Por que um baú?

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sábado, 1 de janeiro de 2011

Banco de cimento

O quintal dos fundos era como um mundo a parte, o pequeno pátio de cimento e a grande parte gramada e com pequenas áreas ao redor das arvores davam ao local um ar quase que mágico, e para os olhos brilhantes da peque era bem assim...
Ela fora criada em cidade, em apartamento e mudar-se para o campo a fez conhecer o mundo que antes era apenas visto como “antigamente” ela não acreditava mais em grama ou plantas crescendo sem ser em parques ou pracinhas. Não acreditava que pessoas comuns como ela e a vizinha poderiam ter um “bosque” no quintal dos fundos.
Ali no seu “bosque” existiam goiabeiras, limoeiros, uma jabuticabeira, roseiras , um banco de cimento bem no meio, uma pequena mesinha também em cimento e no fundo um balanço em uma arvore... era o sonho dessa menina...
Nos dias quentes o cheiro das arvores se misturava as rosas e o zumbido das abelhas atarefadas voando de canto a outro fazia tudo parecer mais lento, ela deitava-se no banco quente e sentia-se abraçada pelo mundo a sua volta, o sol a brisa suave, o som do vento nos galhos, e ela ali escutando cada som e viajando em pensamentos vendo o jardim de olhos fechados.
Nos dias frios, sentada na varanda dos fundos, podia sentir o perfume da grama e cheiro de terra molhada, os besouros nos degraus, e as lagartixas correndo pelos cantos pareciam lembrar a ela que nada para mesmo nas horas frias. Um ou outro pássaro cantando no galho e o balanço saudoso de ser usado davam ao quintal dos fundo um ar de recordações distantes... e ela viajava nas memórias flutuantes ali.
Uma manhã de primavera, as rosas floridas e a jabuticabeira com suas flores no tronco o limoeiro e goiabeiras repletas de borboletas e zumbidos e o balanço movendo seu ponto de visão pra La e para Ca dava a ela a perspectiva de que tudo seria para sempre assim mágico...
Mas a menina cresceu, voltou a cidade grande... e o jardim... bem o jardim agora fica ali saudoso de seus pensamentos e vontades... semeado quando ela ainda era jovem, germinando em sua ausência e esperando que ela floresça novamente ou que um fruto infante de seus pensamentos e sonhos venha sonhar no banco de cimento no meio do quintal dos fundos.

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