Por que um baú?

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Horizontes

Ela abriu os olhos, ainda cansada da noite anterior, as amigas as horas dançando, pulando e gritando e não podia esquecer as muitas e muitas bebidas, mas sempre manteve-se firme a suas obrigações esticou-se e olho para o relógio, a hora que costuma levantar, talvez um ou dois minutos depois... mesmo tendo ido dormir tarde ela acordou na mesma hora, sorriu por dentro e rolou na cama até a beira para se levantar quando o seu celular tocou, 2 toques curtos... um sms.
Em algum lugar da cidade ele olhava o aparelho de celular como quem enfrenta um dilema, as pessoas que por ele passavam sentiam no ar a duvida e o peso, ele digitou mais algumas coisas e por fim encostou o celular no joelho e fintou uma vez mais...
A duvida se devia ou não devia mandar tomava conta de cada centímetro de seu corpo, tremia com o receio e transpirava por vontade, e por fim, “enviar”... mesmo que fosse fora de hora, era preciso e foi.
Recostou a cabeça no encosto do banco em que sentava e suspirou...
“agora foi... e que seja...”

Ela olhou a tela com cuidado, e percebeu, era dele, ele de algum lugar do passado, perdido no tempo e em ações sem sentido por qualquer motivo voltou, pensou se lia ou não, e por pouco não apagou, mas ela acabou aceitando e lendo.
“Oi, Ta difícil, é complicado tudo que acontece, tudo que aconteceu, e eu me pergunto se fiz ou faço bem a ti... na verdade sei que fiz muito mal, e durante muito tempo fui talvez um espinho lacrimoso em seus dias, e não minto como sua falta é nos meus, mas eu sei que suporto certas coisas e você? Será que a gente ainda se falaria? Será que ainda seriamos amigos!?... Espero que sim, mas se não puder, se ainda for lacrimoso para você basta me dizer e acredite... não me verá mais de forma alguma, mas por favor me responda.”
Ela respirou fundo, já não sabia o que dizer, tudo que era dito muitas vezes era entendido de forma errada, e o cansaço e desanimo tomaram seu peito, pensou se devia ou não responder,
As vezes um nada a dizer é mais eloquente do que o dizer tanto... pensou... estou vivendo minha vida, estou finalmente seguindo meus caminhos e desejos... não... não vou dizer nada, não tenho que dizer nada... ela caminhou para o banho, vestiu-se, e foi trabalhar, a mente logo tinha apagado o sms, assim como ele o fez depois de ler... e sua vida seguiu
Ele sentado olhava agora pela janela do ônibus e sabia, sabia que não teria resposta e que isso só significava uma coisa... o fim... a cabeça no vidro, escondiam a quem sentava a seu lado as lagrimas que rolavam em seu rosto, o headfone nos ouvidos abafavam os gritos de sua memória, ele sabia que era o fim, mas ela a saudade como demônio gales gritava e matava quem destruía sua coragem e tomava sua vida...
No trabalho ela fez seu afazeres, trabalhou e tocou sua vida, como sempre fazia como sempre fez, com cada detalhe se repetindo, dia após dia, casou-se teve filhos, e mesmo assim tudo se repetia, em uma constante narrativa preconcebida.

Ele viveu cada dia de sua vida mantendo os olhos fixos em algum do horizonte, esperando uma aproximação que nunca veio, um telefonema que nunca aconteceu, uma carta que nuca chegou, um sms que nunca recebeu... viveu sua vida, envolveu-se, até gostou bastante de alguém mas nunca conseguiu apagar por completo , com o tempo a imagem do rosto dela tronou-se feita por pontos, não era tão real e preenchida, mas ainda era forte e quanto mais ele se afastava desta imagem... mais real ele a via...

Ela viveu sua vida sem olhar para trás, e ele viveu sempre olhando um futuro que não chegou a acontecer...

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