Por que um baú?

Bem, quem acompanha minha tentativa de escrever algo que seja bom ao leitor,vai poder voltar aqui, abrir o baú e ler, pensare espero eu que comente nos textos afinal, esse baú é para guardar pensamentos.
Deixe aqui o seu também.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tempo, uma volta.

Ele entrou no elevador, os seus movimento eram quase que instintivos, o dedo aperta o 10 e ele caminha até próximo ao espelho, a face no espelho é sua mas ele só vê os olhos dela... e chora.
Dias antes ele entrou em casa e tal como fazia sempre ligou para ela sem perceber, ela, do outro lado da linha atendera tão friamente e secamente que ele sentiu vontade de desligar mas manteve sua postura e falou sobre amenidades, ela cada vez mais seca e fria disse de forma distante.
- Talvez eu não queira mais falar com você.
-Então me diz sem o talvez.
-Não sei se quero mais falar com você.
-Me diz com certeza.
- ... Eu não sei o que quero.
-Já me basta....
O telefone volta pro gancho antes de um ultimo adeus, e te adoro, o som agudo do telefone reconhecendo a base e ele se joga no sofá e se afoga em pensamentos.
Ele revira as gavetas, buscando fotos e fatos, mas a única coisa que lembra é da frase dela.
“- Eu não sei o que quero agora”...
E outra que ele tantas vezes não quis ouvir ...
Ele hoje sai do elevador, abre a porta, senta-se no sofá e olhando o telefone sem chamadas e vendo os utimos números discados lembra...
- Eu sempre ligo pra ela... mas hoje... hoje não...
E deita a cabeça no braço duro de seu sofá e sonha acordar meses antes..
Mas o tempo só anda para frente... ele nunca volta...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Café com destino

Sentados no sofa, ele com sua caneca de café e um ou dois biscoitos, ela com seu achocolatado e apenas isso, observavam a TV como quem olha por uma janela, nada alem de imagens e sons saiam da tela, eles apenas deixavam o pensamento vagar, mas foi ela quem falou primeiro.
- Acredita em Destino? – disse ela recostada no sofá olhando a nuca dele que se estendia para buscar mais um biscoito sobre a mesinha de centro.
- Destino? Não sei, complexa essa pergunta para essa hora não é? – Respondeu ele olhando por sobre o ombro e sorrindo um pouco desconcertado.
- É eu sei, mas essa noite pensei muito em destino. Será que existe? Sabe em algum lugar alguém escreveu o que vai acontecer comigo e com você... que iríamos nos conhecer, e tudo isso iria acontecer assim...
-Não sei se existe destino, acaso talvez seja melhor, afinal é a teoria do caos, nada é previsível nada é correto, e certo se existir destino não existiria livre arbítrio. – disse ele se repetindo já que a tempos tinham falado sobre isso. E continuou – Talvez Destino seja o acaso agradável, e o destino desagradável é acaso não sei.
- Eu acredito em destino...
- Imaginei isso, já que perguntou sobre.
- Mas você esta muito sarcástico comigo hein?
- Destino, eu não pude evitar estava escrito isso.
-...
-Serio. Destino? Acredita mesmo?
- Acredito, por que gosto de pensar que te conhecer foi um acaso... e meu destino esta vindo ai...
-... então foi ruim me conhecer?
-...
- É talvez seja ..
- Desculpe... não queria dizer isso assim...
- Mas disse, talvez seja destino ou acaso eu ouvir isso agora talvez exista mesmo um destino um plano pra todo mundo... mas se existe um destino o meu já acabou
-Como assim?
- O meu destino acabou quando conheci você, acho que nada melhor pode acontecer na minha vida depois disso, nada vai superar seus olhos, sorrisos, nada vai superar seu toque seu perfume seu beijo... nada vai ser melhor que isso, acho que tudo o que vier agora vai ser acaso.
-... por que faz isso comigo?
- isso o que?
- Me deixa assim sem saber o que dizer...
- Por que te amo... e não é por acaso...
Eles se olharam por mais alguns minutos até perceberem que era um ato do destino que eles iriam ter que se beijar mais uma vez antes de partirem para o mundo do acaso, ele de olhos fixos nos lábios dela, e ela, de olhos marejados olhando seus olhos...
Por acaso, o telefone toca
E o destino volta a ficar em segundo plano...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Reportagem...

