Por que um baú?

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Era uma vez ... De certo toda história deveria começar assim e essa não é diferente...



Era um vez em um outro tempo, neste mesmo mundo, ou em outro que poderia saber, existia um espadachim, este jovem espadachim era conhecido como Algusto Bellagua um jovem porem muito conhecido espadachim do reino.

Bellagua, era conhecido não apenas por ser bom com a espada, mas por manter-se sempre preso a um voto feito quando ainda era jovem, “ Amar sempre, verdadeiramente, intensamente mesmo que isso lhe custa-se a vida” e de fato foi o que aconteceu.
A poucos meses Bellaqua havia se deparado com a jovem Luisa Gomez, uma jovem espanhola das terras da Catalunia o que lhe presenteara desde pequena com lindos cabelos negros encaracolados e olhos brilhantes e extremamente eloqüentes. Luisa era uma jovem incrivelmente bela, e atraia olhares de todos na cidade em especial de Bellaqua e do estranho Miguel Amandez, um arrogante e bruto espadachim, mas não um espadachim real... apenas um soldado de posto alto... um sargento.
Certo dia, Bellaqua vagava pelo centro da cidade quando viu ao longe a imagem de Luisa, e seus olhos fixaram-se instantaneamente nela, ela que alheia o mundo inteiro, reclusa em sua vida, casta e pura como o véu que cobria seu cabelos ao ver olhar diferente do jovem, também rendeu-se aos olhares e retribuía com sorrisos e risos tímidos.
Logo esses encontros acidentais tornaram-se corriqueiros, e de corriqueiros a programados e logo a cidade toda podia ver os dois jovens, belos caminhando calmamente pelas ruas centrais, o que ninguém poderia ver, e nem sequer suspeitar, era a sobra que vem por outra os seguia, na verdade seguia exclusivamente a jovem Luisa. Armandez o sargento da guarda sempre que dispunha de tempo, os seguia e amargamente consumia-se me uma vontade lasciva e feroz de tomar Luiza.
- O bom senhor a muito me acompanha em meus passeios, eu só devo agradecer por sua proteção - disse a jovem Luisa quase que olhando exclusivamente par o chão que seguia a sua frente.
- De forma alguma deve me agradecer, eu que devo lhe perguntar se minha companhia a agrada, e se agradar ser eternamente grato por tal honra, nunca a vida me pusera a frente de dama tão bela, e de fato... acredito que nunca existira nas terras em que piso mulher mais bela. – Disse ousando tocar-lhe a mão o que deixou ambos rubros.
- O bom senhor tende sempre a me dizer coisas lindas... muito embora eu não mereça tal agrado, mas antes que pense qualquer coisa, sua companhia é sempre bem vinda e muitas vezes esperada.

Os dois jovens caminhavam assim ladeados por todo caminho, e quando a cidade já havia rodado sobre seus pés e ela se via novamente a frente de sua casa, ele se punha mais ereto e honrada mente abria-lhe o portão dizendo
- Se meu dia não atrasar cá estarei eu novamente a abrir-lhe o portão para seu caminho ser sempre livre.
- O bom senhor escolhe bem as palavras, o que sempre busquei foi a liberdade e uma boa companhia... aguado o senhor na próxima quinta, mesmo horário se o senhor assim puder.
Segurando sua mão aos olhos atentos do pai de Luiza que se punha na janela sempre a mesma hora cheirou-lhe a mão e em um ato de cavalheirismo disse
- Se o sol sempre nasce no mesmo horário, mesmo sabendo que tu brilhas mas que ele, eu não iria me atrasar por nada.
Miguel na data marcada arma seu plano ardiloso e com a ajuda de um companheiro grafista, escreve um recado a Bellaqua, uma carta do rei convocando-o imediatamente, Mesmo estando próximo a hora do encontro com Luisa Bellaqua, prepara um bilhete e pede a um mensageiro para entregar na morada de sua bela Luisa e parte para encontro do rei.
Miguel interceptando a mensagem troca os envelopes e o mensageiro entrega uma carta marcando coma bela Luisa Um encontro a margem do rio próximo ao bosque...
A cobra vil de Armandes Preparara seu bote, e a jovem lebre Luisa corre afoita e sorridente ao bosque e a margem do rio, a hora esperada chega e ela ao invés de trazer seu sorridente e atencioso Bellaqua, traz a figura escura de Miguel Armandes.
- ora... ora... ora.. se não é Luisa a bela encantada da cidade, o que faz aqui tão distante de sua morada. E tão sozinha?
- Bom senhor, espero por um amigo
- AMIGO!? Bem dizer a verdade rameira... encontra-se aqui a espera de teu homem...
- O senhor não diga tais injurias... minha família sabe de meu encontro com meu amigo e esperam minha volta.
- Vais voltar sim... mas não voltara como dama... serás agora transformada em mulher.
E antes que pudesse terminar a frase, já estava jogando o fraco corpo de Luiza no chão e cobrindo-a com o seu... De nada adiantava ela gritar... olhava a sua volta e aos gritos surdos aos ouvidos da cidade, buscava ver ele, seu cavaleiro aproximar-se.
E ali na agonia lasciva que era obrigada a viver, foi deixando de amar seu adorado Bellaqua, não por se entregar a outro amor... mas por que ele não a protege-ra como dissera que faria para sempre... e ali a beira do rio... chorou e entregou a terra seu primeiro sangue... e suas lagrimas de raiva e dor...
Antes de chegar ao cruzamento na estrada avisou 3 companheiros de armas vindo em sua direção e após saúda-los Bellaqua soube que o rei não estava na cidade... logo a carta era falsa... e em um rápido galope colocou-se a caminho da casa de sua amada Luiza talvez houvesse tempo ainda de abri-lhe o portão, pensava ele, mas ao chegar deparou-se a imagem do pai de Luisa espantado ao vê-lo ali e contando rapidamente o manda ao bosque, a Luisa corria perigo.

