Por que um baú?

Bem, quem acompanha minha tentativa de escrever algo que seja bom ao leitor,vai poder voltar aqui, abrir o baú e ler, pensare espero eu que comente nos textos afinal, esse baú é para guardar pensamentos.
Deixe aqui o seu também.

domingo, 30 de maio de 2010

sem motivos...

Certa tarde ele abriu os olhos, e de sobre salto sentou-se na cama, como tantas verdades poderiam ter passado despercebidas por seus olhos,como ele poderia viver tanto tempo sem isso como ele poderia aceitar uma verdade menor que essa que ele descobrira agora, deitado na cama de olhos fechados ouvindo o som da rua...
Levantou-se ainda mais de sobre salto, e correu quase tropeçando em seus chinelos, correu ao telefone, e os 10 digitos foram tão rapidamente digitados que ele mesmo não percebeu se tinha feio a combinação certa... toca uma duas 3 vezes a voz caudalosa e saudosa o atende um “alô” suave ele já sorri e antes mesmo de dizer qualquer coisa diz... “obrigado”
No outro lado a sua mãe responde um “por que?” inda mais digno de lagrimas nos olhos de qualquer ser que possua um coração, e ele jovem aperta o telefone com quem abraça um ente querido e apenas diz.
Obrigado por ter me dado uma coisa simples, uma vontade louca de ser melhor..
Ela, depois de um longo, mas... mas.. pergunta.. “E o que eu tenho disso?, o que fiz que te deu essa vontade?”
Me mostrou que se esforçar na vida é o que vale se curvar e aceitar uma culpa não é pecado, sorrir quando te apontam por qualquer motivo é mostrar que não se importa, mas depois tentar sempre fazer que te mirem na rua por bons motivos, em fim... me ensinou a ser humano, no sentido maior da palavra.
Do outro lado, a voz já suspirou lentamente, e com a voz embargada disse
“e quando é que eu vou poder dizer obrigado?”
“e por que faria isso?” perguntou ele.
Por que mesmo eu não acreditando que mereça seu agradecimento eu vejo que tenho um filho HOMEM no sentido completo da palavra..
O telefone é posto no gancho depois de algum tempo e cada um em sua cidade senta em sua cadeira entendem que a maior verdade do mundo é...
“ninguém seria quem é se quem veio antes não fosse quem eles foram”
Exemplos muitas vezes são dados as ruas mostrados em telas, mas poucos são seguidos, poucos são os exemplos que valem a pena ser seguidos.
Nós, você eu e todo mundo que vive se depara com cenas de falta de respeito em novelas, traição, falsidade e mentiras mas poucas vezes nós olhamos para o passado e vemos em nossos pais alguém pessoas que são exemplos, ok ok.. existem pais que não são exemplos de nada, mas e os bons?
Eu sempre admirei uma boa mãe, e um bom pai. Mesmo quando não eram os meus, sempre vi atitudes que são dignas de serem admiradas.
Mas quando despertamos para as simples atitudes familiares que são confiança e respeito a gente descobre que isso é a base de um bom ser humano.
Então, hoje, sem motivo algum, sem ser dia de pai, dia de mãe, dia de sogra, namorada,esposa, filha ou o que seja eu gostaria de desejar aos pais, mães, filhos e filhas, meus parabéns. E meu desejo de que sejam sempre motivos de orgulho, tanto para os que vieram antes, como para os que vão vir depois.

terça-feira, 25 de maio de 2010

estou fazendo a coisa certa?!?

Ele acordou novamente assustado, não com os sonhos antigos, ou pesadelos novos, mas com um receio de que poderia estar cometendo um erro, talvez na mesma hora em outro canto da cidade ela penteava seus cabelos e se preparava para seu dia de momentos repetidos como o dele também é, ela talvez mantinha a vida em seus planos, sem muito o alterado mas ele... agora em frente ao espelho arregalava os olhos... e esfregava forte e repetidas vezes...
“Será que estou fazendo a coisa certa?”

Ela tomava seu café reduzido e ele um banho rápido, mas para espantar os pensamentos da noite que qualquer outra coisa, no radio uma musica antiga tocando e ele com a cabeça enfiada no jato do chuveiro pensava
“será que estou fazendo a coisa certa?”

