Por que um baú?

Bem, quem acompanha minha tentativa de escrever algo que seja bom ao leitor,vai poder voltar aqui, abrir o baú e ler, pensare espero eu que comente nos textos afinal, esse baú é para guardar pensamentos.
Deixe aqui o seu também.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Verdades

- Como seria fácil se todos olhassem a verdade da mesma forma, mas nem sempre é assim cada pessoa tem a uma forma de ver a verdade, cada um olha para ela como seus medos e receios suas histórias seus sonhos, e é isso que faz alguém olhar o mesmo fato de uma forma diferente de outra pessoa. – Disse ele antes de tomar o café.

- Mas e daí? Uma verdade não vais ser sempre uma verdade? – Perguntou ela olhando atentamente os movimentos dele.

- Bem, uma verdade é sempre uma verdade, mas posso te contar uma grande mentira te enchendo de pequenas verdades, propaganda é isso, é dizer um monte de pequenas verdades, que juntas de certa forma parecem uma grande verdade, mas são na verdade uma mentira clara e simples. – O café solta fumaça e embaça os óculos dele, depois do gole.ele apóia a xícara na mesa.

- Então você ta me dizendo que todo mundo mente?
- Não, eu estou te dizendo que desconfie sempre de uma verdade dita sem convicção.
- Por que?
- Uma mentira dita com muita convicção pode ser entendida como verdade absoluta, uma verdade dita sem a mesma convicção é uma mentira mal contada.
- Como?
- Uma vez uma amiga minha estava indo acampar, e ela sempre foi uma pessoa que acredita em tudo que dizem a ela, bem, ela tava guardando uma barra de chocolate gigante na mochila e eu olhei pra ela e disse, - Você vai levar chocolate? Cara esqueceu os ursos? Ela me olhou e perguntou que ursos? Eu falei as verdades sobre os ursos, que eles tem um olfato apurado, que correm muito mais rápido que um homem, que são muito fortes e que são apaixonados por chocolate. Que ela ia ser atacada por um urso se levasse os chocolates, sabe o que ela fez?
- O que?
- Acreditou e tirou o chocolate da mochila, sem nem questionar a verdade do que disse.
- Isso só prova que você mente muito bem.
- Não isso prova que fatos verdadeiros podem maquiar uma mentira e ela parecer uma verdade absoluta, ela se lembrou de que viu em algum documentário que ursos tem olfato apurado e que são territoriais, lembrou que eu sempre acampei, e que eu gosto de estudar e ler coisas, e logo esqueceu que eu sou um cara quem gosta de brincar com ela, e esqueceu de analisar as verdades que eu dizia.
- Mas você contou a ela depois?
- Que nada o chocolate estava muito bom HAHAHAHA
- AHHAHAH seu louco.....
-Claro que contei a ela, e ela entendeu que não pode acreditar em todas as verdades ditas, por que quem diz sempre leva ela pra seu lado, seu modo de ver... ela agora sempre que escuta algo assim analisa as verdades e pensa... “tem cabimento?” e decide se acredita ou não, totalmente ou não.

- Então a verdade não existe.... é isso
- Longe disso. A verdade existe, e vem sempre a tona... basta você saber tirar dela os fatos que são reais, e os que são pura propaganda...

- Você sempre me faz pensar... que droga...isso me deixa louca...
- Bem... devo acreditar que seja verdade.
-Não, foi só propaganda AHHAHAHA

Os dois saem lado a lado, ainda rindo enquanto o resto do café esfria na xícara, lá fora o vento frio, e um abraço... o que é verdadeiro sempre volta a surgir... sempre para o bem ou para o mal.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Chama de todo homem
Weverson Garcia - 20/11/2009

Por que essa chama consome
a alma?e faz o de criança todo homem?
Ah de que adianta!? ser assim tão duro e maduro?
seja madeira, que sustenta mas se consome.

Chama louca que o nome a todos é conhecida
já vi rimas feitas, tão lindas que nem me atrevo
faço rima solta, verso truncados, nem sei se escrevo
Mas solto a tinta e dela vem rima aquecida

Pela chama que queima no peito infante
de homem grande, coração em brasa
que sobe a garganta fornalha incessante
e na língua solta frases que tudo arrasa

É a chama fria, que esquenta, e da pavor
é chama quente, que sustenta o crente
que existe nesse mundo mesmo mina gente
uma mostra simples do verdadeiro amor.

Vai, seja como madeira, que se entrega a chama
e se consumindo a si mesmo em tão estranho leito
deixa a todos motivos de respeito
pois esquenta do frio a quem ama.

Queima tua alma, pois a minha já chamuscada
de alma em brasas, chamas de apaixonado
diz pra si mesmo, vem se entrega venha ser minha namorada.

Por que minha alma, do fogo que a todos consomem
dessa chama que queima sempre e é esperado
é o amor a chama que no peito desse homem.
Tu boca me fala tanto.
(Weverson Garcia 29/10/2009)

Me fala mais quando não fala,
me fala tanto quando se morde
de vontade de dizer se cala
teme que quem ouve discorde
Tua boca me fala aos prantos
quando sorriso fino se esconde
em pequeno sorriso no canto
os lábios molhados se espande

é vontade de concordar, assumir
me acertou, me leu, entendeu,
é assim que quando persumir
a verdade do outro te resolveu.
Teus lábios não me falam sozinhos
os olhos dizem tanto como janelas
mas teus olhos se fecham, e a língua mela
os lábios que dizendo tudo, dizem tão poquinho.
teus lábios, lascivos e lúgubres, lamentam
quando em previsível frase teus ouvidos atentam
em bico e sobracelha se movimentam
e do centro ao canto orientam
é verdade, tua boca fala tanto,
bem mais que tua garganta
igualment a teus olhos, espanta?
de minha parte digo, é encanto.
Faz sentido?
(weverson Garcia)
Faz sentido não dizer o que foi percebido?
faz sentido guardar por eras uma vontade, um desejo um libido?
faz sentido, no peito o sentimento suprimido?
faz sentido não gritar ao mundo o que é sempre sentido?

Não faz sentido, por sua boca o zíper fechado e percorrido
nem tão pouco afogar as magoas em bares em ombros oferecido
não faz sentido, calar como quem cala um som, um estalido
o brado alto de quem por desejos e paixões é consumido

Faz sentido? Diga assim em sustenido
assim por longos minutos o som agudo mantido
tirando da vida, o amor, e assim calando todo sentido
não uma vida sem amar, nunca fez sentido.

uma vida sem amor, é como caminhar sem sentido
é estar indo pra frente mas andar invertido
e torna o vencedor vencido
e um forte combalido...
Tão estranha e fria foi essa noite.
(weverson Garcia - 08/10/09)

Tão estranha e fria foi essa noite, notaste?
era vento uivando na janela fechada, assusta
e a fina colcha nem aquece ou cobre, esquenta
e meus dedos, de frio se nega a dobrar, em riste.
Chacoalho a cabeça, afugentando pensamentos
afundo o rosto no travesseiro, de paz e sono
foram tão poucos os pequenos momentos
Abro a geladeira, olho, olho e só de olhar nem como

Tão fria a noite, e eu nem entendo, uma nova coberta
um novo edredom, que seja, que venha mais um então
e mesmo imóvel sob o peso das cobertas, percebo então
que alem de mim, minha casa é deserta
Não é um frio externo que me assola
me, é o vento na janela que me assusta
e sua falta, no teu espaço, não gusta?
são fios vermelhos que me consola

Mas o teu espaço não é no colchão a meu lado
Nem de certo a noite se esquenta com ou sem camisola
teu lugar e no meu peito, no coração inda não conquistado.

Percebi no meio dos calafrios, na espinha
que não era realmente frio que eu sentia
era quente meu peito, e tudo fora esfria
esquenta o que pode ser fogueira um dia
Poética de um louco.
(weverson Garcia – 27/10/09)

Lá fora o vento sopra, folha galho, pano, lata
aqui dentro, nem uma brisa, uma simples quietude
talvez seja essa a verdade, uma sensação abstrata
a verdade bela que te motiva, ou a mentira que ilude

Toda rima é assim um tanto louca, talvez até mais
quem sabe seja rima suja, da boca de um louco
na esquina do centro, cidade? E importa quais?
todo louco profeta diz a verdade, ao menos um pouco.

Grita versos íntimos de tua vida, ou versículos
de livros a tanto lidos e esquecidos, consulta
verdades de outra formas, mistura distorce, ridículos
a toda volta, sujo e de terno, sacode e insulta

As verdades gritadas aos prantos, corintios e romanos
tempos modernos, pecados capitais, crise no mundo
que impota? E só um louco com livros, louco imundo

Mas dito tanto, e eu ainda escuto, talvez falte dizer
quem sabe um ultimo verso, trova verdade deixa ver
ele disse no fim “Somos todos hermanos” humanos.
Desabafo
(weverson Garcia)
Não é o fato de não me querer que me dói
não é o fato de não me querer que me enlouquece
é o fato de não saber se te sigo ou me esquece
é o fato dessa duvida que me corroi.
Não sou eu quem vai dizer de forma simples
vou sumir e não voltar, quem sou eu, pode falar
Minha vida era tão vazia, assim mesmo sem enfeites.
mas pinta cor, suja as paredes,marca teu lugar.
E assim fica difícil dizer não, não quero
quero, mas não posso, e me afundo nos joelhos
quero mas não posso, e nem sei se espero.
quero mas não posso, erros, não pode ter-los
E eu? Proscrito imundo de mim
me pego pensando, vale a pena?
vale a pena gostar eu mesmo de mim?
Tropeços
(weverson garcia 08/02/09)

Eu nunca busquei a infelicidade

Sempre joguei de forma clara e pura

Tinha a euforia, na velhice de minha mocidade

Fui tão são quando era todo da loucura

Me joguei de braços abertos, negligente
dando a quem merecia bem menos amor
As braços fechados de tanta gente
Doi ver que eu mesmo causei a dor


A dor maçante de meu peito torto
foi feita por minhas mão , cuidadosas
mas de foram elas tão caudalosas
que hoje sinto meu peito morto.

Não bate, sem sacode, ó peito ambíguo
treme e destrói em meio a amores
essa forma torta de amar amigos
e viver sem olfato cercado de flores.

Um triste

É foi assim que ele se auto definiu, e sua vida de fato não fora diferente disso, pouco ou nada sabia sobre ele mesmo, trabalhava todos os dias com a mesma vontade que descascava uma banana, atos repetitivos e monótonos, e no fim, o gosto mesmo que suave não le trazia nada alem de mais vontades.
Dia após dias, mês após mês, ano após ano ele se sentia triste, e de certo em seus romances ele também era, dores constantes em sua barriga o faziam pensar que era comum sofrer na vida, mas sofrer por amor ele nunca imaginou.

“Amar deve ser algo doce, forte, intocável, seguro e transparente,” e explicava a quem queria saber
“Doce, por que a vida em muitos momentos, e de forma única na minha, é azeda, amarga e rançosa, e a única forma de quebrar o amargo da vida é tendo um doce romance, eterno ou passageiro.
Forte, por que tem que resistir aos ataques invejosos de outros, e revidar de forma inperdemida suas ofensas. Deve ser Intocável, todo amor é perfeito até ser tocado, após conquistado o amor perde o brilho, então nunca julgue que conquistou alguém, deixe sempre em seu peito a duvida, e sempre ame essa pessoa, afinal, essa pessoa será intocável para os outros se for por ela seu amor impecável.

O amor deve ser seguro e transparente, se for entregar seu amor a outra pessoa entregue mas de forma segura, um “Eu acho que te amo” é pior do que ouvir um “obrigado” depois de ter dito o seguro e forte EU TE AMO, e seja verdadeiro, seja transparente, deixe que seus olhos mostrem o amor, deixe que seus atos transportem ele até o coração amado... Deixe que ela veja em seu peito o tanto que tem de amor, mas esconda apenas uma coisa... esconda dela que pra você ela é única. Ela nunca vai aceitar ser a única em sua vida... ela precisa dessa duvida... amar é dar ao outro aquilo que ele precisa.”

