Por que um baú?

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Taj Mahal

Nunca foi tão importante para ela passar aquelas poucas horas com ele no fim do dia, Pouco se importava se ao sair da escola ela tinha que cruzar a cidade toda para sentar-se em uma cadeira ao lado dele e ter ali as poucas horas que a faziam sorrir por horas depois.
Ela era jovem, mais que jovem, ainda era uma criança mas a tempos já convivia com a separação de seus pais, e sabia bem que já não era mais um “menina” como sua mãe dizia e nem uma mocinha como o pai a elogiava, ela estava ali, perdida no meio das duas pontas, Não era mais menina, e nem era uma “mocinha” .
A mochila em suas costas, o passe livre pelo ônibus e a longa jornada até o trabalho de seu pai, Sempre que chegava lá era recebida com olhares curiosos das pessoas que trabalhavam com ele, e com um sorriso amplo de seu pai, esse, aquecia qualquer dia, e ela mesmo sendo muito novinha já sentia e sabia a importância desse sorriso.
- Oi Pai
- Princesa!! - Disse ele sorrindo abertamente e a abraçando como se não houvesse amanhã.- Então como foi a escola hoje?
- Da mesma forma que ontem, de ônibus – falou olhando nos olhos dele, como se fosse zangar mas a brincadeira que ele tinha começado com ela a tempos o fez sorrir ainda mais
- Danadinha hein? , Sua mãe sabe que esta aqui?
- Sabe pai, eu disse que vinha ontem , eu posso ficar um pouco?
- Claro princesa, vem vamos lá pra minha sala.

Ele passou com ela por um longo corredor enquanto todos Diziam o nome dela, e uma ou outra em tom eufórico diziam “que linda cresceu tanto” ela pensava que não podia ser verdade, uma semana não é tanto tempo assim, mas o que a fazia esquecer de tudo era ver o sorriso no rosto dele enquanto ele dizia “ É... Cresceu muito, minha princesa já é uma mocinha, vem sozinha da escola pra cá, acredita? Já já vai querer meu carro para ir passear com as amigas”
Na sala dele, as uma ampla bancada e duas mesas uma para os desenhos e outra com o computador, ela corria e sentava-se na cadeira da mesa de desenho, ela adorava, pois ela girava, girava e girava.. e ele sentava-se seu lado.
- Já fez a lição de casa?
- Não
-E por que não?
-Por que acabei de sair da escola? – Disse colocando a língua para fora
-HAHAHAh é verdade... mas é que eu tenho que fingir que sou um bom pai, sabe como é né?
- Pai... você é o melhor pai do mundo
- E você a melhor filha que o melhor pai do mundo poderia querer, mas você não vai me enrolar, já fazer sua lição, assim a gente passa mais tempo junto no fim de semana.
-E o que a gente vai fazer?
- Não sei, pensa ai e me diz.
-Já sei... que tal a gente ficar em casa, Jogar vídeo game e comer pizza?
- Não vai querer sair não?
- Eu não... mamãe sempre me leva pra sair... não aguento mais...e eu gosto de ficar com o senhor
- Você.
-Como?
- Não me chama de senhor que eu não sou tão velho assim né?
- HEHEH Ta bom pai.
Ela no alto de seus 7 anos sorria e o fazia sorrir como se não houvesse nunca existido momentos tristes em suas vidas, e ao mesmo tempo, carregava com ela a tristeza de ver os dois, pai e mãe, separados e mesmo que não dissessem abertamente infelizes.
- Mas se “você” Quiser ir la no parque que a gente ia sempre... eu vou adorar.
-O que minha princesa quiser eu faço.
-Taj mahal!!!
- O que? – pergunto um tanto assustado.
- “Você” disse que faria tudo que eu quisesse, eu quero um Taj Mahal, eu li sobre ele esses dis.
- Minha princesinha nerd.... vem ca me da um naco desse “bacon” - Disse segurando ela no colo e olhando bem nos olhos.
- Pai... Te amo.
- ... Eu também filha... eu também te amo.
Assim sentados ladeados a tarde, cada um fazendo suas tarefas eles compartilharam risos, musicas e Brincadeiras.

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