Por que um baú?

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terça-feira, 27 de abril de 2010

4EVER

De olhos fechados ele aperta os braços contra o peito a dor é grande e dos olhos correm lagrimas, se torna cada vez mais difícil abrir os olhos e voltar a ver as coisas a sua volta, vez por vez, uma atrás da outra as ondas de dor, e frio o fazem fechar mais e mais os olhos, suas unhas já marcam a pele, e seus dentes já arrancam sangue dos lábios.
Mas ele sabe que nada é para sempre...
Quando era mais novo acreditava no eterno, em coisas que eram feitas para serem indivisíveis, indestrutíveis, como diamantes e átomos mas hoje a ciência já provou que átomos podem ser partidos e diamantes não são eternos... nada é.
Quando criança ouvi certa vez seu avo dizer que amor, o verdadeiro amor era como uma jóia, um diamante único, mas tarde disse isso a uma amiga, e depois a uma paixão, mas diamantes não são eternos, e nem os átomos são indivisíveis, a amiga se foi e a paixão se desfez.
Abraçando a sim mesmo, com olhos vermelhos mas com a face ardida pelas lagrimas salgadas, ele não abre os olhos e se mantém ali, olhos fechados, dedos cravados em seus braços, respiração densa...
Mas nada é para sempre e na manhã seguinte, ao acordar, as marcas nos braços e o lábio cortado, são as únicas coisas que sobraram do dia que passou. Nem magoa, nem tristeza nem rancor... apenas uma marca, talvez a única que o tempo, nem os cientistas possam destruir ou dividir.
Uma marca que vai durar para sempre.

Um comentário:

Ana Carolina disse...

Existem momentos que queremos eternizar, pessoas que, apesar de não sermos eternos, queremos que vivam para sempre ao nosso lado.
Mas sabemos que nada é para sempre...
A partida nos proporciona uma dor indescritível, dor em lugares que não imaginávamos que poderíamos sentir, pensamos que nunca iremos esquecer, mas o nunca é muito tempo, e não temos tanto tempo assim. E essa dor, ahh.. ela também não é para sempre.