Mas ele era triste

E irretocavelmente o era,mesmo sabendo tanto, e tão pouco sobre amor, já que em sua vida teve poucos ou nenhum amor verdadeiro, ele já cansado de tanto pensar e transpor em lagrimas seus sentimentos descobriu que em fim ele era triste.

Sou um trabalhador triste, meu trabalho é enfadonho e cansativo, Troque de trabalho dirão tantos amigos, e ele, O triste é que sei apenas isso na vida.

Triste ele era. Ou é, não importa, o importante não é o mensageiro nem tão pouco seu sorriso ou pranto, o importante amigo, é a mensagem.

Triste vida, teve ele, ou tem, poucos souberam ler em seus olhos, linhas ou lábios, a forte lição de vida que ele deu em todos os dias de sua triste vida triste, amar, sim AMAR é uma forma de se deixar gigantescamente feliz O mais triste dos Seres triste.

Quem era ele? O que importa, ele era triste, de certo já sentou a seu lado no ônibus, seguro o tubo no metro a sua frente, assistiu filmes a seu lado no cinema, mas ele era triste de mais para ser notado, ou estava triste em toda sua vida exatamente por isso, por nunca ser notado mas ser sempre NOTAVÉL.

Em fim, Triste ele foi, ou é, e o que importa? Não entendeu? Leia de novo, O que importa? Quer saber, não leia, fique ai, sem entender quem sabe assim, fique um pouco triste, e pense, e pensando descubra o que realmente importa não é seu estado, mas o estado em que se encontra é passageiro, logo, inevitavelmente, voltará ao estado comum, o triste estado de quem não sabe o que é importante, nem sabe a importância de seu eu.

Ao sentar ao lado de alguém no ônibus, metro, cinema ou onde quer que seja, sorria, e note as pessoas a sua volta, você vai ver que todos são notáveis em seus momentos modorrentos de descascar bananas.
Vazio.
(Weverson Garcia)

Há tristeza maior do que ser vazio?
Ou estar vazio?
Vidro oco sem recheio,
Vida louca a sua, vida louca receio.

Rimas pobres é o que mais tem
Mas em sua vida prosa, sem rima
Em seu poema de amor, não há quem imprima
Sequer uma linha acompanhada, ninguém.

Chega em casa, já tarde da noite, por sorte
Pouca tranca, uma volta já basta
Secretária telefônica, virgem casta.
Recados nenhum, nem mesmo de morte.

Noticias ruins chegam rápido.depressa
Momentos solitários a Tevê ligada
Altas horas, noite a fora, nada que aconteça
A noticia, não tem atenção dispensada.

Sonha e vê mesmo, na parede clara
a triste e solitária noite,em fios se render
a grande e forte luz, dia, noites as claras

Vazia a sercretaria, vazio o celular
Vazio o dia, vazia a noite... vazio de amar.
AMANHÃ
(weverson Garcia)

Hoje não vou dizer nada
nada pode ser dito
hoje acaba, hoje cessa
Hoje, o inexplicável momento
Entre o ontem e o amanhã

Deixo o hoje virar ontem
E chego ao amanhã de hoje
Na esperança de que o ontem
De amanhã , seja melhor que o de hoje

Amanhã, é dia que nunca chega
Amanhã é sonho nunca sonhado
Amanhã é dia de viver
Amanhã é hora de ser amado

A manhã é parte do dia
A manhã é antes da tarde
Amanha é melhor que nunca
Amanhã, antes que seja tarde
Tenho medo
Weverson Garcia

Idade madura, e tenho medo
Tenho medo, e nunca é tarde
Para se assumir, nunca é cedo
Melhor ter medo, do que ser covarde

Tenho medo, assumo, me apavoro.
Mas quem não tem? Nem nunca teve?
E em suspiro, um simples bafo, breve
De homem a imagem toda, eu evaporo

Tenho medo, e são tantos.
De alto? Tenho medo
Medo de imagens, santos
De grandes espaços, o medo

Mas admitir, que tenho medo
Mesmo que seja tarde
Não importa, se antes tive medo
O importante é assumir, mesmo não sendo cedo

Tenho medo de morrer jovem,
Tenho medo de morrer sozinho
Tenho medo de não ter na vida alguém
Tenho medo de ter perdido o eu amorzinho

Tenho medo, mas quem não tem?
Se acha bobo ter esses tantos medos
Digo sem receito, você deve ter cem.
Às vezes.
(weverson Garcia)

Às vezes tudo é forte
Às vezes tudo é fato
Às vezes tudo é certo
Às vezes tudo é pouco
Às vezes pouco é tudo
Às vezes o forte é fraco
Às vezes o certo é erro
Às vezes ficar é sair.
Às vezes sentir é mentir.
Às vezes a falta é saudade.
Às vezes perdoar é culpar
Às vezes, só as vezes
Calar é falar.
jogo perdido
(Weverson Garcia)
O amor é um jogo perdido,
E mesmo o vencedor sai ferido.
Não se força ser querido
E não se cola um coração partido.

Nunca vi, e nem ouvi dizer,
Que gostar, querer, lembrar
Pudesse com o vento desaparecer
Nem que isso demolisse o gostar.

A gente fecha os olhos, indagando
Pensa no passado, sonhando com futuro
Rasgando o tempo, espaço impuro.
Imaginando, se ainda estou amando.

Apago a centelha final de dor
E junto apago o ultimo rabisco
Desenho estrutural, básico
De uma construção que seria o amor.
Maldita ansiedade
Weverson Garcia (27/08/01)

Rasga o peito, transpassa a alma em agonia
Morde o lábio, arranha as faces, rói as unhas
Maior demonstração de masoquismo, sodomia.
Angustia maior e este estado em que me punhas.

Ansiedade, rasga corrói e assusta, mas
Dói em meu peito, agora sabeis.
Que dói mais em mim, mais que punhais
O descaso, e tu bem me dizeis.

“Larga da aba de minha saia..
anda, vai te embora, some”como cão recolho-me a minha baia
e novamente ousso a frase que me consome

“larga, vai te embora,” e me devora
a vontade de a ti dizer, de certo não é a hora
que em pouco tempo me teve, e agora
posto no chão como coração não quisto, e vai embora.

Me deixas ali largado, posto de lado como louco em asilo
Me largas ali, sujo de mim, limpo de tu, no respirar a dor.
Me deixas assim, doente, verme, minúsculo, primeiro bacilo
Pequeno corrói em pouco, o pouco que tinha de amor.

é...

Eu prefiro.
Weverson Garcia

Eu prefiro errar a nunca aprender
Eu prefiro rir a chorar
Eu prefiro ter, a sonhar.
Eu prefiro lembra a esquecer

Eu prefiro acreditar a desiludir
Eu prefiro ter cuidado à dor
Eu prefiro tentar à desistir
Eu prefiro do amargo o sabor.

Eu prefiro do subir a desce
Eu prefiro das dores o amor
Eu prefiro de todas, você.
Falta
(weverson garcia)

Sinto falta do azul no céu
Sinto falta sol no sul
Sinto falta de paz no lar
Sinto falta azul no mar.

Sinto falta de tempo ao tempo
Sinto falta de tinta no tela
Sinto falta tudo no completo
Sinto falta vento na vela.

Sinto falta da paz na pólvora
Sinto falta do dinheiro pro povaréu
Sinto falta da linha no carretel.
Sinto falta do sol na aurora

Sinto falta verso na poesia
Sinto falta sorriso na alegria
Sinto falta a sobra da comida.
Sinto falta do espaço ocupado
Sinto falta de você a meu lado.


A esperança
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.

Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!
Augusto dos Anjos

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

uma causa justa.

Barbas
(brubs – 22:39 15/04/09)

diz-se que é desleixo
Sujo, maltratado,
mas eu de barba
longa vos deixo

barba rala, espeta a nuca
de barbudede afoita,
de certo diz na hora da coita
vai não para, não para nunca
A barba média, na medida
tampa pouco a boca prevenida
e na hora certa do beijo, atrevida
da barbudete a alça querida

Puxa a barba, e junto vem a boca
a barba, longa, do tipo pensador
já é vista como abandonado, coisa pouca
ermitão, desolado, não é trabalhador

mas não há quem mesmo barbado
a muito, certa vez não quis inovar
e pois fim, no simples ato de barbear
virou um bebe, um recém chegado

Mas eu digo, e sou barbado
que desse mal eu não me presto
sou mais pra ermitão barbado
do que ter a face a bunda de bebê cagado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

sonhos

Ele sentou-se ao lado da cama, o livro na mão olho nos olhos caudalosos do neto e começou a contar uma história, a voz marcante do velho, as interpretações, e a vontade de conseguir fazer de uma história de dormir uma peça digna de premio o avô contava...

As histórias sempre o faziam pensar e sonhar em ser como os heróis delas, alguém nobre e que o nome fosse lembrado por eras e eras...então após uma dessas histórias o menino perguntou ao avô...
-Vô... de onde vem os sonhos?
O avô apóia as mãos sobre o livro no colo, e olha para o abajur acena positivamente com a cabeça, mas ainda assim com uma feição de questionamento, então olha novamente nos olhos do neto e diz...

- Não sei de onde eles vêem mas sei que se forem embora não vai existir um homem na terra com vontade de viver...
-Como assim vô?
O avo então se arruma na cama e diz.suavemente.
Sonhos são as verdadeiras vontades de nossas almas, são eles que te motivam a correr mais rápido, a estudar mais, a saber mais sobre tudo, a ser mais forte, mais educado, mais inteligente... sonhos meu filho, são na verdade a voz de dentro de você gritando um desejo que você nem sabia que tinha... sonhar é um planejar sem papel ou regras... é só você e uma vontade, um desejo...
- O senhor sonhava muito?
- Sonho até hoje... o dia que parar de sonhar, vou fechar os olhos e não abrir mais.
- E com o que o senhor mais sonha?
- Em ver seus sonhos realizados.... – Dito isso o velho arrumou o cobertor em volta do garoto e deu-lhe um beijo na testa. E antes de apagar a luz disse...
- Seus sonhos são como uma maquina da juventude... mantém a quem te quer bem sempre perto e feliz... sonhe e busque seus sonho...

A luz se apaga, a porta se fecha, e o garoto sonha... sonha e sonha...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

trato.

Por que você insiste nisso? Por que continua agindo assim? Para você é tudo muito simples, é tudo muito fácil mas não é assim pra mim... por que você vê os sentimentos como um adolescente?
Ela disse isso fechando a porta e arrastando a mala pesada, era visível que ela não iria voltar, que ele não era mesmo quem ela escolhera pra viver ao lado, a porta se fechou com tanta força que as paredes tremeram e um quadro até caiu, mas o que tremeu mais foi o peito dele... e o que caiu foi a realidade esmagando todos os sonhos que ele tinha.
Ele encosta na parede e deixa as forças de sua perna saírem pouco a pouco, e logo seus únicos companheiros eram seus joelhos apoiando a cabeça pesada e o eco “ Porque você vê os sentimentos como um adolescente?” pensou longamente nisso e era claro o motivo, ao menos para ele... ele vê os sentimentos como adolescente, por que é assim que deve ser visto, com a força dessa época em que tudo é extremo, onde só existe certo e errado não existe um meio termo... mas talvez por algo maior que isso... talvez por que os adolescentes estão descobrindo a si mesmos, e a outras pessoas... talvez por que nada faça mais sentido...
O telefone dele toca, e em gestos lentos ele atende, algum amigo o convida para sair, ou jogar algo em sua casa... mas ele nega... “Não to legal, acho melhor ficar em casa” nada mais precisa ser dito, o amigo do outro lado da linha diz, “velho, teus valores podem te fazer bem em muita na vida, mas nessa parte, você não consegue aprender nada com eles...” é verdade... ele pensa enquanto desliga o telefone e rasteja para o sofá... valores certos em tempos errados...
Ele se senta, e em pouco tempo esta ligando para ela, a voz fria do outro lado diz apenas um , “Fala” e ele diz apenas um... “Te cuida” a conversa a seguir se perde na linha telefônica, e nada mais era importante, ele sabia que ela estava em outro rumo e ele estava ali... como sempre... dando valor aos pequenos detalhes da vida....
Ele desliga o telefone, olha a frente... e percebe... que voltou no tempo... se sente novamente com 16 anos, fazendo um trato com deus....

bifurcação

Sentados frente a frente em um café qualquer da cidade eles trocam mais olhares que palavras, a verdade é que não existe muito a ser dito, acordar de um sonho pode ser muito mais traumático do que despertar de um pesadelo, ele ainda tenta tocar na mão dele, mesmo que por 3 segundos, mas ela evasiva foge e se recolhe, os olhos sérios e pesados dela dizem em gritos silenciosos que ela vai tocar a vida dela, e que é melhor ele não ir junto.
Ele a olha nos olhos, e mesmo sabendo que pode ser por pouco tempo, que ela pode ir para outro país e voltar, que ela pode ir e não voltar... ele olha nos olhos e deixa sair tudo de seu peito...

