, muitos elementos a mais a serem estudados, começar existe apenas a vontade, e uma duvida ou outra. Terminar existe o tempo, as experiências, muitas duvidas e o medo de que não seja realmente um fim verdadeiro.

E esse texto é bem isso, um fim e inicio ao mesmo tempo, coloco ele aqui como inicio mas na verdade ele para quem vier depois vai estar no fundo do baú, guardado do tempo e protegido ou amassado pelo peso de muitos outros que podem vir. Mas para não ser um texto sem motivo ou sem sentido ou como eu gosto de dizer sem SENTIMENTO afinal gasto tempo escrevendo e pensando e ponho sentimento nele. Eu vou colocar um poema que escrevi por base em coisas vividas.

Amor romântico.
(weverson Garcia)

Não agüento mais, o mito do amor romântico.
Aqueles inatingíveis, mágicos e infinito;
Quero um amor, menos semântico.
E quem sabe, menos etéreo e mais bonito.

Não agüento mais, ler e reler meus tristes relatos.
E em momentos, tanto iguais, deprimido,
E de certo assusto, com felicidade, em estado comprimido.
E de euforia meu peito tomado, aos saltos.

Meu peito parece pequeno para a alegria
Que vejo, e já quase penso ser achado.
Mas de certo, não era, nem sombra, alegoria.
Mas em fim, pequeno de tristeza, meu peito murchado!

Em batidas ritmadas, novamente deixado de lado!
Um fado, quem sabe, no portugales, cantado?
Meu peito tenha achado, o sofrido gemido,
De um lábio calado.e de um sentimento não vivido


Quem sabe assim a quem lê agora seja um bom começo, e quem venha ler no fim seja um bom final afinal, o fim é um começo de ponta cabeça...

Um comentário:

Devoradora e Cuspidora de Palavras disse...

Adorei e isso do fim ser o começo de ponta cabeça é demais