Ele debruçou sobre os papeis, as fotos e recados de um tempo que passou, juntou ali em poucos minutos todas as lembranças que tinha dela, o telefone tinha tocado a pouco e o repórter já estava a caminho, seu ultimo livro fez muito sucesso e ele tinha que tirar uma foto e dar uma entrevista a um jornal local.
A repórter chegou e logo o aparato estava todo montado, a luz os microfones e a cadeira pronta, a repórter foi direto ao ponto. “seus textos são fictícios ?” a resposta não foi diferente da que dera antes “tudo é real e ficcional, a vida é tão imprevisível como qualquer obra de arte” mas a repórter queria sangue... e depois de algumas perguntas tolas conseguiu fazer a fatídica pergunta.
- Existiu realmente a mulher, “ela “ que você tanto se refere nos textos?
-Bem, acho que posso dizer que sim existiu. – disse ele baixando a cabeça e coçando a nuca como que antevendo a próxima pergunta.
- E como ela é?
- Como ela é? Eu poderia passar horas descrevendo ela para você e mesmo assim seu fotografo não iria conseguir imaginar como ela é, e tenho certeza que teria em suas mãos o maior parágrafo da história. Mas se fosse resumir diria que ela é Encantadoramente Perfeita, mas perfeição é um conceito muito estranho, em alguns lugares do mundo deformidades é que são perfeições, bem ela tem seus defeitos, mas até eles me mantinham feliz.
- Tinha? Ela não esta mais com você?
O jovem senhor baixou a cabeça, apoiando os braços nos encostos da poltrona coçou a barba suavemente e disse.
- Não, a tempos ela não esta comigo, na verdade muitos anos.
-E o senhor não teve mais nenhum amor depois dela?
- Existe como ter um amor depois de ter “O AMOR”? ninguém tem ninguém nuca teria, você a pouco me perguntou como ela era, bem te digo agora como ela não era... ela não era uma pessoa comum, não era substituível não era... uma ex...
-... O senhor ainda a ama?
- “ainda” é aceitar que um dia vai acabar... eu SEMPRE a amei...
A repórter anota em um caderno, aperta a ultima vez o botão de pause do seu gravador, o fotografo bate um ou dois crhomos e saem calmamente pela porta.
A repórter se vira e antes do elevador chegar faz uma ultima pergunta.
-E por que ela o deixou?
-Ela nunca me deixou... Eu que deixei ela ir, as vezes a gente ama muito e afoga a quem se ama em um abraço sufocante, mas ela me acordou a isso e eu abri os braços... estou esperando que ela volte, como borboletas para um jardim florido...
- E se ela não voltar? Vale a pena esperar?
- Vale a pena sorrir? Sonhar? Sim vale a pena...
O senhor fecha as portas senta-se em sua poltrona e do vão entre a almofada e o braço da poltrona retira uma foto com uma dedicatória dizendo “ para você não esquecer o quanto gosto de ti”
- Eu nunca esqueci minha pequena cereja... nunca esqueci...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

não entendo

Romantismo
É fato que os dias de hoje o romantismo vem perdendo força, a tempos na verdade um ato romântico é visto como piegas e bobo, tolo muitas vezes ridículo, mas eu sempre me pergunto. Por quê?
Hoje em dia o romance é visto como fraqueza, o romântico é o fraco que deixa o peito jorrar e os olhos boiarem, é quem diz a verdade e muitas vezes se entrega por isso, e outras tantas recebe duras ou frias conseqüências por isso.
O romantismo e um esporte, por assim dizer, que cansa e principalmente quando se joga sozinho ou quando se percebe ou sente uma ausência de vontade no jogo do romance.
O romântico vem perdendo espaço, campo para os falsos, os brutos, os canalhas e isso vem fazendo com que grandes românticos mudem de preferência e assim passem a fazer parte de grupos como canalhas ou falsos.
Mas por que isso? Simples as pessoas não dão valor aos atos românticos, aos sentidos reais de ser romântico e as verdades de um homem romântico.
Flores, chocolate, bombons ou o que seja sempre são vistos como lembranças ou apenas uma forma de se pedir desculpas, mas o romântico vê isso como marcos de um dia especial uma hora única e principalmente da grandiosidade de seu romance.
Os dias de hoje um romântico não tem chance, é muitas vezes iludido por ser romântico, já que é fácil por um sorriso em seu rosto e fazer ele acreditar e render-se ao romance. Mas alguns românticos aprendem a se segurar e aprendem a se proteger. E sabe como é essa proteção?
Tornando-se cada vez menos romântico, antigamente se via a cada 3 quarteirões uma floricultura hoje em dia... nada. É difícil encontrar uma a cada bairro, cada vez mais complexo ser romântico, já que pequenas lembranças como flores e telefonemas no meio da tarde são perdidos ou menosprezados, e em muitos casos visto como fraqueza ou chatice.
Hoje em dia a cada 5 minutos morre um romântico.
Hoje em dia a cada 5 minutos nasce um canalha ou falso.
Hoje em dia ser romântico é muito antiquado, retrogrado e estranho.
E não tem valor... o importante é ser ausente e deixar a duvida em peitos vazios de romance.
Queria viver em um mundo romântico... queria que todos fossem verdadeiramente homens e dessem valor aos valores verdadeiros de ser homem...
Romance, amor e fidelidade são valores... esquecidos?