Por que um baú?

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Reportagem...

Ele debruçou sobre os papeis, as fotos e recados de um tempo que passou, juntou ali em poucos minutos todas as lembranças que tinha dela, o telefone tinha tocado a pouco e o repórter já estava a caminho, seu ultimo livro fez muito sucesso e ele tinha que tirar uma foto e dar uma entrevista a um jornal local.
A repórter chegou e logo o aparato estava todo montado, a luz os microfones e a cadeira pronta, a repórter foi direto ao ponto. “seus textos são fictícios ?” a resposta não foi diferente da que dera antes “tudo é real e ficcional, a vida é tão imprevisível como qualquer obra de arte” mas a repórter queria sangue... e depois de algumas perguntas tolas conseguiu fazer a fatídica pergunta.
- Existiu realmente a mulher, “ela “ que você tanto se refere nos textos?
-Bem, acho que posso dizer que sim existiu. – disse ele baixando a cabeça e coçando a nuca como que antevendo a próxima pergunta.
- E como ela é?
- Como ela é? Eu poderia passar horas descrevendo ela para você e mesmo assim seu fotografo não iria conseguir imaginar como ela é, e tenho certeza que teria em suas mãos o maior parágrafo da história. Mas se fosse resumir diria que ela é Encantadoramente Perfeita, mas perfeição é um conceito muito estranho, em alguns lugares do mundo deformidades é que são perfeições, bem ela tem seus defeitos, mas até eles me mantinham feliz.
- Tinha? Ela não esta mais com você?
O jovem senhor baixou a cabeça, apoiando os braços nos encostos da poltrona coçou a barba suavemente e disse.
- Não, a tempos ela não esta comigo, na verdade muitos anos.
-E o senhor não teve mais nenhum amor depois dela?
- Existe como ter um amor depois de ter “O AMOR”? ninguém tem ninguém nuca teria, você a pouco me perguntou como ela era, bem te digo agora como ela não era... ela não era uma pessoa comum, não era substituível não era... uma ex...
-... O senhor ainda a ama?
- “ainda” é aceitar que um dia vai acabar... eu SEMPRE a amei...
A repórter anota em um caderno, aperta a ultima vez o botão de pause do seu gravador, o fotografo bate um ou dois crhomos e saem calmamente pela porta.
A repórter se vira e antes do elevador chegar faz uma ultima pergunta.
-E por que ela o deixou?
-Ela nunca me deixou... Eu que deixei ela ir, as vezes a gente ama muito e afoga a quem se ama em um abraço sufocante, mas ela me acordou a isso e eu abri os braços... estou esperando que ela volte, como borboletas para um jardim florido...
- E se ela não voltar? Vale a pena esperar?
- Vale a pena sorrir? Sonhar? Sim vale a pena...
O senhor fecha as portas senta-se em sua poltrona e do vão entre a almofada e o braço da poltrona retira uma foto com uma dedicatória dizendo “ para você não esquecer o quanto gosto de ti”
- Eu nunca esqueci minha pequena cereja... nunca esqueci...

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