- Eu mal posso acreditar quando me disseram isso, eu tinha que vir aqui e olhar nos seus olhos e saber pro você que é verdade. Me disseram que você estava de partida, e que já tinha até destino mas o pior é que não sabem se volta,eu até pensei que você tinha uma outra pessoa... e olhando nos seus olhos eu vejo que é verdade, você nunca me fez crer que eu um dia seria mais do que um amigo seu, então me conta seus planos, o que pretende fazer, mas antes disso me conta como eu faço pra viver sem você?
Ela se assusta, e o olha nos olhos... um “ como assim?” pode ser ouvido no silencio de seus lábios...
-Me conta como eu posso viver sem você se já ta amo a tanto tempo.como eu posso continuar meus sonhos sem o motivo de meus sonhos? Eu não to aqui lamentando, nem implorando por nada, mas realmente é que estou acordando de um sonho, eu volto a dizer que não posso te culpar de nada, a culpa é minha por realmente sonhar que poderia ser mais que amigo..eu que construi esse mundo, agora eu que devo pagar por esse sonho... Mas isso é muito pra mim suportar...Então de verdade me diz... como vou fazer pra viver sem você?
Ela fecha os olhos, abaixa a cabeça, com as duas mãos segurando seu próprio pescoço ela respira fundo e em suspiro diz
- Talvez um dia de cada vez, pode ser que encontre alguém... ou eu... não sei como vai ser. Apenas viva tua vida...
- Viver uma vida é fácil, mas o complicado é viver uma vida incompleta... (ele se levanta, olha ela nos olhos e diz) Mas eu posso viver minha vida, andar acompanhado, comer, dormir , ler, pensar, escrever, posso até ficar com alguém, mas nunca vou estar por completo fazendo isso, por que esse alguém nunca vai ser você... e só você tem uma coisa que veio comigo, mas eu te dei...
-o que? - Pergunta ela..
-Meu verdadeiro amor... e isso que bate aqui no meu peito... nunca me pertenceu... eu carregava até te encontrar... ele é seu...
Dito isso ele se vira paga a conta... e sai... e ela olhando a xícara de café pensa... o que poderia se feito de diferente... e a resposta.... ela nunca revelou....


Bifurcação
(weverson Garcia)
Por tantas vezes nos vimos assim
uma estrada a se percorrer
por quantas vezes foi o fim?
Mas depois voltou a sofrer?

Um caminho, uma bifurcação
uma escolha, uma simples ou não
uma certeza, e uma duvida em cada mão
no fim uma flecha transpassa seu coração

De que vale tanta vontade assim?
se vontade não move a peça esperada
talvez só um pouco de mim
e o que devia dar frutos não da em nada.

Um caminho, uma bifurcação
uma escolha, uma simples ou não
uma certeza, e uma duvida em cada mão
no fim uma flecha transpassa seu coração

Existe uma motivo na lagrima que corre
e não é molhar a face que chora
e enterrar mesmo que por hora
um amor que parece que morre.

Um caminho, uma bifurcação
uma escolha, uma simples ou não
uma certeza, e uma duvida em cada mão
no fim uma flecha transpassa seu coração

Se a mão não mais me toca, apruma
eu vejo teus passos, e tua vontade
a teu sonho tua vontade ruma
e eu meus passos dou a saudade.

Um caminho, uma bifurcação
uma escolha, uma simples ou não
uma certeza, e uma duvida em cada mão
no fim uma flecha transpassa seu coração

Quem sabe a frente não passe novamente
um caminho no outro derrepente.
uma ponte, um trevo ou simplesmente
o desejo de se ver frente a frente.

A vida é feita de escolhas, simples ou não
a sua foi feita, e eu não tenho opção
deixo saltar dos olhos, em precisão
a tristeza em liquida emoção

Um caminho, uma bifurcação
uma escolha, uma simples ou não
uma certeza, e uma duvida em cada mão
no fim uma flecha transpassa seu coração

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Amanhã

Um outro dia, existe sempre um outro dia, e o que a gente faz dele é que deve ser nossa responsabilidade, os dias passados, os meses os anos servem apenas para lembranças, e nem sempre as melhores, a gente pode por nossos joelhos no chão e deixar as lagrimas correm em nosso rosto, ou então podemos olhar os acontecimentos dos dias passados e aprender, tirar dos tropeços ou topadas da vida uma lição maior e nossa, sim nossa, por que ninguém alem de nós viveu e sentiu o que sentimos.
Um outro dia, amanhã , ou hoje é tudo que precisa para mudar a forma de se comportar a uma magoa, dor ou remorso, causado por alguém ou pior, por você mesmo, existe sempre um amanhã para corrigir os erros de ontem, e esse dia é hoje.
Diga o que sente, levante-se, cante, dance, pule, grite mas não deixe o dia passar vazio, ou oco, não permita que falte a você a vontade de viver, de seguir em frente por que no passado algo o te faz sofrer, perdoe, apague, e siga em frente, não se volta no tempo, se cria um tempo novo.
Tenho magoas e dores, mas todas vão ficar sempre no ontem, eu vivo o hoje e espero o amanhã, somente assim a gente pode ser mais bem sucedido na vida se olharmos os presente com possibilidades e o futuro como projeção de como ser melhor e como oportunidades de corrigir erros de hoje ou ontem.
Errar é uma conseqüência de tentar, nunca deixe de tentar, nunca deixe de arriscar, se sente vontade tente, se sente desejo pode ser que esse desejo te leve ao caminho certo de sua vida, pode ser que te leve a aprender algo. Evite erros, mas aprenda com os que tiver.
Se os erros se repetirem muito similares, muito parecidos é por que não aprendeu, é por que não entendeu a lição deles, ou então esta viciado, Aprenda a perceber a diferença entre desejo e vicio. Não se vicie em pensamentos negativos, ou relacionamentos que te trazem lamentos nos dias passados, por que assim ira ocupar seus dias de hoje e os de amanhã sempre com pensamentos de ontem...
Sorria ao menos uma vez por dia, mesmo que seja no espelho de manhã, se olhe e sorria, você merece e tem que sorrir, sem sorriso não existe brilho, sem brilho não existe luz e sem luz não se tem uma manhã, e um novo dia. Sorria e aceite sorrisos.
Levante a cabeça quando alguém quiser te por pra baixo, não aceite uma posição imposta e inferior, quem é superior a você nunca ira humilhar você e quem é inferior ira te respeitar, somente os medíocres criticam os iguais, reconheça as fraquezas e as qualidades dos outros e as suas principalmente. Saber seus limites é se respeitar, nunca se curve se os limites dos outros forem menores que os seus, motive o crescimento, mas não espere que aconteça rápido. Cresces leva tempo.
Amanhã prometa a si mesmo que vai olhar um fato de sua vida como se fosse alguém de fora, olhe e pense se toda as peças envolvidas tem culpa de algo ou não, nunca deixe que alguém se utilize de suas fraquezas para parecer melhor e mais forte, cada um é peça única na vida, e apenas as linhas em que andam podem ser juntas ou uma só. Tua vida é teu caminho.
Outro dia, é tudo que precisa para decidir, se segue pensando em um tempo que passou, em fatos do passado, ou olha para o futuro e anda em direção a seus planos, desejos, metas, sonhos e principalmente em direção a quem você quer ser.
A única pessoa que vai te julgar amanhã é você, e ela vai fazer isso com base nas escolhas que fizer hoje... Não se julgue por não te tentado... prefira o julgamento de ter falhado do que o de não ter arriscado.
Amanhã você vais ser mais velho, e vai saber que você de hoje era jovem e não entendia tudo da vida, não espere para dizer ou fazer por alguém algo que sente vontade, e não espere que alguém faça isso por você. Amanha pode ser um dia de surpresas, hoje pode ser um dia de surpresas... ontem é um dia conhecido.
Tire de sua mochila emocional o peso de seus erros do passado, abra espaço para experiências de hoje e sonhos para amanhã, ninguém carrega nas costas pesos de outras jornadas.
Olhe a sua volta, olhe fundo em você e se pergunte sempre.
Estou onde gostaria de estar? Estou como gostaria de estar? Sou como gostaria ser? Estou com quem gostaria estar? Se alguma dessas perguntas a resposta for não... procure corrigir rapidamente, o hoje acaba rápido, e vira ontem... e se uma vontade ficar no passado, pode se enterrar nos desejos de hoje... e nunca mais vai voltar a ser como gostaria.
Não deixe que os sedimentos dos atos antigos te impeça de andar, ou construir coisas novas, todo castelo foi feito com pedras antigas. Toda fortaleza é em si um lugar para se lembrar das vitórias e não para se esconder das batalhas.
Em fim.
Outro dia é tudo que você tem sempre, um dia o outro dia pode ser o ultimo, ou pode ser apenas o primeiro de uma nova jornada... e ai.. outros dias podem vir...
Mas no fim, no outro dia quem vai te esperar é sempre você mesmo, as vezes de braços abertos, as vezes de costas... Perdoe o seu EU de ontem...
Errar é aprender, reconhecer um erro é aprender duas vezes..

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

1 século...

Lembro o Velho sentado em sua cadeira de costume na varanda observava os netos e os amigos rindo e brincando, as brincadeiras de outros tempos, mais modernos, mas ele com seu porte forte, olhar marcante e os óculos ali no rosto sempre era o apoio a quem queria aprender algo ou apenas saber um pouco mais, uma caixa guardada no fundo da garagem, se bem que própria garagem era guardada no fundo desse velho.
Sabia mais do que mostrava, e a qualquer pessoa que passasse a sua frente desconheceria que ali sentado em uma cadeira, em uma varanda vendo os netos brincar e os amigos dos netos a produzirem uma algazarra em seu quintal existia um velho que amava as rosas, as linhas de um bom desenho e as notas dos teclados e órgãos que ele mesmo construía... era um avô para todos a sua volta. Com voz marcante, tão grande como a altura, talvez fosse alto para quem hoje é adulto mas na época era penas uma infante pessoa, mas impunha respeito e admiração quando se via serio e quando ria com os jovens de coisas bobas.
Sempre ali, observando o ir e vir na calçada gastava suas tardes fazendo rir e rindo, sempre que se perguntava algo ou se precisava de uma Peça louca de algo lá se ia ele ao quarto e em suas gavetinhas tinha sempre um “doce” aos olhos inventivos do netos , por que todos se sentiam netos desse grande “Vô”
Poucas vezes se via ele com olhar triste, e poucas vezes foi preciso ver ele dessa forma, ali a sua frente na varanda ele tinha tudo que seus olhos mais gostavam de ver, as rosas, os netos, e a alegria que ele carregava consigo.
Hoje a varanda vazia, sem netos, sem rosas, sem a cadeira... e sem a presença desse velho que era visto por tantos na calçada mas conhecido e reconhecido como avô, como um grande livro de conhecimento, hoje essa varanda deve lembrar com saudade do velho que completaria 100 anos...