Ela entrava no ônibus e seguia seu caminho, talvez com a cabeça apoiada na janela tentando não pensar no dia, e ele apoiado na pia olhando seu rosto molhado continuava a se repetir a mesma pergunta.. e a resposta era sempre o medo...
Mas medo de que? Ele já era um homem maduro, velho, com seus fios brancos como troféus orgulhosos de cada ano vivido, mas ela... ele tinha medo de fazer a ela algum mal, ferir de qualquer forma um peito novo... e isso ele nunca desejou fazer.
Sentado no ultimo banco do ônibus ele via todos os passageiros entrarem e saírem e sempre se perguntava a mesma coisa. “será que estou fazendo a coisa certa?” a certo momento levantou-se puxou a corda a porta se abriu e ele desceu...
Não era o ponto... tinha descido antes, o que o fez andar umas 2 ou 3 quadras a pé e sozinho... foi ai que ele sorriu... olhou para os lados e pensou...
“estou fazendo a coisa certa!?!” afinal ele pode continuar seguir o caminho andando com os passageiros do ônibus ou pode saltar e seguir a pé e sozinho até o próximo ponto... mas ele deve sempre seguir o caminho certo... “o melhor caminho é o caminho certo”... lembrou do seu velho pai dizendo...
A Gente nunca sabe se esta fazendo a coisa certa com a gente e sempre teme esta fazendo a cosia errada com outra pessoa, temos medos de magoar e muitas vezes até desiludir alguém, não que tenhamos criado uma ilusão mas por que deixamos alguém criar essa e as vezes quando mostramos a essa pessoa essa ilusão somos nós que saímos culpados por tal ato... e de certa forma somos.
Viver, nunca é e nunca vai ser fácil, é de fato um ato complicado, já que viver sozinho pode parecer fácil, caminhar umas 2 ou 3 quadras sozinho pode parecer acolhedoramente seguro, mas como no ônibus qualquer um pode escolher saltar a hora que quiser, e seguir o caminho que quiser.. basta deixar a cordinha ao alcance de todos...
Espero que todos os passageiros dessa lotação possam escolher e saibam escolher o melhor momento de saltar dela.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

hora certa

Chovia, uma garoa fina e constante a marquise servia como proteção mas ridiculamente insuficiente, a calça de jeans e as botas pesavam com o tempo exposta a constante chuva... isso a fazia pensar que tanto intensidade ou tempo são dispares mas ao mesmo tempo tem o mesmo resultado.

O cigarro no canto de boca o fazia lembrar do vicio que gostaria de largar, mas o vicio maior o fazia ficar ali, com as botas molhadas e a calça encharcada em frente a uma janela que não se abria a tempos... os carros passavam alheios a sua presença e a cada tragada do cigarro ele mesmo ia se esquecendo de sua existência... e o frio de fora ia se equiparando ao frio do peito.
Aos poucos as luzes foram se acendendo, e a cortina se abrindo, ele pode ver os contornos dela antes que ela percebesse ele do outro lado da rua, ele apagava o cigarro na sola da bota e com passos decididos atravessava a rua, agora a chuva pouco importava.
Ela por sua vez calçou seus chinelos pegou um casaco e desceu os 3 lances de escada... chegando a porta antes que ele tocasse a campainha e como um gato saltando sobre o rato lançou-lhe a fatídica pergunta.
- O que faz aqui?
- Precisava te dizer uma coisa. – Disse ele mais de conta partida e com olhar baixo.
-Ta, então diz logo, sabe muito bem que não quero que venha aqui.
- Estou indo embora.
-Como? Não entendi.
-Eu estou indo embora, vou sair da cidade, na verdade vou sair do pais.
- ... E daí!? ... o que tenho eu com isso? – Disse ela com a voz iniciando um tom de receios
- Na verdade nada, estou cuidando de mim mas precisava te dizer isso. Precisava olhar uma ultima vez nos seus olhos e dizer isso... e tentar notar neles se o que me diz agora é realmente verdade...- disse ele levantando o rosto e a olhando fundo nos olhos.. – Eu to indo embora...
- ...
- É estranho mas percebo que mesmo dizendo e fingindo uma postura de pouca importância a esse fato, você se incomoda com o mesmo.
-Me incomodo com o que?
- Com eu sair... ainda mais de sua vida.
-Não me incomoda... disse ela segurando seu cotovelo e mexendo com o pé
-Não? Te conheço a tanto tempo que sei bem quando se incomoda... e esta assustada.
-Sim admito que sim, esta indo para longe como quem foge de alguma coisa. E existe algo para fugir? Eu acho que não.
-Sim existe.
-O que?
- Fujo de você...
- De mim?
- Sim, se aqui do pensamento eu não consigo te tirar... quem sabe te tirando dos olhos eu te consiga não pensar tanto em uma coisa que sempre quis te dizer mas nunca achei que fosse a hora certa...
-... e o que seria?
- Não é a hora... de que adianta te dizer agora...
-... nada... ou quem sabe... tudo...
-Lembra do dia em que te levei para o corcovado? Estava uma tarde fria, um pouco parecida com essa, só que não chovia, você me olhou nos olhos e me perguntou “ por que me trouxe aqui em um dia nublado?” bem eu tinha pensado em te dizer um monte de coisas mas seu jeito, e como parecia distante aquele dia me fizeram segurar...
- Me dizer o que?
- Dizer o quanto penso em você, todos os dias, como teu sorriso ilumina mesmo sendo um dia de chuva, como você estava linda com os cabelos soltos, mesmo aquela mecha que teimava em cair sobre seus olhos, e como eu gostaria que aquele dia fosse longo o suficiente para poder dizer tudo que sentia... e principalmente para te fazer uma pergunta.
- Que pergunta homem? Tu me perguntava tanta coisa, aliais repetia as mesmas perguntas sempre...
- essa eu nunca tinha feito... ia te perguntar... “ quer casar comigo?”...
- ...
- Mas a verdade é que mesmo que eu tivesse te perguntado ali, ou no jantar uma semana depois, ou no dia de seu aniversário, na festa de fim de ano, no dia da briga que tivemos, no nosso aniversario de namoro, não importa... não importaria o dia que eu escolhesse nunca seria a hora certa..
-Por que você não perguntou?
-Adiantaria?
-Acho que sim...
- Quer casar comigo?
-...

