Por que um baú?

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

memórias

A muito tempo, na verdade não tanto tempo assim, mas a algum tempo um jovem subia alguns lances de escada para encontrar uma menina que até então era desconhecida a ele.
O jovem olhava pelas janelas do alto edifício e esperava um toque simples em seu celular, esperava assim ter quem sabe uma boa companhia um bom papo, e conhecer finalmente ela, que tantas vezes pois um sorriso em seu rosto mesmo não existindo realmente, ele e ela iriam se ver pela primeira vez depois do tortuoso e complicado encontro virtual.
Ele olhava as pessoas na escada e sabia que reconheceria facilmente, mesmo nunca tendo a visto ao vivo já tinha visto umas tantas vezes as poucas imagens que ele tinha dela, engolia a seco cada segundo, e o nervosismo cego o tomava por inteiro.
“como pode... como posso estar assim tão ansioso pra conhecer uma pessoa!? – se perguntava ele enquanto caminha de um lado para o outro. Até que ele a vê... subindo ali um lance de escadas rolantes... o som do andar todo tornou-se mudo, as pessoas pareciam mais felizes, ele estava mais feliz... ela subiu guardando algo na bolsa, um fone de ouvido talvez, e buscando uma coisa.. um telefone... ela timidamente caminhou até atrás de uma pilastra e buscou o numero...
Ele sorriu, e indo até ela disse “- Não precisa eu to aqui”, eles se cumprimentaram como seria o de costume e logo tomaram a decisão de não ir ao cinema, a noite estava convidando para uma cerveja, e assim os dois foram, o papo rolou fácil, confiante e explicativo, ambos tomaram a liberdade e a segurança de dizer os medos anteriores, os motivos e as duvidas e assim o sorriso simples foi tomando conta dos rostos.
No bar, sentados frente a frente, ele tentou uma ou duas vezes tocar a mão dela. Por alguns momentos conseguiu... a conversa tomou rumos mais pessoais, e antigos e os dois assumiram seus medos mais íntimos... e receios... ele sobre seus inquietantes medos e ela sobre um romance antigo, ele sorriu, era desafiador, mas não era esse o motivo do riso... ele sentiu que não tinha mais o que fazer... ele já estava dominado... ela sorriu de volta acreditando talvez que fosse apenas um sorriso perdido, mas não... ela não sabia que ele sorria ali dizendo mudamente um “você é apaixonante”.
Ela olhava para ele com os olhos suaves, temerosa de qualquer erro, ou interpretação errada do que ela pudesse dizer, mas logo o humor louco do jovem a fez sorrir soltamente, e as brincadeiras tomaram conta da mesa.
A noite, que esta noite terminou cedo acabou trazendo aos lábios dele uma doce lembrança, uma lembrança que ele nunca conseguiu esquecer...
O jovem a viu voltar pra casa, e voltou para a sua, com passos lentos, olhos nas estrelas e o pensamento indo longe dentro de um vagão de trem... mas tarde um sms e um sorriso que tomou conta de sua noite... e durante um bom tempo seus dias...

2 comentários:

Heat disse...

Que lindo. quase eu me apaixonei pelo casal.

Brubs disse...

pois é Heat... é muito fácil se apaixonar por essa menina... o difícil é deixar ela ir.