E ainda assim é pouco para tanta saudade...Muitas saudades do Grande vô

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Castelo

Construído ali a beira do mar, parecida que não tinha como durar muito, mas o tempo já ia e ele se mantinha ali, uma torre ou uma parede já estavam corroídas e comidas pelas ondas e a cada vez que uma outra vinha ele sentado um pouco atrás pensava se seria ela a onda que destruiria todo esse castelo.
O vento também desmontava lentamente o castelo de areia, e ele sorria com as pessoas que passavam a seu lado e admiravam, era bem feito, e até bonito, mas inóspito e abandonado, mas ele mantinha o sorriso no rosto, e como criança alheia ao tempo e a força das coisas, deixava uma onda a mais tocar a base de seu castelo.
Aluguem passa, e tira uma foto, e seu comentário o faz acordar para as ondas... “Parece algo velho... fadado a acabar” ele agora olha o castelo e as ondas e pensa... que um castelo é feito para durar, e mesmo sendo feito de areia na praia deveria durar mais, muito mais. Ele olha e estuda uma forma de manter ele mais tempo em pé, constrói muretas, valas.. mas a cada onda. Um muro a mais deve ser construído e uma vala a mais cavada...
Mas a maré sobe, e com o tempo as pessoas se amontoavam a sua volta e ele mesmo correndo de um lado a outro sorria e mostrava estar em contentamento com os fatos. A cada segundo a onda sobe, e uma ou duas muretas são destruídas... e por fim... as paredes do castelo e ele de pé ao lado vendo onda por onda destruir o castelo...sorri ainda mais, enquanto algumas pessoas choram ele se aproxima e diz..
Por que ta chorando? Dando mais água ao mar? Deixa. Se sorrir pode aproveitar as ultimas ondas do castelo e ele vai ficar ai, na sua lembrança pra sempre... ao menos as partes boas..
E a cada onda se ouvia agora um som suave de palmas. A cada onda ele sorria mais...
No fim com todo o castelo apagado pelas ondas ele respirou fundo e alguém la do fundo perguntou o nome do castelo... e se ele iria fazer outro no mesmo lugar...
E ele respondeu
Sim vou fazer um amanhã, igual a esse. E bem diferente ao mesmo ponto, na verdade nunca será igual, mas será feito com vontade... e o nome é sempre o mesmo... amor...
Amar é construir castelos de arei a beira do mar, a gente pode fazer com todo cuidado, mas um mar, um oceano de tempo pode até destruir, mas ali na areia ele via existir sempre e vai sempre poder ser reconstruindo... basta existir verdade... e vontade...e principalmente amor

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

as vezes.

As vezes.
As vezes a gente passa pela vida se perguntando, até quando vamos viver assim, até quando vamos regar um jardim sem flores, vamos podar uma planta sem ramos, vamos abrir uma janela sem vista... e a resposta é simples, vamos sempre fazer isso quando enquanto acreditarmos que regando pode nascer algo bom, enquanto acreditarmos que podando vai nascer um broto bom e que na próxima vez que a gente abrir a janela vamos ver uma das melhores vistas.
As vezes a gente abre e vê, mesmo que por pouco tempo uma bela vista e mesmo depois, mesmo muito tempo depois, ainda consegue ver, basta fechar os olhos e ver, as vezes como Van Gogh , a gente pinta um quadro da vista que vimos, enquanto estamos trancados em um quarto em um dia de chuva... as vezes a gente até sente a brisa e o vento, e as vezes até o orvalho da manhã... mas só as vezes...
As vezes a gente abre a janela esperando rever a vista, rever os montes, vales, as arvores e tudo que te fazia sorrir, mas vê apenas uma parede de tijolos, ou uma janela vazia... sem ninguém a te acenar...
As vezes a gente poda um ramo, esperando que ele venha mais forte, e que as folhas verdes venham a tona, e transforme a planta em algo maior e bonito... mas nem sempre é assim, as vezes uma poda pode por bem longe as folhas... e na manhã seguinte nem orvalho te resta...
As vezes a gente rega, com vontade, as plantas, torcendo para que cada gotinha seja notada, cada gotinha seja absorvida e vire uma flor, aquela flor que brota em poucos lugares, aquela que de olhos fechados anos depois tu lembra perfeitamente da flor... do perfume.. e fechar bem os olhos... pode até ver a flor hoje... longe... balançando a ventos alheios a você... as vezes isso acontece...
As vezes a gente pensa que pode achar uma outra flor, uma outra planta uma outra vista... mas sempre a gente vai saber que nunca vamos achar planta, que mesmo sem as folhas que tu sonha te pareça mais bonita e mais digna de seus cuidados, e mesmo a paisagem parecendo simples, e bucólica a gente não consegue parar de olhar e olhar... e olhar...
E a gente sabe que mesmo se estivermos em um jardim com milhares de flores, todas perfumadas todas marcantes a gente sabe que mesmo assim nenhuma delas vai te fazer fechar os olhos e lembrar cada segundo que olhou para ela...
As vezes a gente vai invejar uma brisa alheia, um vento inquieto, as vezes a gente vai se olhar nos espelhos e pensar o por que de seus cuidados a uma flor serem tão improdutivos...
E as vezes a gente vai ficar sem respostas as nossas perguntas... mas as vezes..
Somente as vezes
Muito raramente
A repostas é simples
Tão simples como regar uma planta que não quer ser regada por você....
As vezes... você não merece....

domingo, 14 de fevereiro de 2010

DON QUIXOTE

Ok tenho que assumir eu não devia mais chorei, litros vendo um desfile de escola samba, a Escola União da Ilha, assim que o tema foi anunciado eu já sentei no sofá, e deixei me levar por esse enredo, e a cada frase do samba, a cada ala, a cada fantasia a cada frame visto eu debulhava uma lagrima, não por ser emocionante o enredo e sim por que trago em mim um simbolismos e uma ligação maior com o personagem homenageado no enredo.
Talvez por que hoje as coisas não foram boas pra mim, talvez por que me lembrei de males que fiz, talvez por que lembrei dos males que sofri, mas a verdade é que me lembrei em muito de alguém que perdi, e perdi de verdade, foi me tomada pelas mãos frias da morte uma pessoa por de mais querida, e talvez, não talvez não, com toda certeza ela me chamava de Quixote, o Don Quixote, o livro que lia para ela nas visitas ao hospital, e as noites papeando no telefone.
Chorei a cada comentário, a cada detalhe visto , a cada segundo dos 84 minutos eu me vi com olhos nas lagrimas, sim com olhos nas lagrimas já que era mais lagrima do que olho...
Lembrei de frases ditas por ela, por condições que ela me impunha, e por uma coisa simples, um único pedido, uma ordem na verdade, “Volte a ser quem você era quando te conheci” e eu lembrei que eu dizia isso a uma pessoa em poucos dias, e chorei muito mais ao perceber mais um sinal dela, a pessoa que se foi, me deu mais um sinal, “ Wbriuzito, volte a ser quem você era”.
E u não tenho sido eu mesmo, tenho me escondido e sendo por de mais triste, amando sim, vivendo sim como eu sempre fui, mas apagava a minha imagem apagava alegria .
Eu sou assim um tanto Don Quixote, um tanto louco que sonha viver esse período cavaleristico e sonhava ser um cavaleiro moderno e por tantas vezes fui, mas as vezes mais louco e enfrentava esse moinhos gigantes que não podem nunca ser vencidos por mim, se a Dulcinea prefere a realidade dura e fria de uma vida em moinhos de altos e baixos, ao invés de uma realidade amenizada por Doçura de tantas fantasias e vontades de amar verdadeiramente uma Dulcinea que ama seu Don Quixote.
Mas como o samba enredo diz, a gente não deve desistir dos sonhos, mas quando a gente acorda deles, deve-se viver, e sonhar quando for possível, ou apenas nas noites.

Mas devo eu pensar agora na minha doce amiga, e chorar e rir e rir por pensar
“É amiga... não bate com a cabeça dela não viu?.... ela ta sonhando o sonho dela...”

rede

Ele sentava a varanda de sua casa, a rede, o ar frio o computador no colo, ele lia e relia os textos trocados, a frases as confissões feitas em meio a noite, e até sorria mas o que tinha no rosto era um pesar maior, as lagrimas corriam frouxas em seu rosto, e ele se sentia menos do que poderia, e aceitava a culpa do que lhe era cabido.
Ele gravava as fotos, junto com os textos tentando fazer uma ordem cronológica de tudo, das viagens das festas, até mesmo das brigas, e mesmo elas ele recordava com carinho.
Ele fecha o laptop, e balança a rede, la dentro o som do radio tocando blues, e ele sente o vento tocar o rosto, e gelar a lagrima, é fato que sente a falta dela, mas por que bater as mãos em portas que não se abrem? Ele mandou ele entregou a foto, a melhor foto, e a verdade de seu peito, ele tentou de verdade fazer algo certo, mas... se ele errou ele sabe que deve aceitar a condição... e seu erro é apenas culpa dele? Ele pensa.... não existe culpado nesses casos... um peito lê o que quer, uma verdade pode ser vista como falsa e uma meia verdade como pura verdade.
Ele recosta a cabeça na rede, e a seu lado um beija flor poliniza inúmeras flores, ele fecha os olhos e em silencio diz o nome dela uma ultima vez antes de pensar que não deve mais dizer com o mesmo sentimento, ela fez a escolha dela, ela decidiu seguir seu caminho... ela estava certa em seguir seus sonhos... era uma oportunidade melhor...
Ele olha para os lados e seu telefone não tem nenhuma chamada recente, a ultima mensagem dela diz que sente falta dele, e que ele é quem ela mais adora no mundo, mesmo que enfatizando um traço seu ela diz que o adora... e ele sorri, apaga muitas mensagens, mas essa... essa ele não consegue apagar... talvez seja uma forma de se manter perto... mesmo ela estando longe...
O vizinho passa na rua e acena ele, acena de volta, o violão próximo o convida a tocar mas... o blues esta perfeito a cena. O sol se põe e ele lentamente adormece com os olhos vermelhos e a face gelada...
Até quando... ele pensa antes de dormir, até quando as coisas certas vão soar aos ouvidos alheios como erradas?
em pouco tempo seu telefone toca, e ele acorda... mensagem.... ele ate pensa nela... mas nada alem de propaganda... nada alem de um carro zero... ele volta a deitar
E olhando o celular vê a foto...
vai ser feliz... eu sei... vai ser feliz...
E eu espero ser também...
Pensa ele desligando o celular e se desligando do mundo por um tempo... ao menos... é o que ele quer...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Musicas

Ele deu o sinal e virou a esquerda, a rua logo a frente tornava-se mais larga, e os sinais pareciam querer que ele não fosse tão rápido, todo eles se fecharam , ele reduz a velocidade, para no semáforo no mesmo instante que o radio toca uma musica “Taking Chances” instantaneamente ele se lembra por que esta dirigindo sem destino...

