Por que um baú?

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sexta-feira, 12 de março de 2010

Antes de casar sara...

Quando era pequeno ele corri a no quintal despreocupado mas volta e meia um ressalto no chão ou uma pedra o leva a um tombo, os joelhos já ralados ou as vezes um corte lhe eram então as maiores dores que poderia sentir, e doía , os olhos vermelhos, e as lagrimas corriam no rosto. A mãe ao longe ouvia os gritos e com o tempo aprendeu a reconhecer um grave de uma breve dor, as vezes lá da cozinha, dizia um “Dói nada, já já passa” ou “Magoou meu anjo? Corre aqui corre?” e as vezes com abraço e carinho materno a dor se ia...
Ele cresce, e correndo no mundo as vezes um ressalto, um sobressalto ou uma pedra o leva ao chão, ele cai, se machuca se rala se fere, e logo se lembra das dores de um joelho ralado, dos cortes da roseira, das feridas simples e que com um carinho e abraço de mãe quase que instantaneamente paravam de doer... mas hoje, homem, o menino não ouve mais a mãe gritar de dentro da cozia em tom suave o “corre aqui” ou “Meu anjo” ele é quem vai a ela sem muito a dizer e posta a cabeça no colo dela e conta dos arranhões e dores da vida.. e ela olhando nos olhos dele diz “Quando criança, as piores dores que sentia eram dos tombos... mas um coração que cai e se parte dói muito mais... mas meu anjo... assim como os joelhos ralados o coração também sara.” E novamente ali, nos colo da mãe ele, sabe que é verdade e toda dor passa.
Fecha os olhos e lembra com exatidão cada tombo que seu coração infante levou na vida...e com um beijo leve na testa, ele ouve “Dói, mas não há de ser nada... já já passa.” E um carinho o faz esquecer a dor... e dormir novamente como criança... como a muito não dormia.

Um comentário:

Simone disse...

Sabedoria de mãe né, tem que ser verdade, tem que passar. Às vezes não acredito que vá passar, mas até essa descrença passa, e eu fico esperançosa de novo =)