Por que um baú?

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Fita...

Ela voltava pra casa após um dia pesado de trabalho, e para ser honesta com ela mesma, desde seu café da manhã nada ia bem, uma frase mal posta pode gerar mais dor em quem fala do que em quem ouve. Ela descontara nele algumas de suas angustias, e magoas que ele pouco ou nenhuma culpa tinha, mas ela deixou sair de seus lábios algumas farpas que agora espetavam e doíam nela, mas hoje quando chega-se em casa tudo se resolveria ela diria a ele desculpas e esperava que isso bastasse.
No caminho de volta lembrou-se dos primeiros dias juntos, das noites agarrados, não vendo filmes passarem na TV, e até segurou um pouco a vontade de voltar no tempo,
Ela entrava agora na rua onde mora, a casa no fim da rua esta como sempre, apenas a luz da sala, o abjaur, e a luz do quarto, provavelmente ele esta la... ela respira fundo e abre a porta...
Velas se espalham por todo o ambiente, e uma fita vermelha estendida no chão como um caminho a ser seguido. Ela, instintivamente coloca a bolsa no aparador, fecha a porta e segue, algumas pétalas de rosas, e um bilhete “ Desculpe, As vezes esqueço de te dizer algumas coisas” ela tampa os lábios com uma mão enquanto lê e segue a fita estendida que caminha até a escada...
mas alguns metros e outro bilhete “Mas, não é culpa minha, acredite” agora enrolando a fita e segurando os bilhetes ela sobe as escadas e no fim dos degraus mais um bilhete “ É palavras as vezes não diz muito”
O corredor com pouca luz e a frente apenas a fita passando por todo ele, e entrando por debaixo da porta do quarto ela suspira e chama seu nome, mas não tem resposta, alguns metros outro bilhete “ e as vezes, a gente fala de mais” e mais um logo a frente “E acaba dizendo algo fora do lugar” e outro
“e não adianta. Pedir desculpas, são só palavras” ela não entende o motivo, ela fora rude com ele, ela disse coisas que o magoavam, por que ele escrevia aquilo...
abriu a porta, e a fita se estendia até a cama, e sobre a cama mais uma envelope, e uma caixa embrulhada com a fita.
ela caminhou até a cama, procurando por ele na casa mas nada... apenas ela a fita os bilhetes, o envelope e a caixa estavam na casa...
“ Por muitas vezes deixei de te mostrar a sua importancia pra mim, não é dizendo e escrevendo coisa bonitas e bem pensadas que vão fazer você se manter a meu lado e sim agindo, mostrando a admiração que tenho por você e por sua postura a vida, embora tenhamos tanta coisa em comum ainda não tínhamos o que esta na caixa... abra e me diga se quer”
ela pega a caixa e ao abrir seus olhos já se turvam, e mais parecem um mar, castanho, molhado e salgado, dentro da caixa existe um bilhete dizendo
“Quer casar comigo? E casar de novo todos os dias que vierem depois? Dia após dias, eu sei que me casaria com você. Por que não me vejo com mais ninguém alem de você” e com uma fita por dentro dela, uma aliança dourada...
As lagrimas correm o rosto dela, ela procura pelo quarto e vê na porta.. ele de pé, um sorriso perdido no rosto e os olhos mais molhados que o dela, ela apenas olha suspira e quando ameaça dizer ele fala antes.

Sabe, a tempos a gente vive junto a tempos a gente divide tudo, angustias,felicidades, preocupações mas você nunca tinha dividido comigo como me sentia em sua vida, e hoje em meio as suas frases duras eu vi um sentimento perfeito, vi que me ama. E não é uma briga como a de hoje que iria me fazer deixar de te amar, na verdade, percebi que te amo mais... casa comigo?
A resposta veio em um simples e eloqüente beijo.

2 comentários:

Devoradora e Cuspidora de Palavras disse...

Um pedido de casamento em meio ao que parecia uma briga, pode ser algo que fortalece mais ainda a relação. lindo texto =)

Ana disse...

Se é uma história real, no sentido de ter realmente acontecido, ou se foi um pensamento, um desejo, não importa. O que realmente importa é a atitude tomada, o modo como foi racional, não se deixando levar pelo momento de fúria ou descontrole dela, e como fez certo agradando-a ao invés de punindo-a.

Bela história.