Ela olha o olhava, e ele apenas inclinava a cabeça a frente, e deixou escapar um “Quem sabe” e saiu, a porta bateu atrás dele, e ele quase pode ouvir o som da voz dela dizendo “espera” mas ele logo entrou no carro ligou o radio e saiu. Mas qual o motivo de tudo isso? A tempos eles estavam tendo essas pequenas brigas e queixas, volta e meia um dizia algo que ardia os ouvidos do outro, e trazia aos olhos lagrimas longas e fundas .
Ele lembrou que por ser um tanto insistente, fora ele que provocará a briga, e tudo por que era desejo dele ter um fim de semana diferente. Mas ela tinha as coisas dela, os problemas dela, a vida dela a resolver e ele não era nada alem de alguém que a queria bem, ela não estava errada em dizer que “um dia quem sabe” no memento não era o dia e ele percebera isso agora ao virar uma esquina e ver um casal se abraçando no ponto de ônibus.
““Mercy” começa a tocar na radio, e ele até arrisca um sorriso, ele pensa, “ ela realmente deixa meus joelhos bambos” ele pensa em como e onde deve fazer o retorno para voltar a casa dela, e é na próxima esquina.
Olha para o relógio no carro e ok não é tão tarde, ele pode voltar e pedir desculpas, no caminho pensa o que fazer, mas falta-lhe idéias, talvez um simples, me desculpe, resolva talvez não...
Bem ele afasta o pensamento ruim, mudando de estação e agora “Bizare Love triangle” a batia animada mas a letra tensa o faz pensar que nada é como a gente pensa. E as vezes a gente escolhe viver algumas coisas... ele escolheu viver com ela, ela ainda faz suas escolhas... ele não pode privar ninguém disso.
Agora ele encosta o carro a beira da calçada a luz acessa, diz que ela esta acordada... ele caminha até a porta e bate uma vez, duas... e ela abre a porta... e tocando de fundo Came away with me
Ela o olha nos olhos com um rosto tenso e ameaça dizer alguma coisa ele diz antes..
-Perdoa... me perdoa... você tem todo direito e razão em fazer como quiser...
-As vezes eu penso que seria fácil dizer que sim, mas, não é melhor viver um dia de cada vez? Sabe, eu já tinha te dito que vamos deixar rolar...
Ele olha nos olhos dela, respira fundo e diz.. Vamos... é o melhor...

Ela o da um abraço, um beijo no rosto e um boa noite, a porta se fecha e ele volta ao carro e agora Renato Russo canta metal contra as nuves... e ele volta pra casa.. pensando... que as musicas sempre transforma uma cena comum em algo muito marcante...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

tic tac

As horas passavam judiando do pequeno menino, e ele só pensava em poder abraçar seu avo, mas tudo tudo tem uma hora certa, um momento certo, mas a vontade ja tornava insuportavel a vida do pequeno menino, as paredes brancas o relogio em seu tic tac, a poltrona desconfortavel pessoas estranhas indo e vindo, sempre com caras preocupadas, seu pai não estava ali, e sua mãe afundava a o rosto nas mãos... e as horas não passavam nunca...
Ele não entendia o motiva, mas sabia que sua mãe não estava bem, talvez fosse a espera para ver o avô de novo, mas o vô disse que entraria na sala e depois de algumas hora ia voltar pro quarto, não ia demorar, e prometeu levar ele para o parque do fim da rua de novo e seu avô nunca deixou de cumprir o que prometia
A mãe olhava o relogio na parede e confiria no seu relogio de pulso, o garotinho para a frente da mãe, segurando o queixo dela, olha nos olhos e diz
Ja ja ele ta ai mãe, vovô prometeu pra mim , me levar no parquinho... – A mãe sorri, mas não esconde que esta com medo e tremendo diz ao filho que vovô pode não voltar, por que foi tentar tirar uma coisa ruim dele...

Nesse momento o garoto olha pra mãe, e para o corredor a seu lado, e o corredor fica ainda mais longo... ele ja sabia o que era morrer, ja tinha visto peixes morrem fora da agua, e agora imaginava seu avô da mesma forma. E então olhou pra mãe e agora tentando confortar sem saber como disse apenas um
-Mas ele prometeu....
Agora as horas eram ainda mais longas, e o pequeno garoto via os medicos passarem, indo e vindo e a cada bater de porta... se levantava...e olhava, vez por vez
Até que sem aviso, sem barulho sem bater de porta , um homem parou no corredor e acenou para a mãe, ela levantou-se e pediu para que ele ficasse ali, quietinho... ele ficou, mas seus olhos ja se enchiam de lagrimas e ele nem sabia o por que... sua mãe deu 3 passos lentos e por fim ajoelhou-se no chão, o medico a ajudou a levantar... ele então notou que os dois, ele e ela agora choravam...
Ela por que perde-rá um pai, ele por que acreditou em uma promessa, mas seu avô não cumpriu uma promessa.... a ultima...

Poema

Dorme menina
(Weverson Garcia)

Fecha os olhos menina, já é tarde noitinha
Dorme alheia ao mundo a te cercar
Dorme linda, dorme bela dorme garotinha
Dorme amor, dorme até a hora de acordar
Dorme menina, la fora dizem que é errado
Mas o que importa mesmo esta bem aqui
no peito, quase no centro, no esquerdo lado.
Dorme menina, a tanta coisa pra seguir
Dorme meninas vai sonhar
Afinal pra que serve dormir
se não puder imaginar
Se quando acordar não puder sorrir

dorme pequena, já já vamos levantar
e assim com o sol a surgir
A gente vai se dizer a sorrir
Bom dia amor, é hora de levantar
Vai menina, vai dormir
eu fico aqui a velar
te vendo de olhos fechados sorrir
sabendo que vou sempre te amar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tudo vai ser como deve ser...

Ela o olha, com tanto pesar que o próprio ar a sua volta torna-se mais frio esfregando as mão ela o pergunta “Por que continua a fazer isso? Por que continua do meu lado!?” e ao dizer isso ela o observa atentamente, agora de costas ele se apóia no armário a olhando por um espelho, a outra mão vai a seu rosto e parece limpar alguma coisa. Ela tenta ler seus movimentos até que ele fala suavemente.
Toda vez que penso em ficar longe de você eu me vejo cercado de tristeza, Sei que seus problemas não deviam me afetar, mas eu não sei como não me envolver, não é essa história que te persegue ou você que não se livra desse peso, sou eu que não consigo deixar você para trás. – Ela ameaça falar alguma coisa e ele continua.
Não tem sentido algum eu te dizer o que deve fazer, e como fazer, se quando a gente vê ou ouve nossas histórias dita por outras pessoas tudo parece tão tolo, mas mesmo assim nada vai te livrar disso, E mesmo parecendo triste, as coisas são assim, e a cada vez que a gente olha para trás só faz mais confusão a nossa cabeça. – Ela abaixa a cabeça e o escuta ainda mais atentamente
Sabe, Toda vez que te vejo pensando dessa forma eu realmente rezo que eu esteja enganado e que não seja o fim, que você não venha me dizer as coisas que eu nem tenho como te dizer, e nem quero dizer, mas a verdade é que eu me sinto feliz com você, como nunca me senti antes, Vendo a gente hoje eu penso por que não podemos voltar a ser como éramos antes? Será que aquilo não pode mais acontecer? Eu realmente não entendo por que, mas eu quando olho pra você eu vejo muito mais do que você quer mostrar... E realmente penso, será que eu fazendo o que faço te mantendo do meu lado é como deveria ser? Eu admito que quero muito continuar com você, e seguir em frente sem te ver caindo em duvidas... Queria você comigo por vontade.
Ela então levanta os olhos e vê que ele esta de pé ainda apoiado no armário a observando pelo reflexo de olhos fechado. Ela se levanta e o abraça pela cintura Ele pousa a mão sobre os braços dela e se vira, levanta o rosto dela, e olhando nos olhos dela deixa escapar mais uma vez em uma voz rouca pelo nó em sua garganta um ...”Eu te amo” assim molhado em lagrimas.. ela apenas beija os eu peito, e passando as mãos nele como quem planta assim uma semente... olha nos olhos e diz...
Tudo vai ser como deve ser...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

um sonhador.

“Como se considera?” -Perguntou o homem de terno do outro lado da mesa. Enquanto anotava alguma coisa em uma folha de papel, O jovem então esfrega o queixo, reclina-se na cadeira e olhando o teto suspira e diz...
“UM SONHADOR”
O homem de terno o olha por sobre a armação dos óculos e, e soltando a caneta na mesa, diz em tom de confissão “e por que se considera um sonhador”
O jovem apóia um cotovelo na mesa, e olhando nos olhos do entrevistador pergunta “e quem não é?” o entrevistador o olha, e diz.. “eu não sou sonhador, sou um homem de ação, de atos.”
O jovem olha o entrevistador nos olhos e então começa a falar...

Todo homem na verdade é um sonhador, começa ainda jovem, quando sonha que pode mudar o mundo, e ai sonha em fazer algo grande, abrir uma empresa, negociar com pessoas importantes, sonha em viajar, para lugares distantes em falar línguas estranhas, Então quando fica mais velho sonha com uma promoção uma casa melhor, uma esposa bonita, um carro novo. Somos sonhadores sim, sonhamos e sonhar nos motiva, Eu só estou aqui por que sonhei em entrar para sua empresa, em construir uma carreira e quem sabe um dia estar sentado em uma cadeira de costas altas fazendo perguntas a um jovem sonhador.
O Entrevistador arregala os olhos e percebe que o jovem tem razão, ele deita a cabeça para trás e olha para o teto, lembrando-se de seus sonhos quanto tinha a idade do jovem a sua frente. Então ao baixar a cabeça, percebe que o jovem na verdade é ele.. e que a anos não se perguntava quem ele era.. e como ele se considerava..
O entrevistador esfrega os olhos, e o espelho a sua frente mostra a imagem dele com 23 anos, conquistando a sua primeira vaga de trabalho, e sua carreira tão sonhada...
Ele sorri, e diz a si mesmo “É eu sou um sonhador...”

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

hotel

Um som suave, baixo ao ouvido a faz acordar, um bom dia sussurado e ao abrir os olhos, lentamente reconhece a imagem dele sentado ao lado dela com uma bandeja de café da manhã, ela sorri soltando um “hummmm”suave e espreguiçando por debaixo dos lençóis, “Bom dia amor”diz ela se sentando na cama e agora notando o cuidado na bandeja, salada de frutas, mel, cereais, um suco e uma pequena xícara de café, ao lado e cobrindo boa parte da bandeja algumas pétalas de rosas.
Ela olha nos olhos quase que com olhar brincalhão, e antes que ela dissesse qualquer coisa ele fala ”Não sabia o que trazer para você, então trouxe um pouco de tudo...”ela sorri e diz “esta perfeito”
Os dois tomam café rindo e falando coisas bobas, sem sentido algum a ouvidos desatentos mas com toda importância aos dois, apos terminar ela deixa a mão passear nos cabelos dele e ele se derrete com tal caricia, ao velo sorrir ela pergunta, quais seriam os planos para o dia, o hotel tinha uma piscina convidativa mas a rede da varanda parecia mais romântica, “tornou-se romântica agora?”diz ele tocando o rosto dela suavemente e tirando os fios de cabelos que teimam em cair por sobre os olhos.

Um bejo longo se faz acontecer depois disso e depois o banho, ele cantarolando musicas antigas e ela sempre o chamando de velho, mas o riso é o mais presente no quarto de hotel.
Ela sai do banheiro, com sua bata colorida e um shorts jeans, o cabelo ainda úmido, e ao perceber ele esta de pé ao lado da cama, e sobre a cama dezenas de rosas.
“para que isso?”diz essa mais encantada que assustada.
-A gente nunca teve um dia totalmente nosso, estou apenas deixando ele mais especial, me ajuda a recolher as rosas?
-Você faz a bagunça e eu tenho que arrumar? - Diz ela recolhendo algumas rosas e então percebe... a cada rosa uma cordinha e na cordinha um cartão com uma única frase...
“Casa comigo?” – as lagrimas enchem os olhos dela e ela levanta os olhos, e ele fala..
-se quiser eu recolho....mas se reparar, acho que elas querem você...assim como eu... Sem espinhos, sem magoas.
Ela recolhe uma a uma e por fim quando todas estão juntas em seus braços ele estende uma ultima rosa... uma fita... e no fim da fita um anel...
“Casa comigo?”diz ele antes que ela calasse seus lábios com um beijo e as rosas voltassem a cobrir a cama.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Imagem nas lnuvens.

