Por que um baú?

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sábado, 13 de agosto de 2011

Uma história de cinema

Sempre via os filmes e me imaginava sendo um personagem, um herói um dos mocinhos, sempre foi assim, desde que me lembro, e acho que não sou o único, todo mundo sonhava ser como o Rambo, ou dizer “I´ll be back” em socar uma porta como Bruce Lee... e com o passar dos anos a gente vai ficando mais velho e vamos mudando um pouco os heróis...
Hoje eu não me vejo sendo um Obiwan Kenobi, ou um Luke Skywalker, na verdade... não me vendo sendo nenhum desses heróis, ou mocinhos dos filmes... mas ainda me imagino em algumas cenas...
Tornei-me um apaixonado por cinema, talvez por ter uma preguiça louca em ler, depois apaixonei-me pela leitura e vivenciava os personagens da mesma forma que os filmes... e por fim... passei a escrever com base nessas duas paixões... na verdade três... tendo em vista que quando deixei de gostar dos filmes de ação me entreguei a paixão pelos filmes com enredos românticos e complexos...
Até hoje quando vejo um filme com uma cena marcante penso que gostaria de ter vivido aquilo, ou algo assim, sempre penso em dizer as frases de efeito que todos vêem em filmes, outras penso, e até escrevo, as declarações de amor que sinto falta em alguns filmes... mas uma coisa nunca mudou... eu continuo querendo viver uma história assim.
Eu sei que escrevo aqui muitas vezes coisas que podem ser bonitas, mas estão longe de ser a verdade no mundo, eu escrevo o que eu gostaria que fosse verdade, muito embora não seja... escrevo esperando que alguém leia e pense como eu, “eu gostaria de ter dito isso a ela”...
Eu devo admitir que tenho uma grande paixão, quem sabe a maior que poderei carregar nesse peito, e que tirando um ou outro elemento, que por não ser um filme não muda e continua sendo escrito sempre da mesma forma, essa minha história seria um bom filme de romance.
Mas como disse anteriormente eu escrevo como eu gostaria que fosse o mundo, e não como ele é... Nos meus textos muitas vezes o “mocinho” acaba só, mesmo ela ainda sendo apaixonada por ele, ou ela o procura e ambos percebem que se amam perdidamente... mas é um texto... na vida real isso não acontece e se acontece... não acontece comigo.
O tempo vai passando, e as duras horas de um filme podem contar romances que levam meses, anos, décadas para acontecer, ou então romances que passam rápido, tão “ligeiros” como os 120 minutos... pode parecer loucura isso mas quantas vezes você já ficou sentado em uma sala de cinema imaginando o que aconteceu com os personagens do filme? Será que foram felizes? Será que ficariam juntos mais tempo?.. e quanto tempo? E melhor...e qual seria a qualidade desse tempo?
Eu enquanto escrevia esse texto me pegava realmente pensando nessa minha história que seria perfeita para um filme, talvez com um tom de comédia, ou um dos clássicos pesados britânicos... não sei... sei apenas que se eu visse um filme que contasse o que vivi, e posso dizer que alguns chegaram bem perto. “500 dias com ela” foi um que cheguei a olhar para o lado por ter frases ditas idênticas as que dizia e ouvia...

Foi ai que percebi que eu vivi um filme, e ainda vivo um grande filme de romance, muito embora eu não saiba como vá terminar, eu vivo, e como no cinema a gente roendo as unhas tem uma suspeita do fim, eu também tenho a minha, mas não fico roendo as unhas... eu apenas me sento muitas vezes no canto escuro de meu quarto e escrevo linhas... linhas que descrevem inúmeras vezes o que eu gostaria de dizer a ela... e não posso.
E por que não posso? Porque Pedro Almodovar certamente escreveu minha vida, e meu romance não é um clássico shakespeariano, mas vive seu momento de amor impossível.
Mas eu me sento... e me forço a escrever linha a linha, declaração a declaração tudo que gostaria de dizer a ela, muitas vezes ao pé do ouvido, outras tantas olhos nos olhos, e escrevo o fim que espero... mesmo sabendo que a vida nem sempre imita a arte, e eu nem sei se o que faço é visto como arte ou “artifício” mas escrevo e espero que ela leia, espero que ela entenda espero que ela pense assim como eu... “eu gostaria que ele me disse isso” muito embora o “ELE” não seja eu...
Esse filme que eu não sei como termina, nem sei se tem muito tempo ou se vai acabar no próxima cena sem explicar nada ou dar solução a nada... e talvez nem tenha fim, nunca se sabe se teria um segundo filme, se o que vivia antes era apenas um trailer... ou cenas de promoção... sei la...
Sei apenas que toda vez que me sento para ver um filme ou escrever um texto... eu penso Nela.. e sim leitor, ou leitora, ela existe... é alguém verdadeiro, mas não é alguém que tenha vivido comigo o que esta escrito nos textos...
Não tenho um filho, mas sonho ter, não tenho uma casa com um belo quintal mas é um plano, não sei se vou ficar velho e ter milhares de lembranças, mas vivo cada segundo pensando e guardando tudo que posso nesse baú... Eu nunca pedi ela em casamento como escrevo... mas escrevo como gostaria de pedir... em fim.. eu realmente sinto muito a falta dela... talvez esse seja o único ponto em comum dos meus textos comigo... a eterna saudade que tenho.
Eu não sei como terminar um filme... nem sei como descrever uma cena perfeita, onde possa-se notar todo o universo que cerca os personagens, meus textos também são assim meio sem fim, meio que sem saber como terminar... as vezes ponho uma reticências outra uma frase que eu penso que descreve bem o texto mas... não termina nada... acho que é melhor assim... por que a vida só termina quando ... acaba... e por um ponto final nas coisas as vezes é presunção de mais...
Assumir que acabou, que nada mais pode ser escrito depois... é um tanto que burrice...
Acho que eu uso a sua imaginação mais do que escrevo...
Talvez seja melhor assim, eu imagino tanto a minha vida como um filme... talvez a sua seja assim também...
Mas acredite.. nenhum filme é melhor que a minha história com ela... mesmo sendo curta, louca e intensa... mesmo parecendo não ter existido....
Em fim... “ Que seja saudade então”...

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