Por que um baú?

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tão estranha e fria foi essa noite.
(weverson Garcia - 08/10/09)

Tão estranha e fria foi essa noite, notaste?
era vento uivando na janela fechada, assusta
e a fina colcha nem aquece ou cobre, esquenta
e meus dedos, de frio se nega a dobrar, em riste.
Chacoalho a cabeça, afugentando pensamentos
afundo o rosto no travesseiro, de paz e sono
foram tão poucos os pequenos momentos
Abro a geladeira, olho, olho e só de olhar nem como

Tão fria a noite, e eu nem entendo, uma nova coberta
um novo edredom, que seja, que venha mais um então
e mesmo imóvel sob o peso das cobertas, percebo então
que alem de mim, minha casa é deserta
Não é um frio externo que me assola
me, é o vento na janela que me assusta
e sua falta, no teu espaço, não gusta?
são fios vermelhos que me consola

Mas o teu espaço não é no colchão a meu lado
Nem de certo a noite se esquenta com ou sem camisola
teu lugar e no meu peito, no coração inda não conquistado.

Percebi no meio dos calafrios, na espinha
que não era realmente frio que eu sentia
era quente meu peito, e tudo fora esfria
esquenta o que pode ser fogueira um dia

2 comentários:

Ana Carolina disse...

Esquenta o que pode ser paixão um dia?
Às vezes pequenos e poucos momentos são tão intensos que ficam marcados em nosso peito por tanto tempo que nem conseguimos entender.
O vazio que fica é grande, parece ser impreenchível.
E ficamos apenas com o vazio e a incógnita do que pode e irá acontecer.

Ana Carolina disse...

"A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos tão desamparados diante dela. É como uma janela que simplismente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio, e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi." (Memórias de uma gueixa - Arthur Golden)