O velho senhor segurava a mão de seu neto como quem seguro um de seus maiores tesouros, o sorriso orgulhoso no rosto dele era visível mesmo por quem nunca viu alguém sorrir verdadeiramente, os olhos brilhantes do pequeno garoto descobrindo as cores, e plantas do parque o deixava inda mais feliz, vez por outra ajoelhava-se ao lado da criança apontava algum bichinho e contava a ele algo sobre esse inseto ou animal, o garoto sentia-se totalmente especial ao ver seu avô o olhando nos olhos e contando tudo que sabia para ele.
Os passos curtos do garoto eram respeitados pela vontade do velho de ficar mais e mais tempo com ele, a grama verde se estendia por longas distancias, e por fim o pic-nic estava ali, a toalha sobre a grama e a cesta com algumas guloseimas e os refrigerantes que seu neto tanto gosta.
“Deveria tomar suco e não essas coisa cheias de químicas, vão estragar seus dentes” e a criança já esbanjando inteligência diz “mas mamãe me disse que eles vão cair mesmo” o senhor aproveitava e sorria abertamente com a perspicácia de seu neto.
Deitados olhando o céu as brincadeiras do tempo de infância do senhor tomam formas novas na vida do menino, descobrir formas nas nuvens hoje são todos, garumon e digimons, antes, elefantes baleias mas mesmo assim o sorriso é largo. Até o neto de ficar de pé ao lado do avo e dizer
-Vô, a vovó ta no céu?
-...
-Em vô? Ela ta la?
-Sim, ta sim
-E a gente pode ver?
-Não, mas ela pode ver a gente.
-Eu nunca vi a vovó. Só em foto velha, ela era bonita?
os olhos do velho se enchem de lagrimas ele abraça o neto que pensa ter feito uma pergunta ruim e má hora, até que o avo o olha nos olhos e diz
-Sua avó era a mais linda das mulheres.
-E como ela era?
O avo abaixa a cabeça esfrega os olhos e levanta novamente olhando os olhos do menino, puros e sem culpa.
-Ela era doce, como algodão doce, aquele que come e desmancha na boca, e fica marcada na língua da cor que ele for, era cuidadosa como uma gata, cuidava dos filhos como ninguém jamais vai cuidar, tinha um sorriso lindo, capaz de fazer o tempo parar, e cabelos que lutavam para ter sempre a mesma força que ela. Sua avó era do tamanho certo para ser notada quando queria e passar despercebida quando era preciso, era capaz de fazer você se sentir amado com um olhar...
O jovem garoto olha o avô, e toca o rosto dele, e assim com as mãos segurando o rosto do avô com tanta candura e carinho diz.
-O senhor amou muito a vovó né?
- ... Amei... ou melhor ainda amo.
-Mesmo ela la no céu?
-Principalmente por isso...
O jovem menino abre os olhos e vê o rosto de seu avô tomado por lagrimas em cada ruga do tempo, enxuga então uma ou outra e novamente diz, de uma forma que ele e nem seu avô nunca esqueceram.
-Ela também ama muito o senhor la do céu, mas num pode ficar triste vô.. se ela chorar vai chover...
-E o dia ta lindo né?
-é... o dia ta lindo vô...vamos ver os macaquinhos?
-Vamos.... Disse o vô sorrindo e se levantando lentamente enquanto o jovem corre apressado para a trilha para ver os macaquinhos... e ele pensa...
“É velha... nosso neto sabe das coisas...” e acenando pede ao neto que espere... suas pernas cansadas não agüentam mais correr...

outro mundo...

O velho senhor sentava-se a varanda e observava o mundo passar por frente a sua casa. O mundo que ele viveu não mais existe e sua rua e aprova disso, a anos, ali logo a frente de sua casa existia uma casa grande de 2 andares e nela moravam uma dúzia de pessoas crianças que alegravam as tardes, hoje existe um prédio grande com muitas lojas e salas e escritórios.
Um pouco ao lado era a casa do Armando, um sanfoneiro de primeira linha, as tardes podia-se ouvir ele tocando os clássicos populares, e ao lado era a pensão da Dona Almeida, mulher de braços fortes que lavava a roupa e estendia no varal cantarolando Cartola. Hoje no lugar dos dois esta um prédio residencial que ninguém se conhece.
A própria rua, antes tantas arvores nela, hoje, apenas 3 ou 4, as crianças não correm mais de um lado para o outro, não existe mais corrida de bicicletas ou carrinhos de rolimãs, hoje os carros e caminhões passam por essa rua dia e noite e ele quando se deita na mesma cama de anos, e antes dormia com grilos e o som do vento nas folhas hoje dorme com os” vrum vrum” dos carros na rua. Tantas pessoas passam a frente de sua casa , ninguém o saúda um bom dia ou de longe acena, mas ele continua ali sentado a cadeira vendo o mundo passar a fronte de sua casa.
Casais se encontram em frente ao grande prédio, para ir ao cinema, ou para comprar algo nas lanchonetes, outros tantos descem dos apartamentos de mãos dadas e vão a outro pontos da cidade, e ele se mantém ali.
A anos morando onde antes viveu com sua esposa, ela o deixou antes que a casa a fronte fosse demolida, teria sofrido muito ao ver o mundo deles sendo derrubado tijolo a tijolo. Ela que toda tarde ia ao casa dar bolo e suco as crianças sentiria falta disso, mas provavelmente conheceria todos os moradores dos prédios, ela sempre soube ser conhecida.
Ele se levanta e volta a sua casa, o mundo la fora estava mais alheio a ele do que ele ao mundo, ele volta senta-se no sofá a frente da TV, e assiste sua novela, em um vale a pena ver de novo, a novela de ontem o ajuda a lembrar do som do acordeom do Senhor Armando, dos risos alegres das crianças e da voz marcante de Dona Almeida cantando versos do cartola... mas o cheiro que ele não consegue esquecer é o aroma doce vindo da cozinha, do bolo quentinho saindo do forno..
“ É velha... como esse mundo mudou... mas a gente sempre pensou que não era desse mundo mesmo...” e assim com sorriso perdido nas rugas do rosto, balança para frente e para trás com o suave som da cadeira ninando seus pensamentos de ontem...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Breves momentos.

Ele desceu os últimos lances de escada em um salto, já estava atrasado, não por descuido ou esquecimento, mas por obrigação, seu chefe o segurou por 5 minutos antes de seu horário de almoço e esses 5 minutos viraram 15 e ele estava atrasado...
Correu sob o sol quente do centro da cidade, desviando das pessoas alheia a sua pressa, seu coração disparado não pela corrida mas por saber que se aproximava dela, ao passar por uma rua pegou o telefone e ligou rapidamente .
-Oi, to atrasado eu sei mas já to chegando ok?
-Ta bom, já to aqui te esperando.
-Não falta muito já to quase em frente. Beijos.
-Beijos.
Agora era atravessar uma rua. E ele já á via encostada em uma pilastra, vestido com estampas, o mesmo que ela usou no ano novo... ele chega devagar ela alheia ao mundo a sua volta olha o relógio do celular até perceber que alguém esta parado a seu lado olhando atentamente ela.
Um abraço longo, onde as memórias dele entravam pela narina e faziam moradas no peito, o doce perfume de seu pescoço e o suave cheiro de seus cabelos, o aperto de seus braços a volta de seu corpo, as lembranças vinham uma atrás da outra, o primeiro encontro, o primeiro beijo, a primeira vez que foram ao cinema e se espantavam com a história que se repetia na tela, e a primeira vez que ela olhou nos olhos dele e disse, não da mais...
Ele se afasta, olha nos olhos dela e diz, com o peso e a euforia do encontro.
-Oi, tudo bem!?
-Sim, tudo e você?
-Tirando o calor, tudo... vamos tomar um sorvete?
-Milk-shake ok?
-Ok..
A conversa se desenrola inicialmente um tanto truncada e presa a perguntas freqüentes entre estranhos, mas ele não era um estranho e ela não era uma pessoa qualquer, após algum tempo já estavam falando deles, de como estavam e o que tinham feito no tempo longe, lembravam-se dos dias juntos e do tempo afastado, mas o relógio era inimigo de quem quer ficar junto a cada volta os afastava mais.
Os dois caminhavam lentamente ao ponto de ônibus, ela ao lado rindo de vez em quando e ele, matando suas saudades e deixando os olhos presos nos detalhes dela. O cabelo continua a convidar seus dedos, mesmo ele sabendo que não deve, toca... e busca a nuca como fez tantas vezes, depois toca as costas... e então percebe que esta acariciando alguém que não devia... e se afasta

-Já esta tarde você não tem que voltar ao trabalho?
-Tenho...
-Vai la eu fico bem aqui.
-Eu vou, mas... sabe, Desde que a gente se afastou eu fico pensando, por que? Sei que não tem muito mais a ser dito mas... sempre volta isso a me atormentar, ficamos tão bem juntos, tu sorri tão bem, e tanto, eu me sinto leve, sabe.. não tem sentido ficar longe assim.
-Olha, eu também me sinto bem, gosto de sua companhia, adoro falar com você, você me faz bem.
-Então por que estamos longe?
-É complicado.
-...
-Eu sei, o pior é que eu sei, mas, Eu não tenho como não pensar isso, já que penso que poderia olhar para qualquer pessoa diferente, poderia olhar para os lados e ver inúmeras pessoas e possibilidades, mas nenhuma, nem mesmo a melhor hipótese, nem mesmo uma que possa também me ver como hipótese é melhor do que você, Eu fecho os olhos e vejo seu rosto, eu te abraço e meu peito para, eu sinto seu cheiro... e volto a ser criança... e a saudade de estar a teu lado é quase como castigo.
As pessoas se juntavam a sua volta, não para ouvir a história mas como testemunhas mudas de uma cena simples e veradeira.
-Eu não paro um minuto de pensar em você, um segundo se quer tu sai de minha mente, eu olho você agora, com esse vestido, com esses olhos que me invadem sem nem fazer força e a única coisa que sai de minha boca é TE AMO, por que é exatamente isso que tenho aqui dentro, esse amor louco que eu sei que é impossível, mas... eu amo.
Ela desvia o olhar... mas mantém os ouvidos atentos ao que ele fala, ele por sua vez já deixa a angustia subir as mãos e braços e afunda os dedos em seus cabelos olha para o céu, pensa... e diz
-Eu vou então...
-Vai la...
Um ultimo abraço, ela pousa a cabeça no peito dele, e beija levemente, ele aperta sua cabeça suavemente, e beija, depois a olha nos olhos, e diz novamente Te amo, com os olhos já transbordando em sentimentos.
-Se cuida!? Me promete que se cuida? – Pergunta ele, tendo tanto a falar, sua única mostra de carinho saiu em um único pedido, de que ela cuida-se, outras tantas formas de dizer isso ficaram presas a garganta logo atrás de um ultimo eu te amo que não conseguiu sair. E travando a garganta o fez chorar.
-Sim me cuido..
E ele foi, passo a passo se afastava dela, mas seu peito ia no sentido contrario, a cada passo uma lagrima Coria em seu rosto, a distancia que se fazia era pesada, e ele por pouco não postou-se de joelhos...
Alheia a tudo isso ela pensava no quão importante foi o encontro pra ela..
e ele respondia a pergunta de desconhecios....
-Esta bem rapa?
-Sim sim... – Mas sabia ele que não estava... ela não estava ali com ele...e talvez nunca mais volte a estar.