Bellaqua ao longe ouviu o que antes pareciam ser adagas em seu ouvido, e pode constatar com seus olhos ela, sua bela Luisa tomada a força por um monstro. Bellaqua chuta Armandes que rolando no chão se coloca de pé em seguida enquanto Bellaqua ajuda Luiza a se recompor e ordena que corra para casa, Luiza ao fugir deixar cair de seu arranjo no cabelo uma flor branca, uma rosa branca.
Bellagua e Armandes agora travam um duelo de olhares,
- Bom senhor Bellaqua, atrasou-se foi? Não se preocupe senhor, abri a porta de sua dama... agora o caminho esta bem largo para que possa ir visitá-la sem riscos
-Cala-te animal, Não diga sequer uma frase mais, se ainda esta vivo e a respirar é por que bem sei a punição a estupradores.
-Estupradores? O meu encontro com ela estava marcado, e o pai dela tem em suas mãos minha carta... se duvida de minha palavra bom senhor... acredito que teremos que repor minha honra com sangue
- Sim existe uma honra a ser tomada... e não é a sua e nem a minha mas a da jovem que covardemente tomou...
Ambos desembanhinham suas espadas e travam ali uma luta, Bellaqua mesmo sendo superior na esgrima tomado por raiva cega-se a alguns movimentos e acaba sendo atingido em seu a barriga, um ferimento fundo, fatal... sabe ele que tem poucas horas de vida. Mas não se entrega e ali com o aço de seu algoz no ventre transpassa sua espada a cabeça de Miguel Armandes
Tonto com o sangue que perde.. vê brilhante no chão a flor branca de sua dama. Pega e montando em seu cavalo posta-se a frente da casa de Luiza
- Bela dama... Minha amada Luiza, - disse primeiro baixo entre o gosto de sangue que subia por sua garganta – BELA DAMA... ME PONHO A SUA FRENTE ESPERANDO SEU PEDÃO POR MEU ATRASO, E POR TUDO QUE DECORRERA DESTE ATO. – aos berros a praça toda pode ouvir e esperavam a resposta da jovem. Mas não houve resposta alguma.
Por longas horas Bellaqua postou-se a frente da casa imóvel seu cavalo trazia ao lado uma longa mancha de sangue, vinda de seu cavalheiro, e o cavalheiro trazia nas mãos uma rosa vermelha pingando sua cor...
Quando Por fim a dama abriu a janela Bellaqua sorriu
- Bela Dama... sua rosa
E mudo caiu ao chão.
A bela dama desceu as escadas correndo e a frente de sua casa no lago vermelho que se formou, encontrava-se Bellagua... Bela água de olhos fixo no infinito apertando a rosa em seus dedos.
- Nunca ouve, nem vai haver no mundo cavalheiro melhor que meu bom senhor, disse ela retirando de seus dedos a rosa que antes era pálida e pura como ela mesmo... mas agora era rubra e maculada, e continuou dizendo - O tempo foi cruel, eu em duvidas não acreditei... e por fim... o tempo, o mesmo tempo que abrias meu portão fechou também seus olhos....
No fim não existe um foram felizes para sempre... na verdade nem mesmo um feliz acontece... Bellaqua enganado por sua vontade de possuir algum valor perdeu seus dois maiores valores
A vida que tinha e o amor de sua vida... Luiza reclusa em seu mundo limitava-se agora a vestir preto, não por vergonha mas por um luto eterno de quem perdera seu único amor... e todas as noites quando fechava os olhos... a imagem negra de seu agressor a atormentava... mas acalmava-se ao lembrar de seu cavalheiro abrindo-lhe a porta de casa e cheirando a mão.

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