Por que um baú?

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Tente outra vez...

Ele se levantou, apoiou pesadamente as mãos no joelho e a cabeça parecia mais pesada do que nunca, os olhos ainda vermelhos e o rosto ardido, era cada vez mais difícil sorrir, era cada vez mais difícil seguir em frente era impossível olhar para o vasto desconhecido e não lembrar do passado doloroso ... olhar por sobre os ombros era mais fácil do que levantar os olhos e ver o horizonte.
Caminhou apoiando-se em moveis até o banheiro, e por fim de olhos vermelhos fixos no espelho viu seu rosto, pareciam anos, que ele não se olhava assim, mas foram apenas alguns dias, para ser honesto algumas semanas... passou a mão suavemente pelo rosto e sentiu a barba especa entre seus dedos e por pouco não caiu de joelhos... o toque foi como uma passagem a algum lugar do passado, onde era fácil sentir-se tocar por ela... mas não... era sonho... era lembrança fantasmagórica.
Ela tomava seu café, ao menos era o que ela pensava ser, já que biscoito recheado e café não são bem vistos como café,os olhos dela calmos e quietos olhavam a sua volta, no chão as roupas de ontem, na mesa o jornal de hoje, na TV um programa de anos... o telefone ao lado as mensagens dele, as chamadas não atendidas as tentativas de se manter contato... mas já faziam algumas semanas que ele não ligava... faz já algum tempo que ela não ouvia a voz dele... e agora começava a fazer falta... agora ela sentia falta do calor cuidadoso que derramava de suas frases e preocupações...
Os dois sentados olhando a tela da TV vendo cada um algum programa que não dizia nada de importante e servia apenas para anestesiar seus pensamentos e medos, e assim impediam os dois de perceberem que nada mais fazia sentido... nada mais é correto ... por que a cada segundo existe alguém sentindo ausência de outro alguém... eles não são diferentes e não serão os últimos...
Mas nos momentos a sós cada um olhava para seu teto e nesse momento lembravam-se cada um dos momentos certo de sua vida...
Ela levantou-se, se vestiu e saiu... seguiu seu rumo, foi cuidar de sua vida foi andar com quem ela queria...
Ele , sentou-se a sua mesa, começou a trabalhar, e algumas vezes seu telefone tocou, ou ele ligou para quem agora falava bem algo a suas vontades...
É fato que tudo tem um fim, mas o fim não é o termino de tudo... apenas uma forma que o mundo arrumou para dizer
“Hey... vamos La... tente outra vez...”

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