Se afastar de alguém, por qualquer motivo que seja pode ser bem doloroso e sofrível, mas o pior é afastar sabendo que os dois juntos fazem bem um ao outro, mas por complicações de uma vida, tendem a se afastar... são como pólos de um imã, são iguais... e se afastam...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Eu podeiria ir ai

O telefone toca, ele levanta-se apressado, a hora já era das mais adiantadas, e ele não esperava telefonema algum, do outro lado uma voz chorosa diz um alo beirando a um miado, é ela e ele sabe disso, sua mão treme e ele apenas pergunta
- O que foi?
- Não sei, acordei sentindo que você não ia mais falar comigo.
- ... e eu teria motivos, certo?
- Sim... mas eu não gostaria.
- E o que posso fazer? Não foi assim que você escolheu? Não é assim que você quer que seja?
- Não, eu não quero perder contato com você.
- Nunca vou deixar de falar com você, ou pensa que o que passamos acaba assim?
-Não... eu sei que não.
-Nunca, antes de tudo, você é uma pessoa especial pra mim.
-..., mesmo?
-Duvida?
A conversa se desenrola e ela muitas vezes em lagrimas diz que sente a falta dele, o relógio alheio a vontade dos dois de que o tempo passe lento, mantém seu passo a passo, seu tic tac torturante, até que eles já estejam exaustos, e o temor de um rompimento total tenha se afastado.
-E sempre bom falar com você. – Diz ele com voz leve em tom de sorriso.
-Eu digo o mesmo, mas sinto falta...
-De que?
- De seus olhos em mim, sinto falta mesmo...
-Você não é a única.
-Quer dizer que tem mais sentido sua falta? – Diz ela brincando e com a voz em pura gargalhada.
-Olha, não vou negar, mas eu quis dizer que eu também sinto sua falta.
-De que?
-De sentir a sua pele, Sabe, as linhas do seu rosto estão sempre a minha mente, as vezes eu penso que tenho que te ver de novo, mas sei que é só um sonho...
-Sonho?
-Sim, por conta de tudo... é só um sonho..
-Sabe, não querendo te fazer acordar, ou te dar esperanças, eu penso em você, muitas vezes...
-E eu penso em você sempre.
-Mesmo?
-É.. . Mesmo.
-Ai...
-O que?
-Você... complicado isso tudo...
-Eu?
-É, e a falta que sinto de você
-Eu... bem... Eu poderia ir ai? Só para te observar?

Ele desliga o telefone, e vai sonhar...

As vezes, a gente se pega pensando se deve ou não fazer alguma coisa, se deve ou não agir, e essa duvida nos consome durante horas, as vezes dias e em casos terminais, meses, ou anos. Segundo alguns Filósofos – Querer, desejar, é o que gera sofrimento. Então não deveríamos desejar nada certo?

Bem, eu lanço um desafio, passe um dia sem desejar algo, um café que seja, viva apenas com o que te aparece a frente, por mais chances que a vida te dê para ser feliz, A gente sempre acaba desejando algo além, e muitas vezes esse desejo nos faz abrir mão de algo próximo e que nos faz bem, para viver algo longe,que nos satisfaz o desejo de querer, mas abre nossos olhos ao que deixamos para trás e parece agora ser o que nos fazia bem e satisfazia.
Pense bem, se não é o desejo que nos faz sofrer, e o desafio esta feio, quem passar um dia inteiro, sem desejar nada, ira ganhar uma camisa minha, com uma arte minha feita especialmente para esse desafio. Mas não vale omitir pequenos desejos, você não pode desejar a camisa... tem que merecer. Logo
Um dia sem desejos...aceita o desafio?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Realismo...

-Até quando vai continuar com essa postura? Gritou ela enquanto fechava as portas do armário, - Toda vez, toda santa vez é a mesma atitude, não importa o que eu faça você sempre me cobra, você sempre me pede mais.
Ele por sua vez apenas sentado na beira da cama olhava ela andar de um lado a outro. Não trazia no rosto Expressão alguma. Apenas acompanhava ela andar de uma lado a outro.
-Não entendo você, eu estou aqui não estou? Eu não venho te ver? Eu não trouxe roupas, escova, eu não tenho vivido aqui com você? Estou com você o que você quer mais de mim? Quer que eu abra mão de coisas que eu não tenho como? Hein?
-...
-Não vai dizer nada? Também não tem o que dizer né? Não pode dizer que não é isso, por que é.
-Não eu não falo nada por que não adianta, se eu digo que você esta certa , você vai continuar a gritar, e a dizer que eu não te entendo, e não te respeito, quando na verdade eu respeito até de mais, eu volto pra casa todos os dias sabendo que vou te ver, e que você vai me olhar e pensar em outra coisa, eu quero apenas que se entregue.
-E eu não to fazendo isso? Eu venho te ver, eu venho ficar com você...
-Ficar comigo...
-Estar com você, você me entendeu...
-Entendi
-Olha, eu to sem entender as coisas é melhor eu ir embora
-...
Ela caminha até aporta e ele vem alguns passos atrás, ela para a porta.
- Olha eu não entendo mesmo viu? a gente tava bem vendo filme, estávamos bem, por que foi invocar com isso?Eu estou com você poxa... você não me entende mesmo, você sabe que estou confusa.
- Olha, - disse ele em tom suave tirando do bolso um objeto – Leva isso com você, toda vez que se perder, que não souber para onde ir, volta pra ca, aqui tu sempre vai ter teu lugar, afinal, eu te dei todas as chaves, Você pode usar quando quiser.
Ela segura o objeto e sai pela porta,
Ele fecha a porta, e olha a sua volta... o apartamento parece agora inúmeras vezes maior.

Ela caminha até o elevador, abre a mão lentamente e vê, uma chave com o corpo dela em forma de coração.

Por alguns segundos ela pensa em voltar... mas não gostaria de parecer que foi por fraqueza...
Ela entende que todas as chaves que ganhou... essa a chave do coração dele é a que ela mais queria ganhar... mas seu orgulho... a impedia de voltar e pedir desculpas...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Onde nasce um amor?

sério, é uma pergunta seria. Onde nasce o amor? Alguns vão levantar as mãos e dizer que nasce no coração na forma de uma falta de ar, ou falta de uma batida, ou ao contrario quando tudo acelera e o mundo a volta parece diminuir a velocidade.
Outros que é um pequeno anjinho que lança flechas de modo cego no peito alheio, fazendo com que alguém se apaixone por outro alguém, se for um cara mais pagão, pode dizer que é um satiro que derrama nos olhos dos jovens gotas de uma flor especial.
Se for cientista vai dizer uma explicação racional, que o amor não existe é fruto de reações hormonais e de substancias químicas despejadas pelo corpo, por causa de um cheiro, forma ou que seja.
Eu porem vou dar a minha opinião de onde nasce o amor.
O amor é fruto de uma junção de pequenos atos, podem ser vistos como tolos, aos dias de hoje mas são em sua essência a semente de um amor.e são elas
Dialogo.
Não existe como um amor nascer sem esse ponto, por mais que exista uma vontade de se conhecer outra pessoa, se essa pessoa não se abre. E não fala com você sobre tudo.

Confiança
Confiar em si já é um ato de amor, talvez por isso essa seja uma das ações mais importantes para se ter um bom amor. Confiança e gerar confiança. Sem isso, o dialogo perde o sentido e o amor é não cresce.
Verdade/cumplicidade
Nada mais justo do que os dois juntos, se for amar, ame verdadeiramente, se entregue de verdade, não faça as coisas esperando um retorno, amor não pede nada em troca, e assuma uma postura de cumplicidade, esteja disposto a assumir parte da culpa se não der certo, não aponte as falhas do outro, nem questione as razões, apenas entenda que a outra pessoa pensa diferente, apóie. Motive esteja presente.

Por fim mas não menos importante. O amor é a junção de pequenas coisa, como um sorriso sem motivo, apenas ao olhar nos olhos, um polegar apertando a mão, uma vontade de deixar a ponta do nariz grudar atrás da orelha, receber ou mandar um sms na mesma hora que esta penando em mandar um ou pensando que seria bom receber um, é ligar na hora exata que a pessoa precisa de alguém para falar, é reconhecer na voz o estado de humor, é fazer de tudo para melhorar o humor do outro, é abrir a porta, e se encantar com uma lágrima ao falar sobre a família, é curtir uma tarde inteira no chão vendo filme e saboreando um prato especial, e perceber nos pequenos pontos a imagem complexa da outra pessoa.
É preferir estar em meio a uma briga, mas com a outra pessoa do que estar em qualquer outro lugar com qualquer outra pessoa, e estar disposto a correr atrás de algo deixado mesmo que o objeto esteja no bolso, e não passar a Mão na cabeça, mas apertar o coração e dizer cresça, e lamentar um termino, uma despedida, um até logo, mas esperar ansiosamente um ola, um volta, um novo começo.
Talvez o amor seja na verdade uma junção de tudo, talvez seja realmente algo divino, pagão, cientifico ou mágico... talvez o amor, o verdadeiro amor não seja algo que mereça ser estudado, e sim sentido.

O verdadeiro amor não é o que passa tempos querendo aproveitar uma vida, nem recuperar o tempo gasto com outro amor...
Acho que amor é em sua
Uma mágica sem explicação, o big bang, é a evolução dos sentimentos... amor, amar é algo que não se aprende nem em milhares de anos. Por que amar é desejar realmente, de todo coração, alma, substancias e hormônios que a outra pessoa sinta ao menos 1% do que você esta sentindo, e deixar que esse sentimento saia de você e vire você e tome conta de você... ai somente ai, quando seus atos forem de amor impensado, por vezes louco e contraditórios a razão, eu, você e quem quer que esteja amando vai poder dizer...

EU TE AMO... e vai ser de verdade... por que um amor só é bom se for de verdade e por copleto.

Bem então o amor nasce no dia a dia...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Conto de fadas...

- Como a gente se conheceu? Você lembra? - disse ela enxugando os pratos.
- Por que me perguntou isso? Você nem lembra o dia... – Disse ele olhando ela fixamente
- Claro que lembro... foi...
- Não lembra.. foi hoje..
- Serio? Já? 1 ano?
-Nossa....
- O que?
-JÁ 1 ANO, NOSSA SIM FAZ UM ANO QUE ESTAMOS JUNTOS.
-Não precisa gritar...
-Não é um grito sem motivo não é? Como pode... estou errado ou eu to sendo a mulher na relação?
- De certa forma sim... eu realmente não me toquei que era hoje...
- Bem, tudo bem... seu presente esta no quarto...
-Vai me entregar assim?
- É... com base no, não me toquei...
-... desculpe...
-Ta bom vai... deixa pra la... teu presente ta la, eu não tenho clima pra te entregar..
Ela sobe o lance de escadas passa pelo corredor, e abre a porta do quarto, na cama um vestido e próximo a ele um par de sapatos, o vestido um tom de vinho escuro, e um corte perfeito. O sapato combinando, alguém tinha perdido muito tempo procurando esses presentes...
Ela pega o vestido, para a frente do espelho... perfeito, os sapatos no numero exato, ela fica em duvida se deve ou não vestir.. por fim ouve uma voz.
- Se arruma.. o seu banho já ta preparado também.
- COMO?
-O vestido é só parte do presente....se arruma.
Ela entra no banheiro, a banheira com espuma e o cheiro dos sais de banho, ela entra. A água morna, como ela gosta... por algum tempo ela esquece do mundo lá fora, mas lembra que esqueceu de mais hoje.. e se arruma.
Ele por sua vez sentado no sofá, trajando um terno bem cortado, a vê descendo as escadas e mesmo um tanto quando deprimido sorri ao contemplar ela linda no vestido.
-Você esta linda
-Você também esta, olha eu ...
-shiii – disse ele tampando os lábios dela – Eu acabei de receber meu melhor presente...

