Por que um baú?

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Adeus

Já era tarde e chovia um pouco, as malas sobre a cama ainda abertas e entulhadas de seus pertences, a mala já parecia pequena para tantas lembranças, mas ela queria levar todas, inclusiva as ruins.

Ele recostado no sofá, garrafa de vinho em uma mão e uma taça na outra, a garrafa pela metade e o rosto vermelho de lagrimas, em silencio ele chorava, sabia que assim que ela saísse pela porta tudo estaria pedido, nada mais adiantaria, e em sua cabeça ele buscava uma maneira de manter a porta fechada... ao menos mais um pouco.

O som seco e continuo do zíper, uma, duas três vezes apertava ainda mais o seu coração, e até mesmo o dela, o adeus seria imediato... e breve.
Novamente, uma duas três vezes, a segunda mala estava fechada... ele fintou a porta, imaginando como mane tela fechada. pensou em correr e se postar na porta, mas ante disso ela já estava ali, arrastando as malas, seus olhos também vermelhos de lagrimas deixavam claro que nada que ele fizesse iria adiantar.

- To indo.
-...
- Eu to indo...
Ele calado de olhos baixos não consegui fazer nada a não ser levantar os olhos e olhar suavemente ela em seus olhos tão doces como mel, era fato que ela já não gostava dele, ele mesmo se sentia sujo e baixo, mas ainda assim dos olhos dela ainda escapavam centelhas de um carinho um tanto sufocado por loucuras que ele vinha cometendo. E mais uma vez ela disse.
- Eu to indo, não deu pra pegar tudo, peguei o que deu, talvez eu venha buscar o resto, se não vier... bem faz o que quiser... – disse ela olhando a imagem fraca do homem que ela um dia disse amar, mas hoje sente um misto de tristeza e pena, e até pensou em perguntar se ele ia ficar bem... mas seria uma atitude que poderia causar um certo desconforto a ambos.ela se vira e sai.

Pronto, a porta se abre, e se fecha. tão rápido que ele mal pode dizer. "- Te amo"
o som dos paços foram desaparecendo e por fim tornaram-se apenas lembranças.

E a fina chuva tornava-se forte, e as lagrimas escoriam na janela bem mais leve do que no seu rosto.

Ele levantou-se caminhou até o quarto, um ou outro vestido no cabide, um conjunto de maquiagem e na cama... 3 fotos deles juntos... mas antes eram 4... ele baixou a cabeça.. e soube que era um adeus e não um até logo... e as lagrimas correram ainda mais fortes em seu rosto ardido...

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