Na verdade nunca se soube se era ou não a hora certa, e se adiantou ou não ter perguntado, não existiam testemunhas, ninguém viu a porta se fechar, ou o jovem virar as costas, ninguém ouvi uma resposta ou presenciou um beijo... a grande verdade é que a chuva continuou a cair o dia todo, e que em algum lugar alguém pediu alguém em casamento... e lá era a hora certa...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Era uma vez.

Ele estava ali, novamente, de fronte ao seu terrível mal, e não era nem um grande monstro ou um maléfico homem, era apenas uma folha em branco. Uma simples folha em branco o fazia tremer, e temer, em suas costas as ondas de arrepio se seguiam e em sua mente um turbilhão de idéias...
E era esse seu medo... se perder nesse emaranhado de idéias e assim perder todas elas, ecoavam ainda em seus ouvidos as frases ditas tantas vezes por seu mestre em redigir, “ organização de idéias é a chave para um bom conto” mas ele se perdia, ele por si só ocupava dois lugares, era leitor e redator.
E como redator criava as cenas, imaginava muitas vezes até fotograficamente seus textos, e a cada canto um detalhe pessoal ou singular punha, mas como leitor, se encantava com esse mundo, e sempre pedindo mais e mais, punha o leitor em sinuca de bico...
Escrever para ele ou escrever para o mundo?
Duvidas e junto com as duvidas a mão tremia, e a caneta traçava círculos ou então batia ritmada mente apressado no papel. Os olhos se fecham, como um cantor buscando ar para começar a próxima estrofe e verso da musica, então o estalido.
Os olhos se abrem, e as linhas vão brotando, frase após frase, crase, acento, aposto, metonímias e aliterações, e junto com todas as ferramentas e trejeitos vem um texto, um sorriso e um conto...
Ele, sentado em sua escrivaninha, cumprindo com seu dever escolar, também cumpria com sua vontade única, seu desejo mais intimo de criar um mundo.
Ele, ali escrevendo as 100 linhas pedidas contava não como fora suas férias , ele contava um conto do mundo que mais visitava, das idéias que mais se repetiam.
Ele, ali caneta, abajur, folha pautada e já no meio das 50 linhas escrevia sobre coragem, vontade, bravura e amor.
Este pequeno menino que batia a caneta no papel buscando uma idéia coesa, reta, e pronta. Agora criava seus contos de cavaleiros e dragões.. esse menino nunca deixou de ser menino...
E hoje velho, sentado a frente de uma tela branca se lembra saudoso dos dias de menino em que escrevia contos, em um mundo em que era muito fácil ser bom, honesto e justo...
Bastava ter uma espada, uma armadura e coragem para enfrentar os desafios de frente...
Como ele enfrentou a folha ontem e a tela hoje.
Quem sabe um dia eu poste aqui os contos de “ Era uma vez” escritos por ele..
Quem sabe assim volte a ser eu também uma criança e enfrente mais facilmente esse mundo de sombras.
Mas por hoje...deixo apenas uma frase... e peço que deixe ela brotar em sua mente o que quiser...
Era uma vez...

sábado, 8 de maio de 2010

evolução da mulher...

Minha homenagem as mães vai do meu jeito, da forma como costumo falar com amigos e amigas.
Na base da piada...
Mãe é a junção maior elevada de todas as neuras da mulher, serio de verdade, pensa comigo, mulher tem a fama de ser louca... e que mãe que não é? Toda mãe acha o filho lindo, mesmo ele sendo visivelmente uma mistura desforme de Quasimodo com o Sasquash. Mulher é inconstante, uma hora esta toda feliz saltitante e comendo chocolates e depois, geralmente enquanto esta vestindo a calça jeans que acabou de comprar, chorando dizendo que esta gorda.
E mãe? É a inconstância em pessoa, diz que tem que estudar, e quando tu fica estudando diz que tu tem que sair mais viver a vida, quando sai e volta noite apois noite com uma mulher diferente, ela enlouquece... T.P.M - TENSÃO PRA MÃE...
Mulher, quando você chega em casa, bêbado ela te deixa quebrar a casa toda no dia seguinte te olha com aquela cara de puta, e diz... “bonito né?” Já a sua mãe, te diz “bonito né?” quando você chega bêbado, te da um banho gelado um cha de boldo e no dia seguinte ta rindo com você...
É talvez a mãe não seja o lado ruim da mulher... talvez seja a evolução da mulher, como Pokémon, ela nasce menina, cresce vira garotinha, depois mulher... e ai vira a maravilhosa MÃE QUE TODO MUNDO QUER TER. afinal
A sua mãe é ou não é a pior e melhor mãe do mundo?
Beijo a todas as mães. E a minha um ainda maior beijo
Elzorumãe... evolução pokemonica de mulher... a maior.