Ela sorri sem jeito, e os dois saem , ele a leva em um lugar comum, um shopping. E ao subir a escada ele começa a dizer...
-Foi aqui que a gente se conheceu, lembro de tudo...- ele descreve todos os detalhes, as roupas que ela estava usando, como ela andou, onde parou, o que ele pensou, lembra até das falas... e ela, com olhos cheios de lagrimas água um remorso por ter esquecido.. ele segura as mãos dela e a leva ao terraço do shopping. Uma mesa solitária um balde e champangnhe.
- O que é isso? – Pergunta ela
-O meu presente.. vamos lembra a noite que nos conhecemos, e todas as outra noites depois dessa?
Vamos fazer a noite de um ano ser uma noite de retrospectivas... e perspectivas...vamos sonhar como vai ser o nosso próximo ano.
-NÃO..... vamos sonhar como VÃO SER OS PROXIMOS ANOS... é melhor..
Ele sorri ao ouvir ela dizer isso e enfim se beijam
Ele a olha nos olhos e diz.
-Feliz aniversário, meu amor
-Feliz aniversario... meu anjo.. – Diz ela...

Não existe final feliz na vida real, eles podem não ter vivido felizes para sempre, mas foram sempre felizes enquanto conviveram.

A Fita...

Ela voltava pra casa após um dia pesado de trabalho, e para ser honesta com ela mesma, desde seu café da manhã nada ia bem, uma frase mal posta pode gerar mais dor em quem fala do que em quem ouve. Ela descontara nele algumas de suas angustias, e magoas que ele pouco ou nenhuma culpa tinha, mas ela deixou sair de seus lábios algumas farpas que agora espetavam e doíam nela, mas hoje quando chega-se em casa tudo se resolveria ela diria a ele desculpas e esperava que isso bastasse.
No caminho de volta lembrou-se dos primeiros dias juntos, das noites agarrados, não vendo filmes passarem na TV, e até segurou um pouco a vontade de voltar no tempo,
Ela entrava agora na rua onde mora, a casa no fim da rua esta como sempre, apenas a luz da sala, o abjaur, e a luz do quarto, provavelmente ele esta la... ela respira fundo e abre a porta...
Velas se espalham por todo o ambiente, e uma fita vermelha estendida no chão como um caminho a ser seguido. Ela, instintivamente coloca a bolsa no aparador, fecha a porta e segue, algumas pétalas de rosas, e um bilhete “ Desculpe, As vezes esqueço de te dizer algumas coisas” ela tampa os lábios com uma mão enquanto lê e segue a fita estendida que caminha até a escada...
mas alguns metros e outro bilhete “Mas, não é culpa minha, acredite” agora enrolando a fita e segurando os bilhetes ela sobe as escadas e no fim dos degraus mais um bilhete “ É palavras as vezes não diz muito”
O corredor com pouca luz e a frente apenas a fita passando por todo ele, e entrando por debaixo da porta do quarto ela suspira e chama seu nome, mas não tem resposta, alguns metros outro bilhete “ e as vezes, a gente fala de mais” e mais um logo a frente “E acaba dizendo algo fora do lugar” e outro
“e não adianta. Pedir desculpas, são só palavras” ela não entende o motivo, ela fora rude com ele, ela disse coisas que o magoavam, por que ele escrevia aquilo...
abriu a porta, e a fita se estendia até a cama, e sobre a cama mais uma envelope, e uma caixa embrulhada com a fita.
ela caminhou até a cama, procurando por ele na casa mas nada... apenas ela a fita os bilhetes, o envelope e a caixa estavam na casa...
“ Por muitas vezes deixei de te mostrar a sua importancia pra mim, não é dizendo e escrevendo coisa bonitas e bem pensadas que vão fazer você se manter a meu lado e sim agindo, mostrando a admiração que tenho por você e por sua postura a vida, embora tenhamos tanta coisa em comum ainda não tínhamos o que esta na caixa... abra e me diga se quer”
ela pega a caixa e ao abrir seus olhos já se turvam, e mais parecem um mar, castanho, molhado e salgado, dentro da caixa existe um bilhete dizendo
“Quer casar comigo? E casar de novo todos os dias que vierem depois? Dia após dias, eu sei que me casaria com você. Por que não me vejo com mais ninguém alem de você” e com uma fita por dentro dela, uma aliança dourada...
As lagrimas correm o rosto dela, ela procura pelo quarto e vê na porta.. ele de pé, um sorriso perdido no rosto e os olhos mais molhados que o dela, ela apenas olha suspira e quando ameaça dizer ele fala antes.

Sabe, a tempos a gente vive junto a tempos a gente divide tudo, angustias,felicidades, preocupações mas você nunca tinha dividido comigo como me sentia em sua vida, e hoje em meio as suas frases duras eu vi um sentimento perfeito, vi que me ama. E não é uma briga como a de hoje que iria me fazer deixar de te amar, na verdade, percebi que te amo mais... casa comigo?
A resposta veio em um simples e eloqüente beijo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

formspring.me

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amanhece...

Hoje foi um dos dias em que não lutei para fechar os olhos, em me esforcei na verdade, os pensamentos, todos eles, bons ruins tristes ou felizes estavam fervilhando em minha cabeça e eu não parava de pensar um segundo, deitei na cama algumas vezes olhando o teto tentando parar de pensar em uma ou outra coisa, e pessoa, mas não conseguia. A cabeça sempre dava voltas e parava no mesmo ponto.
Quando me sentei no sofá o dia tornava-se noite, escurecia pouco a pouco o café já tinha acabado e eu mantinha a TV ligada apenas para me fazer companhia, me cerquei dos travesseiros, e de filmes para não pensar mas mesmo assim, mesmo vendo alguém degolar outra pessoa, ou desarmar uma bomba no últimos segundo eu me via pensando novamente na mesma coisa...
DECEPÇÃO... por fim após umas tantas viradas na no sofá por conta de uma dor renal terrível e ter tomado umas 4 ou 5 garrafas de suco, eu já me perguntava por que eu me importava tanto com isso, decepcionar alguém é assim tão importante? E é ao menos pra mim é algo relevante, até por que quando decepciono alguém é por que esse alguém esperava mais de mim. Mas e eu?
Eu esperava o mesmo que esse alguém? Não na verdade eu tenho a mania de me obrigar a ser mais, ser melhor e ser realmente diferente. As vezes acho que meu minha vontade de ser melhor me decepciona, por que hoje, quando os raios de sol já inundavam o meu apartamento, eu me dei conta de que eu sou passível de erros, e que deveria despir-me dessa meta idiota de ser melhor quando na verdade eu sou apenas humano, e ai nessa hora eu percebi que tive um grande lição hoje. E agradesci por isso por ter me dado uma mostra de que não estava sendo humilde, e sim prepotente a ponto de julgar uma outra pessoa, que nem conheço.
Assim como fui julgado sem me conhecer, ou como algumas pessoas apontam sem saber os motivos de nada. E de fato conforme o dia vinha se tornando mais forte, eu por minha vez ia me tornando mais escuro, e frio, não de uma maneira ruim, mas assumindo que realmente falhei e decepcionei quem eu gosto, e que me é importante. Então ali vendo a luz chegar perto de minha cama, eu me levantei e vim ao computador escrever mais um texto. E terminar este com uma frase que fosse motivadora a mim mesmo, e a quem viesse ler, e que ao ler a decepção causada pudesse ir embora...
Foi ai que me dei conta...
Nada do que diga pode retirar uma decepção, afinal alguém esperava mais de mim, e não são palavras que vão curar isso.. são atos... atos mostram mais de alguém do que palavras...
Lembrei de uma musica que diz,
“olho e examino minha epiderme, olho e não vejo a tua luz, se não notas-te que sou verme, é nunca estrela eu te supuis “
Então respirei fundo e escrevi essa ultima linha
Eu não sou estrela nem sou verme, não brilho nem me escondo em lama, errei, admito...
Mas me diz que não errou nunca uma pessoa que ama?

Telefonemas ao meio da noite.

Era tarde da noite, e ele não conseguia largar do telefone, a conversa nem estava das melhores, o assunto era tenso, e ela suspirava de pesar do outro lado, as dores dela o preocupavam e ele não conseguia deter seus sentimentos por ela mesmo sabendo que eram errados e contraditórios em tudo que ele acreditava, mas não conseguia manter quieto o peito dele calado, e nem distante do som,mesmo que sofrido de sua voz.
Ele buscava no fundo de sua própria dor uma forma de animar a ele, mas o que podia dizer? Nada vinha a sua cabeça a não ser dizer e repetir que ele sentia a sua falta, e que o homem que não notasse o valor dela seria de fato um cego... mas isso não bastaria, e ele se mantinha apenas ali dizendo... ok.. pode falar, ficar ali para ele era talvez a única solução, deixando que ela percebesse que ele estava ali não por que ela o tinha ligado, mas que para ele era mais importante vela, ou saber que ela esta melhor do que algumas horas a mais de sono.
Ela por sua vez, pensava no motivo de sua dor, e notava que ele, o amigo que ela confiava estava sempre presente, e era ele que estava sempre tentando fazer ela sorrir, então ela fala
-Me conta uma história? Me conta algo pra me fazer bem?
Ele suspira fundo ...
-Poxa não sei.. não sei o que contar – Disse meio sem jeito
-Poxa tu é criativo, vai me conta algo pra eu dormir sem pensar em coisas ruins...
- Bem... – Começou ele então a contar a história de um jovem que era perdidamente apaixonado por uma mulher que por sua vez era apaixonada por uma outra pessoa, e essa pessoa não via na jovem menina uma mulher forte e segura, até por que com ele, o seu amado, ela se sentia insegura , contou que o primeiro jovem, o que amava a donzela punha em sua janela toda noite uma flor, e um bilhete, no bilhete não escrevia nada alem de umas poucas frases dizendo “fique bem, e sorria sempre” e na manha seguinte mais uma flor dizendo “ hoje é o dia de sorrir... sorria”
contou que a donzela acreditando ser de seu amado as flores e bilhetes se encantava mais e mais, porem durante o dia ele era frio e distante, o ser amado, não tinha por ela o mesmo apreço porem ao perceber o afeto que transbordava dos olhos dela, aproveitava-se disso. O jovem apaixonado ficava desapontado com o descuido de sua amada que não via a ele, ali. E então deixou de dizer e escrever o que escrevia.
Ela notou a ausência de suas rosas e bilhetes percorreu os arredores da casa e viu um jovem florista, e o perguntou se alguém vinha todo dia comprar flores com ele, o florista sorriu e disse sim um de meus melhores fregueses, A donzela perguntou quem era, e o florista apenas apontou ao jovem que sentado a fronte da casa dela todos os dias, a via sair e voltar de casa e dizia Bom diz senhorita, e boa noite senhorita...
ela foi até ele e perguntou se era ele que escrevia as frases e ele disse
-Sim todos os dias, um pedido de que sorria, e todas as noites um desejo de que nunca deixe de sorrir.
- E por que?
-Por que quando a senhora sorri, minha vida parece mais segura, mais fácil e mais aceitável, mas não sou egoísta, também peço que sorria por que assim tenho eu certeza de que seu dia vai ser melhor, mai seguro e aceitável.
- e por que parou de me por as rosas?
-Por que passei a te amar...
-e por isso deixa de me fazer sorrir?
- Por que minhas fores e frases estavam levando a senhora aos braços de outro.
-Mas eu não estava sorrindo?
- Sim, os mais belos sorrisos que já vi... mas não era pra mim... e nem por mim....e eu me invejava
-Mas eu amava a suas flores...
-Mas não me notava a seu lado todos os dias...
-Eu amo a outro...
-E eu amo as rosas....
Assim depois de contar a historia ouviu de sua amiga uma frase
-Você me faz pensar em coisas que não devia, mas me faz bem saber que tenho alguém que me deixa flores na janela toda noite.. Obrigada, boa noite.

Boa noite disse ele, e pode dormir tranqüilo pois sabia que ela reconheceu os recados e flores...
Mas sabia que o peito dela era de outro... e a ele bastava saber que ele poderia ver seu sorriso todo dia... e ser reconhecido por ela como um pequeno que fosse motivo para sorrir.